| Charles Batteux | |||||
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| Nascimento | 6 de maio de 1713 Vouziers | ||||
| Morte | 14 de julho de 1780 (67 anos) Paris | ||||
| Cidadania | França | ||||
| Ocupação | historiador da arte, filósofo, professor, tradutor, eclesiástico, latinista, helenista, professor universitário, professor, padre | ||||
| Empregador(a) | Collège de France | ||||
| Cargo(s) | membro da Academia Francesa (1761–1780)
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| Religião | Igreja Católica | ||||
Charles Batteux (Alland’Huy-et-Sausseuil, França, 6 de maio de 1713 - Paris, França, 14 de julho de 1780) foi um filósofo, humanista e retórico francês que se dedicou ao estudo da Poética e da Literatura.
Batteux nasceu em Alland'Huy-et-Sausseuil, Ardennes, (próximo a Vouziers) em 6 de maio de 1713 e estudou teologia em Reims. Em 1739, ele mudou-se para Paris, e depois de lecionar nas faculdades de Lisieux e Navarre, foi nomeado para a cadeira de filosofia grega e romana no Collège de France.
O seu tratado de 1746, As Belas-Artes Reduzidas a um Mesmo Princípio (Les beaux arts réduits à un même principe), foi uma tentativa de encontrar uma unidade entre as teorias existentes de beleza e gosto sobre "um único princípio", ele aponta esse princípio como sendo o da imitação geral. Seus pontos de vista foram aceitos, não só na França, mas em toda a Europa.
De acordo com P. O. Kristeller, “o passo decisivo para o sistema das belas artes (assim, para a ideia moderna, ‘belas artes’) foi tomada pelo abade Batteux em seu famoso e influente tratado […] o primeiro a estabelecer um sistema de corte claro das belas artes em um tratado dedicado inteiramente a este assunto.”
Através da tradução de Horácio, em 1750, Batteux ganhou boa reputação entre os acadêmicos franceses o que fez com que ele se tornasse membro da Academia de Inscrições em 1754 e da Academia Francesa em 1761, onde ocupou a cadeira 37. Seu Curso das Belas-Letras (1765) foi mais tarde incluído com alguns escritos menores no tratado Princípios da Literatura (1774).
Seus escritos filosóficos foram: Moralidade em Epicuro Retirados de Seus Próprios Escritos (La morale d'Épicure tirée de ses propres écrits), de 1758 e a História das Causas Primárias (Histoire des causes premières), editado em 1769. Por causa desta obra onde ele atacou o abuso da autoridade na filosofia, perdeu sua cadeira de professor. Seu último e mais extenso trabalho foi o Curso de Estudos Para o Uso dos Alunos da Escola Militar (Cours d’études à l’usage des élèves de l’École royale militaire), em quarenta e cinco volumes.
Na obra As Belas-Artes Reduzidas a um Mesmo Princípio (Les beaux arts réduits à un même principe), Batteux desenvolveu uma teoria influenciada por John Locke através do sensualismo cético de Voltaire. Ele considerou que as belas-artes são artes (coleção de regras do bem), para produzir coisas boas ou belas (em si mesmas), sempre "na imitação da bela natureza" e necessitando do gênio. Aplicando este princípio à arte da poesia, e analisando, linha por linha e até mesmo palavra por palavra, as obras dos grandes poetas, ele deduziu a lei que a beleza da poesia consiste na precisão, beleza e harmonia da expressão individual. Sua História das Causas Primárias (Histoire des causes premières) foi uma das primeiras tentativas de uma história da filosofia, e em seu trabalho em Epicuro, defendeu o Epicurismo contra os ataques gerais contra a filosofia de Epicuro.
Em termos filosóficos estéticos, Batteux estabelece o princípio único das artes plásticas na imitação da natureza, e isso no modelo de ideal de perfeição para alcançar um conjunto harmonioso: "vamos escolher as partes mais belas da natureza, para fazer uma obra requintada, mais perfeita que a própria natureza, mas que nunca será natural […]”. Neste conceito, claramente, Batteux segue uma longa tradição, presente pelo menos em Leon Battista Alberti; bem como para a expressão de belas-artes, presente em Giovanni Battista Armenini e antes em Sebastiano Serlio.
Estes três livros foram relançados posteriormente em seis volumes, em 1774, sob o título "Príncipes abrégés de la littérature.
R. Toscano, Charles Batteux: Les Quatre Poëtiques, Rivista di Estetica, Vol. 39, 1991; p. 67-78 (ISSN 0.035-6.212)
