| Carlos Freitas | |
|---|---|
Freitas em 2022 | |
| Nome completo | Carlos Alberto Seifarth de Freitas |
| Nascimento | 26 de março de 1965 |
| Residência | Weston, Flórida, Estados Unidos |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Educação | Faculdade Cásper Líbero Berklee College of Music |
| Ocupação | engenheiro de som |
| Período de atividade | desde 1983 |
| Website | Classic Master USA |
Carlos Alberto Seifarth de Freitas (São Paulo, 26 de março de 1965), ou Carlos Freitas, é um engenheiro de som brasileiro especializado em masterização de áudio. Fundou o estúdio Classic Master em 2000 e recebeu nove indicações ao Grammy Latino, oito na categoria de melhor álbum de engenharia de gravação e uma na de álbum do ano.
Trabalhou na restauração de Tecnicolor, dos Mutantes, e na remasterização de João Gilberto Ao Vivo no Sesc, de João Gilberto. Também masterizou o áudio da transmissão da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016.
Freitas começou a trabalhar como assistente de gravação nos Estúdios Transamérica, em São Paulo, em 1983. Dois anos depois, passou a atuar como engenheiro de gravação e mixagem, trabalhando em discos de RPM, Toquinho e Titãs. Em 1986, começou a estudar publicidade na Faculdade Cásper Líbero.
Em 1988, montou com Roberto Marques a ARP Remote Recording Services, uma unidade móvel de gravação. Gravou apresentações de Caetano Veloso, Marisa Monte, João Gilberto, Tom Jobim, Ed Motta, Lobão e Lulu Santos. Nos festivais Rock in Rio II e Hollywood Rock, trabalhou em gravações de Bon Jovi, Seal, Alice in Chains, Guns N' Roses, Billy Idol, Nirvana, Simply Red e George Michael, além de Brian May e Extreme.
Entre 1994 e 2000, trabalhou na sonorização de concertos das orquestras filarmônicas de Nova Iorque, São Petersburgo, Moscou e Israel, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, do Free Jazz Festival e do Heineken Festival.
Em 1994, fundou a Companhia de Áudio com Ricardo Carvalheira e passou a trabalhar com masterização e restauração de discos. Restaurou coletâneas de Orlando Silva, Carmen Miranda, Francisco Alves, Luiz Gonzaga e a Sinfonia do Rio de Janeiro. Masterizou Afrociberdelia, de Chico Science e Nação Zumbi, Acústico MTV: Os Paralamas do Sucesso e Na Pressão, de Lenine.
A restauração de Tecnicolor, gravado pelos Mutantes em Paris em 1970 e lançado no Brasil em 2000, levou cerca de seis meses. O material inicialmente disponível estava em mono, e o trabalho foi feito a partir de uma cópia em estéreo encontrada com o artista Antonio Peticov.
Freitas deixou a Companhia de Áudio e fundou o Classic Master em 2000. No novo estúdio, masterizou discos de Roberta Sá e as versões de estúdio e ao vivo de Vagabundo, de Ney Matogrosso com Pedro Luís e a Parede. Estudou produção musical na Berklee College of Music em 2010.
Masterizou trabalhos de Ed Motta, Jota Quest, Luciana Souza, Claudia Leitte, Max de Castro, Jair Oliveira, Luciana Mello, Marina Lima, Djavan, Jorge Vercillo, Céu, Ivete Sangalo, Lulu Santos, Arnaldo Antunes e Padre Marcelo Rossi. Também trabalhou com Caetano Veloso, Maria Rita, Aline Barros e Lenine. Masterizou gravações de Roberto Carlos, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Zélia Duncan, além de Simoninha, Cidade Negra, Paula Fernandes e Tribalistas.
Masterizou trabalhos de Omara Portuondo e Carlos Vives. Masterizou gravações de Nathan East, o álbum Yesun, de Roberto Fonseca, e o lançamento Me Estás Haciendo Falta, de Andrés Cepeda.
Também remasterizou gravações de Jacob do Bandolim e Itamar Assumpção e as coleções 100 anos de RCA e 25 anos de Warner, além de trabalhos de Edu Lobo. Participou da gravação de Duos II, de Luciana Souza. Em 2014, trabalhou na remasterização de Elis, lançado por Elis Regina em 1972.
Em 2023, foi lançada a remasterização de João Gilberto Ao Vivo no Sesc, gravado em 1998. Freitas trabalhou durante um mês na retirada de ruídos de microfonia, tosse e sons do ambiente, além de reduzir o volume dos aplausos. Uma falha na gravação, em que um dos canais de áudio deixava de funcionar por um instante, exigiu a reconstrução do trecho em estéreo.
Em 2007, masterizou o áudio das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro para transmissão televisiva. Em 2014, trabalhou nos CDs oficiais da Copa do Mundo FIFA. Nos Jogos Olímpicos de 2016, masterizou o áudio da cerimônia de encerramento para a televisão e para a reprodução no Maracanã.
O Classic Master passou a oferecer masterização pela internet em 2006, com o envio das mixagens e a devolução dos arquivos finalizados por meio de um servidor. Freitas utiliza equipamentos analógicos e ferramentas digitais nesse processo. Em 2012, recebeu a certificação da Apple para oferecer o serviço de masterização "Mastered for iTunes", voltado à distribuição de música em formato digital.
Para o registro Acabou Chorare: Os Novos Baianos Se Encontram, de 2017, fez versões destinadas a CD, Spotify, iTunes e DVD, com ajustes de volume e compressão próprios para cada mídia.
Passou a trabalhar nos Estados Unidos, onde instalou o Classic Master USA em Weston, na Flórida. O estúdio também oferece mixagem e masterização em Dolby Atmos.
O estúdio Classic Master recebeu o Prêmio Profissionais do Áudio na categoria de melhor estúdio de masterização em 2002 e 2011.
Freitas venceu a categoria de técnico de masterização em 2016 e a de engenheiro de masterização em 2017, 2018., 2019 e 2020/21. Em 2017, 2018, 2019, o Classic Master também venceu a categoria de estúdio de masterização.
Freitas recebeu nove indicações ao Grammy Latino, oito na categoria de melhor álbum de engenharia de gravação e uma na de álbum do ano.
Freitas trabalhou na gravação de Duos III, de Luciana Souza, indicado ao Grammy de melhor álbum de jazz latino em 2013.
Também masterizou Sorte!: Music by John Finbury, de Thalma de Freitas, indicado na mesma categoria em 2020.