Em bioquímica, a cinética de Michaelis-Menten é um dos modelos mais conhecidos da cinética enzimática. O modelo leva esse nome em homenagem a Leonor Michaelis e Maud Menten. Ele tem a forma de uma equação que descreve a taxa de reações enzimáticas, relacionando taxa de reação a , a concentração de um substrato . A sua fórmula é dada pela equação de Michaelis-Menten:
Os valores dos parâmetros variam amplamente entre as enzimas:
| Enzima | (M) | (s−1) | (M−1s−1) |
|---|---|---|---|
| Quimotripsina | 1.5 × 10−2 | 0.14 | 9.3 |
| Pepsina | 3.0 × 10−4 | 0.50 | 1.7 × 103 |
| T-RNA synthetase | 9.0 × 10−4 | 7.6 | 8.4 × 103 |
| Ribonuclease | 7.9 × 10−3 | 7.9 × 102 | 1.0 × 105 |
| Anidrase carbónica | 2.6 × 10−2 | 4.0 × 105 | 1.5 × 107 |
| Fumarase | 5.0 × 10−6 | 8.0 × 102 | 1.6 × 108 |
A constante (eficiência catalítica) é uma medida da eficiência com que uma enzima converte um substrato em produto. As enzimas com difusão limitada, como a fumarase, funcionam no limite superior teórico de 108 – 1010 M−1s−1, limitadas pela difusão do substrato no centro ativo.
A cinética de Michaelis–Menten também foi aplicada a uma variedade de esferas fora das reações bioquímicas, incluindo depuração alveolar de poeiras, o agrumento de riqueza de espécies, depuração do álcool no sangue, a relação fotossíntese-irradiância e infecção bacteriana por fagos.
A equação também pode ser usada para descrever a relação entre a condutividade do canal iônico e a concentração do ligante.