O coque occipital ou chignon (em inglês occipital bun) é uma saliência ou projeção proeminente do osso occipital na parte posterior do crânio. É um elemento importante nas descrições científicas dos crânios clássicos dos Neandertais. É encontrada entre as espécies de Homo arcaicos (incluindo os Neandertais), bem como em Homo sapiens do Pleistoceno Superior e em populações humanas atuais.


O coque occipital é uma saliência do osso occipital. O seu tamanho e forma foram comparados aos de um pãozinho. É uma característica marcante dos Neandertais, embora seja uma tendência nas espécies de Homo arcaicos. A verdadeira função do coque occipital ainda não foi definida. No entanto, alguns estudos encontraram possíveis propósitos evolutivos. Num estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B, o coque occipital foi atribuído ao alargamento do córtex visual; hipotetiza-se que esta seja uma adaptação aos níveis de luz mais baixos encontrados nas latitudes mais altas da Europa. Este córtex visual ampliado também se correlaciona com os olhos maiores dos Neandertais. Também foi levantada a hipótese de que o coque occipital funcionaria para aliviar o stress nos músculos do pescoço, compensando o peso da face mais pesada e robusta dos Neandertais.
Um estudo realizado por Lieberman, Pearson e Mowbray fornece evidências de que indivíduos com cabeças estreitas (dolicocéfalos) ou bases cranianas estreitas e cérebros relativamente grandes têm maior probabilidade de apresentar coque occipital como forma de resolver um problema de acomodação espacial. Isso difere dos Neandertais, que têm bases cranianas mais largas. Isso sugere que não haveria homologia entre os coques occipitais dos Neandertais e os do Homo sapiens.
Além dos Neandertais, fósseis de Homo sapiens modernos antigos da Europa também foram encontrados com coque occipital. Muitas populações humanas modernas atuais, incluindo os Sami, os bosquímanos da África do Sul e os aborígenes australianos, têm ocorrências frequentes de coque occipital. Na Península Ibérica, é relativamente comum em indivíduos galegos, portugueses nortenhos, asturianos e bascos. É por isto que algumas hipóteses apontan para uma possível hibridação entre Homo sapiens e Homo neanderthalensis, se bem não é algo amplamente demonstrado.

Embora os termos coque occipital (occipital bun) e toro occipital (torus occipitale) sejam às vezes usados como sinônimos, é importante diferenciar esses dois conceitos anatômicos.
O toro occipital refere-se a uma projeção externa do ínion, a parte mais proeminente da protuberância occipital externa (POE). Embora não haja uma classificação amplamente utilizada, a POE é tipicamente classificada morfologicamente como: tipo I (plana ou ausente), tipo II (crista o cúspide), tipo III (nódulo o protuberância) e tipo IV (espolão ou gancho). O nome toro occipital é referido, geralmente, aos tipos III e IV. Nalguns casos, indivíduos com toro occipital proeminente experimentam uma série de sintomas. Os sintomas mais comuns incluem sensibilidade na parte de trás do crânio ao deitar ou ao mover o pescoço. Um procedimento cirúrgico pode ser realizado para reduzir o tamanho da protuberância e aliviar os sintomas.
O coque occipital, que é o assunto deste artigo, é uma saliência arredondada ou projeção da parte escamosa do osso occipital, localizada por baixo da protuberância occipital interna.