| Carlo Petrini | |
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Durante assinatura de acordo de cooperação entre o Governo do Brasil e a associação internacional. Foto:Marcello Casal Jr/ABr | |
| Nascimento | 22 de junho de 1949 |
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| Nacionalidade | italiano |
| Ocupação | Jornalista, fundador do movimento Slow Food |
Carlo Petrini Embaixador(a) da boa vontade da FAO (Bra, 22 de junho de 1949 – Bra, 21 de maio de 2026) foi um jornalista italiano que fundou o movimento internacional Slow Food.
Filho de uma agricultora de hortaliças e de um ferroviário, estudou sociologia na Universidade de Trento e participou ativamente na vida política, sendo eleito vereador pelo Partido da Unidade Proletária em Bra. A partir de 1977, dedicou-se ao tema da gastronomia e do vinho nos principais jornais e revistas italianas, tendo participado ativamente na criação, com Stefano Bonilli, do Gambero Rosso, inicialmente um suplemento mensal do jornal. Nesse período, através da revista Arci, colaborou com o Clube Tenco e descobriu, em 1980, os Gêmeos Nete. Fundou a "Associação Livre e Benemérita de Amigos do Barolo", que se tornou Arcigola em julho de 1986, mantendo fortes laços com o Gambero Rosso e a revista La Gola.
Carlo foi uma das pessoas que encampou uma série de ações contra o fast-food, em especial contra o McDonald's quando este abriu uma lanchonete no centro histórico de Roma. Ele foi o criador de eventos importantes como o Cheese, o Salone del Gusto em Turim e a bienal "Terra Madre", que acontece em Turim simultaneamente ao Salone del Gusto. O Movimento Internacional Slow Food foi fundado em Bra, em 9 de dezembro de 1989. Ele editou o Guia de Vinhos do Mundo e também o Guia de Vinhos Italianos. Colaborou com publicações como l'Unità e La Stampa; a partir de 2007, foi colunista do jornal La Repubblica.
Ele esteve na vanguarda de uma batalha contra os OGM, muitas vezes encontrando-se em desacordo com expoentes do mundo científico, a favor da pesquisa sobre Organismos Geneticamente Modificados e seu uso.
Também criou a Universidade de Ciência Gastronômica, com unidades instaladas no Palazzo Ducale di Colorno, em Colorno, na região de Parma, e no Castello di Pollenzo, em Pollenzo, no Piemonte. Publicou vários livros e fundou a Editora Slow Food.
Petrini morreu a 21 de maio de 2026, aos 76 anos em sua casa na cidade de Bra, em Piemonte, no norte da Itália.