| Carlos Sandroni | |
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| Informações gerais | |
| Nascimento | 25 de novembro de 1958 (67 anos) |
| Origem | Rio de Janeiro, RJ |
| Morte | 28 de outubro de 2025 Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Ocupação | Compositor, músico, violonista, etnomusicólogo, escritor |
Carlos Sandroni (Rio de Janeiro, 25 de novembro de 1958 — Rio de Janeiro, 28 de outubro de 2025) foi compositor, violonista, etnomusicólogo, professor da UFPE, escritor e canta-autor brasileiro.
Compositor, etnomusicólogo, escritor e professor titular do departamento de Música da UFPE onde lecionou de 1997 a 2025. Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenador do Laboratório de Etnomusicologia da UFPE, fundador da Associação Respeita Januário em 2000 e da Associação Brasileira de Etnomusicologia em 2001 sendo o seu primeiro presidente. Membro e colaborador do Laboratoire en Ethnomusicologie du LESC e colaborador da EHESS França.
Nasceu no Rio de Janeiro no dia 25 de Novembro de 1958 no Largo do Boticário. Filho primogénito de Cícero Sandroni, escritor e Acadêmico da ABL e Laura Austregésilo de Athaíde Sandroni escritora, tradutora e membro fundadora da Fundação do Livro Infantil no Brasil.
Violonista da Orquestra de Violões do Rio de Janeiro de Turibio Santos compôs canções de grande riqueza harmônica e musical, com humor crítico agudo. Algumas das suas composições já foram gravadas por artistas como Milton Nascimento, Adriana Calcanhotto, Mário de Adnet, Clara Sandroni, Olivia Byington, e por ele mesmo no cd Sem Regresso lançado em 11 de dezembro de 2014..
Bacharel em sociologia pela PUC (1981) , Mestre em Ciências Políticas pela IUPERJ (1987) e Doutor em Musicologia/ etnomusicólogia pela École Normale / Université de Tours com orientação do musicólogo Jean Michel Vaccaro e do etnomusicólogo Jean Michel Beaudet (1997).
Sandroni também atuou como professor-visitante na Universidade do Texas em Austin e na Universidade de Indiana em Bloomington, e como pesquisador-visitante no Centro de Pesquisas em Etnomusicologia CREM e na EHESS (Paris, França).
Como professor-titular de Etnomusicologia no Departamento de Música, da UFPE, fundou o Núcleo de Etnomusicologia e o mestrado no Programa de Pós-graduação em Música. Era também colaborador do Programa de Pós-graduação em Música da UFPB e do programa em pós-graduação em Antropologia da UFPE.
Publicou em 2024 Mário contra Macunaíma: Cultura e Política em Mário de Andrade, editora do SESC São Paulo . Edição revisada de seu Mestrado publicado em 1988 pela Editora Vértice.
Publicou em 2001, pela Editora Zahar, Feitiço Decente: transformações do samba no Rio de Janeiro (1917 - 1933). Traduzido ao inglês baixo o título A Respectable Spell: Transformations of Samba in Rio de Janeiro. University of Illinois Press. 2021. Tradução de Michael Iyanaga.. Exemplos musicais que acompanham o texto.
Foi bolsista de Pesquisa da Fundação Vitae propondo percorrer os caminhos da Missão de Pesquisas Floclóricas organizada por Mário de Andrade em 1938. Resultaram dois cd's Responde a Roda Outra Vez. Foi o responsável pelo dossiê de registro do Samba de Roda do Recôncavo Baiano na UNESCO e das Matrizes Tradicionais do Forró no IPHAN. Foi o fundador da Associação Respeita Januário (ARJ) em 2000, incumbida entre outros, em produzir relatórios para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com o objetivo de reconhecimento de bens culturais de Pernambuco e do Nordeste, como Cavalo-Marinho, Ciranda, Caboclinhos e Forró.
Casou em 1996 na Espanha com a diretora de teatro e de ópera Elisa Toledo Todd com quem morou em Paris, Recife, João Pessoa, Austin, Cairo, Ouro Preto, Bloomington, Teerã e passou momentos significativos no Rio de Janeiro.
Carlos Sandroni foi surpreendido por um avc que revelou um tumor cerebral quando visitava os pais durante as férias de janeiro de 2025. Faleceu e foi enterrado no dia 28 de outubro de 2025 aos 66 anos de idade no cemitério São João Batista do Rio de Janeiro perto dos restos mortais de seu pai falecido pouco menos de quatro meses antes. Deixa esposa, quatro irmãos, seis sobrinhos, mãe.
Sua labor em favor das Músicas e dos músicos Tradicionais, em especial do Nordeste foi incansável e perdurará nos programas de pósgraduação, nas pesquisas e nas associações de quem foi membro fundador. Suas canções lembrarão sua tenra e inteligente percepção do humano nos fazendo sorrir de nós mesmos.
|título= (ajuda)|título= (ajuda)|título= (ajuda)Carlos Sandroni: Marcha sem regresso. Carlos Sandroni.
Miltom Nascimento: Guardanapos de Papel. Leo Masliah/versão Carlos Sandroni.
Adriana Calcanhoto: Pão Doce. Carlos Sandroni.
Clara Sandroni: Rude Franqueza. Carlos Sandroni.
Olivia Byton: Secretária eletrônica. Carlos Sandroni.
Mário de Adnet/ Claudio Nucci: Quase: Mário de Adnet/ Carlos Sandroni.