Cinábrio | |
|---|---|
| Categoria | Mineral sulfeto |
| Cor | Vermelho-carmim a cinza-chumbo |
| Fórmula química | Sulfeto de mercúrio(II), HgS |
| Propriedades cristalográficas | |
| Sistema cristalino | Trigonal |
| Hábito cristalino | Romboédrico, tabular ou granular |
| Propriedades físicas | |
| Densidade | 8,1 g/cm³ |
| Dureza | 2,0–2,5 |
| Brilho | Adamantino |
| Referências | |
| editar - editar código-fonte - editar Wikidata | |
O cinábrio é um mineral de sulfeto de mercúrio(II) (HgS), notável por sua intensa coloração vermelha e por ser a principal fonte natural de mercúrio. Utilizado desde a Antiguidade como pigmento (vermelhão), seu emprego declinou devido à toxicidade do mercúrio, que causa danos neurológicos graves. Sua relevância histórica está ligada à mineração, arte e ao impacto ambiental, sendo hoje objeto de estudos toxicológicos e regulamentações rígidas.
O cinábrio cristaliza no sistema trigonal, formando cristais romboédricos ou massas granulares. Sua cor varia do vermelho-vivo ao cinza-escuro quando exposto à luz, e sua densidade elevada (8,1 g/cm³) o torna um dos minerais mais pesados. A dureza é baixa (2,0–2,5 na escala de Mohs), e seu brilho varia de adamantino a terroso.
Sua estrutura cristalina consiste em cadeias helicoidais de átomos de mercúrio e enxofre. Quando aquecido acima de 580 °C, decompõe-se liberando vapores de mercúrio, processo explorado industrialmente desde o Império Romano.
O cinábrio forma-se em veias hidrotermais associadas a vulcanismo e fontes termais alcalinas. Principais jazidas incluem:
O processo envolve a torrefação do minério em fornos rotativos, liberando mercúrio gasoso que é condensado em líquido. Na Roma Antiga, essa técnica era realizada por escravos, que sofriam envenenamento crônico — um dos primeiros registros de doença ocupacional.
A exposição ao mercúrio provoca tremores, perda de memória e insuficiência renal. No século XVI, o médico Georgius Agricola descreveu os efeitos em mineiros de cinábrio, comparando as minas a "sentenças de morte".
No século XX, pigmentos sintéticos (ex.: sulfeto de cádmio) substituíram o cinábrio em tintas e cosméticos.