| Condado de Jafa e Ascalão | ||||
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| Continente | Ásia | |||
| Capital | Jafa e Ascalão | |||
| Língua oficial | Francês antigo, latim | |||
| Religião | Cristianismo ocidental | |||
| Governo | Suserania hereditária | |||
| Período histórico | Idade Média | |||
| • 1100 | Conquista de Jafa por Godofredo de Bulhão | |||
| • 1153 | Balduíno III de Jerusalém conquista Ascalão | |||
| • 1268 | Conquista de todos os territórios do condado por Baibars | |||
| Membro de: Estados cruzados | ||||
O Condado de Jafa e Ascalão (ou Condado de Jaffa e Ascalon) foi um dos quatro mais poderosos senhorios que compreendiam o principal estado cruzado, o Reino de Jerusalém, de acordo com o cronista João de Ibelin do século XIII (os outros três eram o Principado da Galileia, o Senhorio de Sídon e o Senhorio da Transjordânia). Era um condado "duplo", composto pelos feudos de Jafa e de Ascalão, localizado entre a costa do mar Mediterrâneo e a cidade de Jerusalém.
A cidade de Jafa foi tomada e fortificada em 1100 por Godofredo de Bulhão, nas conquistas subsequentes à Primeira Cruzada. Reivindicada por Dagoberto de Pisa, o primeiro patriarca latino de Jerusalém, permaneceu no entanto parte do domínio real até 1110. Nesta data Balduíno I de Jerusalém ofereceu Jafa e os seus territórios adjacentes a Hugo de Le Puiset, em um domínio chamado Condado de Jafa.

Quando Hugo II rebelou-se contra o rei Fulque em 1134, o condado foi dividido em pequenos feudos, e a cidade de Jafa voltou ao domínio real. Pouco depois os territórios foram oferecidos em apanágio ao segundo filho de Fulque, Amalrico. Quando o primeiro filho de Fulque, rei Balduíno III, conquistou Ascalão em 1153, esta cidade e os seus domínios foram adicionados ao feudo de Amalrico, iniciando-se a designação de Condado de Jafa e Ascalão.
Desde então o condado alternou por diversas vezes entre fazer parte do domínio real ou ser oferecido para usufruto de familiares próximos dos reis de Jerusalém - incluindo esposos (como Inês de Courtenay e Amalrico II), filhos, irmãos, sobrinhos (Sibila com Guilherme de Monferrato e depois com Guido de Lusignan). Durante este período, fornecia geralmente rendas para um ou mais membros dos descendentes do primeiro casamento de Amalrico I.
Em 1221 foi oferecido a Gualtério IV de Brienne pelo seu tio, o rei consorte João de Brienne. Gualtério era casado com uma neta do falecido rei consorte Amalrico II, que ficara na posse do condado como sucessor de seu irmão, o rei consorte Guido de Lusignan. A cerca de 1250 foi concedido a um ramo da família Ibelin mas, com a captura de Jafa por Baibars em 1268, os condes tornaram-se puramente titulares. No século XV o título voltaria a ser atribuído pelo rei, na altura Jaime II de Chipre e Jerusalém, a outra família, na pessoa de Juan Perez Fabrice, capitão catalão do Reino de Chipre. Posteriormente tornar-se-ia em um título da República de Veneza.
Na lógica do sistema feudal, o Condado de Jafa e Ascalão era vassalo do Reino de Jerusalém, mas era suserano de outros territórios:

Em 1268, os mamelucos conquistaram os territórios do condado, pelo que os condes passaram a ser apenas titulares.
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Após a conquista de Chipre pelo Império Otomano em 1570, o conde perdeu os feudos cipriotas associados ao título de Conde de Jafa e Ascalão. Conde de Jafa tornou-se em um título nobiliárquico estritamente veneziano, desassociado de terras quer no Levante, quer em Chipre.
Com a morte do último conde sem ter gerado descendência, o título e as prerrogativas associadas a este passaram para um ramo mais novo dos Contarini, descendente do conde Giorgio II.
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