Constantes de Feigenbaum

Diagrama de bifurcação: a constante de Feigenbaum expressa o limite da razão entre as distâncias de bifurcações consecutivas, .

Em matemática, mais especificamente na teoria da bifurcação, as constantes de Feigenbaum ( e ) são duas constantes matemáticas obtidas a partir de quocientes num diagrama de bifurcação para uma aplicação não linear. O seu nome deve-se ao físico Mitchell J. Feigenbaum.

História

Originalmente, Feigenbaum relacionou a primeira constante com as bifurcações de duplicação de período no mapa logístico, mas demonstrou igualmente que esta se aplica a todas as aplicações unidimensionais com um único máximo quadrático. Como consequência desta generalidade, qualquer sistema caótico que obedeça a esta descrição bifurca ao mesmo ritmo. Feigenbaum fez esta descoberta em 1975 e publicou-a formalmente em 1978.

As constantes

Os diagramas de bifurcação dizem respeito aos valores-limite assumidos por sucessões do tipo , onde é uma função real positiva, três vezes diferenciável em e que possui um único máximo nesse intervalo (isto é, sem outros máximos locais).

Tendo em conta para uma dada função, abaixo de um determinado valor de , a sucessão tende a um único limite. Acima desse valor, mas abaixo de outro, a sucessão acaba por oscilar entre dois valores. Acima deste segundo valor, começa a oscilar entre quatro, e assim sucessivamente. Os valores de que separam dois intervalos chamam-se valores de bifurcação e denotam-se por , etc.

A primeira Constante de Feigenbaum está definida como o limite da razão entre dois intervalos sucessivos da bifurcação:

E vale aproximadamente:

(sequência A006890 na OEIS)

A segunda constante de Feigenbaum define-se como o limite da razão entre duas distâncias sucessivas entre os ramos mais próximos de (o ponto de máximo da função ):

E vale aproximadamente:

(sequência A006891 na OEIS)

É notável verificar que estes períodos e as constantes de Feigenbaum são independentes da forma da função , desde que esta seja três vezes diferenciável e possua um único máximo local. Exemplos de funções com estas características são , , etc.

Referências

  1. 1 2 Mitchell J. Feigenbaum (1978). «Quantitative universality for a class of nonlinear transformations». Journal of Statistical Physics. 19 (1): 25–52. doi:10.1007/BF01020332
  2. ↑ Mitchell J. Feigenbaum (1979). «The universal metric properties of nonlinear transformations». Journal of Statistical Physics. 21 (6): 669–706. doi:10.1007/BF01107909

Ligações externas