| Charles Foley | |
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circa 1900 | |
| Nascimento | 9 de Janeiro de 1861 |
| Morte | |
| Nacionalidade | França |
| Ocupação | escritor, historiador, dramaturgo |
| Magnum opus | “Au Téléphone”, 1925 (com André de Lorde) |
Charles Foley (Paris, França, 9 de Janeiro de 1861 - 27 de fevereiro de 1956) foi um escritor, historiador e dramaturgo francês.
Foley fez seus estudos em Condorcet e, desde a idade de 8 ou 10 anos, decidiu se dedicar à literatura. Seu pai, que era médico, encorajou-o fortemente nessa direção e facilitou o início de seu filho; na «La Revue Bleue» surge o primeiro romance de Charles Foley. Pouco depois, aos 19 anos, ele publicou, com o editor Monier, sob o título "Les Saynètes", seu primeiro volume de poesias.
Soldado voluntário, Charles não mais escreveu poesias; seus dois primeiros romances foram "Guerre de Femmes" e "La Course au Mariage". O jovem escritor fazia parte do círculo de Volney, onde Dieudonné, Dumény, Ms. Amel, Matrat e Maria Legault fizeram algumas de suas peças.
Charles Foley continuou a escrever romances, e algumas peças; entre os romances, “Les Colonnes Infernales”, “L'Otage”, “Vendée!”, “Cœur de Roi”, “Guilleri Guilloré”, “Les Mauvais Gars”, “Jean des Brumes”, e entre os romances históricos, “Le Roi des Neiges”, “Fleur d'Ombre”, “L'Histoire de la Reine de Bohème et de ses sept châteaux”. Entre os estudos da vida contemporânea e costumes, estavam “Les Cornalines”, “Monsieur Belle-Humeur”, “Mulot et Gendres”, “Drames de coulisses”, “Jolies Ames”, entre outros.
Femina publicou “Tuteur”, e o autor sofreu a queda do sucesso com seu romance de alto impacto social e que apresentava um argumento sobre o dinheiro, intitulado “L'Ecrasement”.
Foley é também o autor de “Le Vieux de la Rouquine”, de “La Nuit Rouge”, e de “Un concert chez les fous”, em colaboração com André de Lorde, dramas que foram recebidos no Théâtre du Grand Guignol. Outros títulos do escritor, traduzidos em várias línguas: “Kowa la Mystérieuse”, “La Chambre au judas”, “Des Pas dans la Nuit”. Sua obra o colocou entre os principais autores da época, mediante sua preocupação com a verdade histórica. Delicado, sutil e profundo, estudou a alma da sociedade moderna e a pintou com sensibilidade apurada.
Charles Foley sucessivamente publicou seus contos e romances nas revistas L'Illustration, Femina, Le Temps, Le Gaulois, nos Annales Politiques et Littéraires, na Revue Bleue, no Conteur Populaire, e na Revue Hebdomadaire. Tornou-se, com o tempo, um profundo estudioso e um bibliófilo, dando palestras históricas na L'Écho de Paris, as “Causeries d'Histoire”. Vários destes estudos foram traduzidos e publicados em revistas de Viena e Berlim.
Charles Foley é o autor de “Au Téléphone”, o drama pungente e trágico moderno, imprevisto, que lhe garantiu o triunfo. “Au Téléphone” foi encenado mais de mil e duzentas vezes em toda a Europa e América, e manteve-se no repertório do théâtre Antoine.
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