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Central European University | |
|---|---|
| Sigla | CEU |
| Fundação | 1991 |
| Tipo de instituição | Universidade Particular de Pesquisa |
| Localização | Viena Áustria |
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| Funcionários | 392 |
| Reitor(a) | Michael Ignatieff, John Shattuck, Yehuda Elkana, Josef Jařab, Alfred Stepan, William Newton-Smith, Shalini Randeria |
| Total de estudantes | 1 500 |
| Página oficial | [ www |
A Universidade Centro-Europeia (Central European University ou CEU) é uma universidade de pesquisa com campus em Viena, na Áustria, e Budapeste, na Hungria, que oferece cursos de em língua inglesa. A universidade é conhecida peela especialização em ciências sociais e humanas, pela baixa proporção aluno-professor, e pelo corpo discente internacional. O princípio fundador da universidade é a promoção de Sociedade Aberta, conforme pensadas por Henri Bergson e Karl Popper, e por isso ela é associada com a Open Society Foundations.
A universidade foi fundada pelo húngaro-americano George Soros, em 1991, com um orçamento de 880 milhões de dólares. Seu objetivo era contribuir para o desenvolvimento da democracia, fomentar a cooperação entre países no antigo Bloco Socialista e educar uma nova geração de líderes para a região.
A universidade foi relocada de Budapeste para Viena, em decorrência de uma recusa do governo de Victor Orban de renovar a permissão para que a universidade continuasse em funcionamento. Na época, ela era a Universidade mais bem avaliada da Hungria. A polêmica estava ligada ao departamento de Estudos de Gênero, depois que esses estudos foram proibidos no país. A controvérsia gerou debates a respeito de liberdade acadêmica, com protestos em todo o mundo a favor da CEU. Em Outubro de 2020, a Tribunal Europeu de Justiça decidiu que a lei húngara que afetou a CEU é incompativel com o Direito da União Européia.
A Universidade é estruturada em 13 departamentos e 17 centros de pesquisa. Hoje, está entre as 30 melhores universidades do mundo no campo de política e relações internacionais, segundo o QS World University Ranking de 2022, e entre as cem melhores do mundo nos campos de Filosofia, Sociologia, História e Ciências Políticas.
A universidade possui programas de graduação, de mestrado e doutorado. Oferece cursos nas áreas de ciências sociais e humanas, direito, políticas públicas e negócios. Abriga departamentos que estudam temas mais específicos, como questões de gênero, história medieval e nacionalismo. Possui 1,5 mil estudantes de cerca de 100 países e 300 professores de cerca de 30 países.
A Universidade se originou de uma série de conferências organizadas na IUC Dubrovnik, na então Iugoslávia, atual Croácia. De 1989 a 1990, houve tentativas de fundar uma universidade livre em Bratislava, capital da Eslováquia, que não funcionou por uma oposição de políticos nacionalistas. Com a queda do Bloco Socialista, a Universidade foi fundada em Praga, em 1991, seguindo os princípios de sociedade aberta e redemocratização. Logo em seguida a Universidade foi mudada para Budapeste. A Universidade foi fundada com patrocínio de George Soros, com orçamento de 880 milhões de dólares. Soros participou do Conselho da Universidade até 2007. A atual reitora da Universidade é a antropóloga indiana Shalini Randeria.
A Universidade tem um compromisso com promover os Direitos Humanos na região, e com promover cursos interdisciplinares e de estudos comparados. Eles ofereceram os primeiros programas de Estudos de Gênero e de Ciências Ambientais na região.
Em 2017, uma série de leis foi aprovada na Hungria para dificultar o funcionamento de Universidades Estrangeiras. Elas dificultavam a contratação de professores de fora da União Européia, e proibia que os centros da universidade nos Estados Unidos e na Hungria tivessem o mesmo nome. De acordo com Marc Santora no The New York Times, a medida era relacionada com o preconceito contra Soros, milionário de origem judaica-húngara, acusado por Victor Orban de favorecer a imigração ilegal para a União Européia. Muitos jornais também apontaram como as medidas pareciam feitas com o objetivo específico de forçar a CEU a sair da Hungria. Em Setembro de 2019, em meio a uma batalha legal, a Universidade anunciou a mudança de seu campus principal para Viena, na Áustria.
Com base nos princípios de sociedade aberta, a maior parte dos alunos recebe bolsas da universidade.
A Universidade Centro-Européia se organiza em 13 departamentos e 17 Centros de Pesquisa.
Em 2020, a Universidade Central Européia lançou três cursos interdisciplinares de gruaduação, com diploma reconhecido na Áustria e nos Estados Unidos. Os cursos duram quatro anos e são divididos em majors e minors, especializações principais e secundárias. O aluno pode fazer um major e um minor, ou dois majors. Eles são:
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QS World University Rankings by Subject (2021) | |
|---|---|
| Ciências Políticas | 24 |
| Filosofia | 33 |
| Sociologia | 66 |
| História | 51–100 |
| Ciências políticas e administração | 51–100 |
| Direito | 101–150 |
| Artes e Humanidades | 118 |
| Economia e Econométrica | 151–200 |
| Ciências Sociais e Administração | 180 |
Os cursos da CEU tem acreditação dupla, sendo reconhecidos nos Estados Unidos e na Áustria.
A Universidade é reconhecida como uma das melhores do mundo, com o Departamento de Políticas e Estudos Internacionais (Politics and International Studies) reconhecido como 24 lugar nos rankings QS de melhores cursos no mundo, enquanto o Departamento de Filosofia ficou na 33 posição, e os departamentos de História, Sociologia e Administraão Pública nas posições também no top 100, Antropologia e Direito no top 150, e Economia no Top 200.
No ano acadêmico de 2020-2021, a Universidade Central Européia teve 1,484 estudantes de 110 países. Eles são 115 estudantes de bacharelado, 870 de mestrado, 442 de doutorado, além de 57 estudantes de cursos que não oferecem diploma. 93% dos estudantes recebem algum tipo de bolsa ou auxílio financeiro da universidade.
Em 2026, com as revelações dos arquivos Epstein, a mudança da CEU para Viena foi exposta como um interesse do notório agressor sexual. O diplomata Terje Rød-Larsen escreveu a Epstein sobre a transferência da universidade para Viena, dizendo: "Como você viu, meu bom amigo Sebastian Kurz (31 anos!) foi eleito Chanceler da Áustria e em breve formará seu governo. Enviei-lhe uma mensagem na semana passada e acredito que agora estamos em uma posição excelente para ajudar a CEU a se mudar de Budapeste para Viena. Tenho ótimas notícias sobre a situação, vindas dos mais altos escalões na Hungria. Vou almoçar com Michael Ignatieff, o reitor da universidade, em Londres no próximo fim de semana." Outras mensagens relatam almoços entre Michael Ignatieff — então reitor da CEU —, Rød-Larsen e Leon Botstein, presidente do Bard College.
Em maio de 2026, a revista austríaca *Profil* noticiou que pesquisadores de doutorado da Universidade da Europa Central (CEU) alegam que a instituição os colocou em uma situação de falso trabalho autônomo (PJotização ou "Scheinselbstständige", em alemão). Isso é definido pela lei austríaca como a orientação dada a pessoas que atuam como empregados para que se registrem para fins de seguro e paguem impostos como trabalhadores autônomos, com o objetivo de lhes negar benefícios trabalhistas. A *Profil* exibiu documentos internos — vazados para a revista — que demonstram como os candidatos ao doutorado são instruídos a preencher formulários de seguridade social como trabalhadores autônomos, fazendo declarações sobre seu trabalho que contradizem diretamente o próprio Regulamento de Doutorado da CEU. O site da universidade confirma que os candidatos ao doutorado devem se registrar como trabalhadores autônomos na Áustria. De acordo com a reportagem, a CEU classifica os candidatos ao doutorado como autônomos, ao mesmo tempo em que lhes proíbe formalmente de buscar trabalho fora da universidade sem autorização por escrito; dessa forma, a universidade "terceiriza a responsabilidade fiscal para os estudantes de doutorado e contorna os padrões mínimos".
Segundo a presidente do Diretório Central dos Estudantes da CEU: "Estamos integrados às estruturas hierárquicas de nossos departamentos. Não podemos exercer qualquer outra atividade profissional fora da CEU sem obter permissão por escrito. Também precisamos de permissão para tirar férias ou deixar Viena por qualquer motivo". Em outro momento da entrevista, ela concluiu: "Isso claramente não constitui trabalho autônomo. Pelo contrário, o sistema atual equivale a negar direitos trabalhistas a profissionais altamente qualificados que contribuem significativamente para os padrões acadêmicos da CEU".
CEU Press é a maior editora em língua inglesa na Europa Central.
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