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| Guarda Municipal da cidade do Rio de Janeiro | |
|---|---|
| Criação | 14 de junho de 1831 (195 anos) |
| País | |
| Estado | |
| Missão | Segurança Pública e Ordem Pública |
| Efetivo | 7.334 GMs (2022) |
| Denominação | Guarda Municipal do Rio de Janeiro |
| Subordinação | Prefeitura do Rio de Janeiro |
| Sigla | GM-Rio |
| Patrono | Marechal Euclides Zenóbio da Costa |
| Aniversários | 30 de março |
| Página oficial | prefeitura.rio/web/gmrio |
| Comando | |
| Inspetor-geral | Itaharassi Bomfim Junior |
Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro (GM-Rio) é uma instituição municipal que atua na segurança pública do Rio de Janeiro. Vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), foi criada em 14 de junho de 1831, por Decreto Imperial e recriada, em 1993, para proteger o cidadão e atuar no ordenamento urbano, na fiscalização do trânsito e das posturas municipais, na preservação de bens, serviços e instalações e no apoio às ações de Segurança Pública.
Com mais de 7 mil guardas, a GM-Rio mantém 35 unidades operacionais na cidade, atuando no patrulhamento e em ações de segurança em praias, praças, parques, escolas municipais e nos principais pontos turísticos do Rio. É considerada a maior Guarda Municipal desarmada do país e é referência em ações operacionais.
A Regencia Provisorial, em Nome do Imperador, e em cumprimento do art. 10 da Carta de Lei de 6, cria em 14 de junho de 1831, o Corpo de Guardas Municipais dividido em esquadras.
No dia 27 de setembro de 1992, a Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro (GM-Rio) foi recriada pela Lei Municipal 1.887, e efetivamente implantada pelo Decreto Municipal 12.000, de 30 de março de 1993. Força de segurança pública da Prefeitura do Rio de Janeiro, a GM-Rio teve como missão inicial proteger bens, serviços e instalações municipais, contribuindo para a qualidade de vida da população. O mesmo decreto instituiu a Empresa Municipal de Vigilância (EMV), cujo nome fantasia era "Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro - GM-RIO".
A recriação da Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro foi gerado com o concurso de 1993, para a contratação de dois mil agentes. Todo o processo foi feito pela Comlurb, uma vez que a GM-Rio ainda não estava implantada oficialmente. Em março de 1993, a instituição de segurança da Prefeitura incorporou os aprovados neste concurso mais 250 dos 340 vigilantes que integravam a Gerência de Vigilância e Segurança Patrimonial da Comlurb. Com os dois mil guardas, a GM-Rio começou sua atuação promovendo ações de controle urbano no Centro e patrulhando algumas áreas públicas (como Aterro do Flamengo e Quinta da Boa Vista). Para cobrir os demais pontos do município, a GM-Rio iniciou a implantação de inspetorias, ampliando aos poucos sua estrutura para se transformar em canal permanente de assistência e integração com as comunidades.
Em uma segunda etapa, a GM-Rio passou a criar grupamentos especiais para cumprir missões específicas que cuidam de escolas (GRE), praias (GEP), turistas (GAT), meio ambiente (GDA), controle urbano (GTM), controle especial urbano (GOE), trânsito (GET), operações com cães (GOC) e patrulhamento em motocicletas (GGM), Unidades Especiais Marítimas e Especiais de Resgate de Cidadania (GMM, Sossego e Lixo Zero), além de Unidades de Ordem Pública (UOP), estas últimas criadas em 2011 e 2015 para atender as demandas pontuais do município, além disso uma Academia de Formação, inaugurada em janeiro de 2004, a Guarda Municipal do Rio deu um passo pioneiro, sendo a única entre todas as instituições desarmadas existentes no Brasil a ter o seu próprio Centro de Formação e Treinamento. Funcionando como universidade corporativa, a Academia da Guarda Municipal do Rio de Janeiro oferece inúmeras atividades de aperfeiçoamento e atualização profissional, assim como intercâmbio com outras instituições, em uma constante troca de experiências In loco ou pelo sistema EAD.
Em 15 de outubro de 2009, entrou em vigor a Lei Complementar nº 100 que extinguiu a Empresa Municipal de Vigilância e criou a autarquia denominada Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro na estrutura da administração indireta da Prefeitura do Rio de janeiro.
Em 8 de agosto de 2014, entrou em vigor a Lei nº 13.022, revestida com os atributos essenciais da atividade policial. A legislação especifica 15 princípios mínimos de atuação das guardas municipais, sendo:
A Guarda Municipal conta com uma Academia de Formação de Guardas Municipais, 15 IGMs, as Inspetorias da Guarda Municipal, UOPs, as Unidades de Ordem Pública e Grupamentos e Unidades Especiais, distribuídas por pontos estratégicos do município, de forma a cobrir todos os seus bairros. O seu efetivo de mais de 7.330 guardas desenvolve um patrulhamento urbano próprio à sua finalidade.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou a competência dos municípios na segurança pública, a Prefeitura do Rio criou a Divisão de Elite da Guarda Municipal, uma força armada com atuação preventiva e ostensiva nas ruas da cidade, focada no enfrentamento de roubos e furtos em espaços públicos. De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, 50% dos roubos e furtos de rua estão concentrados em 5,3% da cidade. As primeiras áreas atendidas foram o Jardim de Alah, na Zona Sul, e o entorno da Rodoviária do Rio, do Terminal Gentileza e da Estação Leopoldina, no Centro, com expansão para o calçadão de Campo Grande, na Zone Oeste.
A divisão – que contará com 600 agentes atuando em áreas com maior incidência de roubos e furtos – foi treinada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e conta pistolas Glock e equipamentos de menor potencial ofensivo, câmeras corporais, monitoramento por GPS e acompanhamento em tempo real pelo Centro de Operações Rio (COR). A Força Municipal não atenderá ocorrências pelo 190 ou 1746.
A atuação da Força Municipal será organizada a partir de três bases operacionais: Base Litorânea, no Leblon; Base Norte, em Piedade; e Base Oeste, em Inhoaíba, com 22 áreas de atuação. Das 22 áreas previstas, 13 ficam na Base Litorânea, que inclui principalmente bairros da Zona Sul, Barra e Centro, enquanto a Zona Norte terá 6 áreas e a Zona Oeste apenas 3.
Apesar da criação da divisão, inicialmente a Polícia Federal (PF) deu parecer contrário à concessão de porte de armas para os agentes, por entender que a criação de uma "força de elite armada, com atuação ostensiva e perfil militarizado, extrapola a função constitucional, invadindo a esfera de atuação das polícias militares e, consequentemente, a competência legislativa da União", a PF ainda destacou que as guardas municipais têm caráter civil e são destinadas à proteção preventiva de bens, serviços, logradouros públicos e instalações do município. De acordo com a lei, apenas servidores efetivos e concursados podem atuar armados, no entanto, a divisão buscava operar com contratos temporários. Posteriormente, a Prefeitura alterou as regras para restringir o porte a guardas municipais concursados, enquanto os agentes temporários atuarão exclusivamente em funções administrativas. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) será o órgão responsável pelo controle externo da nova força.
A Guarda Municipal do Rio de Janeiro, por ser uma instituição de caráter civil, possui uma nomenclatura para sua hierarquia que difere das forças militares do Brasil. Como a maioria das guardas municipais, segue uma nomenclatura baseada em nomes como "guarda", usados para designar seus membros que exerçam funções operacionais, e "Líderes", "Subinspetores", "Inspetores" e "Inspetores Regionais", para aqueles que exerçam uma das cinco funções de comando.
| Líder | Subinspetor | Inspetor | Inspetor Regional |
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| Insígnias ostentadas nos ombros dos uniformes | |||

Herói da Segunda Guerra Mundial, o marechal do Exército Brasileiro Euclides Zenóbio da Costa foi instituído patrono da GM-Rio pelo decreto municipal n.º 13 588, de 9 de janeiro de 1995. O marechal foi o primeiro comandante da Polícia Municipal do Rio, criada em 1934 pelo então Prefeito do Distrito Federal, Pedro Ernesto. O oficial assumiu o comando da corporação em maio de 1935, permanecendo no cargo até abril de 1936. Como general, fundou o 1.º Batalhão da Polícia do Exército – do qual também é patrono, chegando a Ministro do Exército em 1954.
|url= (ajuda). www2.camara.leg.br. Consultado em 2 de setembro de 2025