O Cojo (também conhecido por Côjo) é o nome tradicional de uma zona da cidade de Aveiro, Portugal, nas margens do Canal do Cojo, entre a Praça Gen. Humberto Delgado e o Cais da Fonte Nova.
Até ao início do séc. XX esta foi uma importante zona de apoio à indústria de cerâmica, sal e pesca de Aveiro, sendo os produtos provenientes da Ria de Aveiro transportados através do canal até ao Cais do Cojo, viajando de seguida em carros de bois até à estação ferroviária, de onde eram exportados para todo o país. Existiram também neste local várias indústrias, tais como a Fábrica de Louça Fina do Cojo (1774) a Fábrica Aleluia (1917) e a Fábrica Jeronymo Pereira Campos (1896, único edifício ainda existente desta altura, convertido posteriormente no Centro de Congressos de Aveiro).
Sensivelmente a meio do Canal do Cojo existia uma área de terra denominada Ilhote do Cojo, na qual funcionou um velódromo (Velódromo do Clube dos Galitos). Com o aterro e consolidação da margem norte do canal, o ilhote foi incorporado nesta margem, deixando de existir.
Atualmente, os únicos vestígios com referência a esta zona são o Canal e o Cais do Cojo, estando atualmente localizados nesta área o mercado Manuel Firmino, o Fórum Aveiro e o edifício da Companhia de Seguros Ultramarina.