| Codorniz-comum | |
|---|---|
| Macho | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galliformes |
| Família: | Phasianidae |
| Gênero: | Coturnix |
| Espécies: | C. coturnix |
| Nome binomial | |
| Coturnix coturnix (Linnaeus, 1758) | |
| Sinónimos | |
| |

A codorniz-comum (Coturnix coturnix) é uma espécie de ave migratória e galiforme do género Coturnix pertencente à família dos Fasianídeos.
No entanto, algumas espécies do grupo dos Tinamiformes também são popularmente chamadas pelo nome de codorniz-comum. Devido à semelhança, pode ser confundida com a codorniz-japonesa (C. japonica), do mesmo género, porém facilmente distinguíveis pelo som.
Dá ainda pelos seguintes nomes comuns: codorniz, codorna, carcalhota, calhota, calcaré (com as variantes calquiré, carcolé, cracolé, corcalhé e corcolher), papalvo (não confundir com as espécies Martes foina, Felis silvestris, ou com as aves da família dos apodídeos, que com ela partilham este nome), paspalhaça (não confundir com a Alauda arvensis, que com ela partilha este nome), paspalhão, paspalhás e tem-te-lá.
É uma ave curtirrostra, de pequenas dimensões e rechonchuda. Dispõe de uma plumagem listada em tons castanhos, mais escuros nas partes superiores e amarelados nas inferiores, que lhe serve de camuflagem. Há algum dimorfismo sexual, assinalado pelo centro negro da garganta dos machos. Destaca-se ainda pelo canto trissilábico, peculiarmente emblemático.

O habitat originário da codorniz-comum é na Europa e na Ásia ocidental, onde se reproduz, migrando, no Inverno, para a África equatorial e para a Índia durante o Inverno. Reside durante todo o ano no Sul da Península Ibérica, no Noroeste do continente africano e nalgumas partes do Sul do continente africano (designadamente no Sul de Moçambique e Norte da África do Sul).
Encontra-se em Portugal Continental e no Arquipélago da Madeira, onde goza de um estatuto de conservação pouco preocupante. Mais concretamente, em Portugal continental pode encontrar-se no estuário do Cávado, na Serra do Gerês, no planalto de Riba Côa, nas lezírias de Ponta da Erva, em grande parte do Alentejo, entre outros espaços.
Privilegia os espaços de ervas altas, onde se possa camuflar. No Inverno ocupa mormente zonas mais húmidas a Sul do país, ao passo que no Verão se encontra mais nas cercanias de courelas agricultadas, seja em planície ou planalto. Ocorre mais abundantemente entre Março e Outubro em território nacional.
T. pedibus nudis, corpore griseo-maculate, supercilií albis, rectricibus margine lunulaque ferruginea.