
O coralito (termo derivado do latim corallium e do grego líthos, significando pedra de coral) é a estrutura esquelética cupuliforme, constituída por carbonato de cálcio, segregada pela ectoderme de um único pólipo de coral pertencente à ordem Scleractinia (corais duros). Esta microestrutura calcária funciona como um exosqueleto protetor e de suporte mecânico para o delicado tecido vivo do animal, que se recolhe no seu interior em períodos de stress ou durante o dia, quando não se está a alimentar. A arquitetura de um coralito é altamente complexa e serve como o principal critério taxonómico para a identificação e classificação das espécies de corais, sendo composta por vários elementos fundamentais: a parede exterior ou muralha, designada por teca; a placa basal que ancora o pólipo ao substrato; e as lâminas verticais radiadas que convergem para o centro, conhecidas como septos. Adicionalmente, o centro do coralito pode apresentar uma estrutura esponjosa ou compacta denominada columela e, em certas espécies, elevações verticais chamadas palos, que circundam essa zona central. À medida que a colónia de coral se desenvolve ao longo dos séculos, os pólipos elevam-se e segregam novas plataformas basais (dissepimentos), abandonando as câmaras inferiores do coralito; este processo contínuo de deposição e estratificação mineral resulta na edificação massiva dos recifes de coral, os ecossistemas marinhos biologicamente mais diversos e produtivos do planeta Terra.