Coralito

Detalhe dos coralitos numa colónia do coral Pocillopora grandis.

O coralito (termo derivado do latim corallium e do grego líthos, significando pedra de coral) é a estrutura esquelética cupuliforme, constituída por carbonato de cálcio, segregada pela ectoderme de um único pólipo de coral pertencente à ordem Scleractinia (corais duros). Esta microestrutura calcária funciona como um exosqueleto protetor e de suporte mecânico para o delicado tecido vivo do animal, que se recolhe no seu interior em períodos de stress ou durante o dia, quando não se está a alimentar. A arquitetura de um coralito é altamente complexa e serve como o principal critério taxonómico para a identificação e classificação das espécies de corais, sendo composta por vários elementos fundamentais: a parede exterior ou muralha, designada por teca; a placa basal que ancora o pólipo ao substrato; e as lâminas verticais radiadas que convergem para o centro, conhecidas como septos. Adicionalmente, o centro do coralito pode apresentar uma estrutura esponjosa ou compacta denominada columela e, em certas espécies, elevações verticais chamadas palos, que circundam essa zona central. À medida que a colónia de coral se desenvolve ao longo dos séculos, os pólipos elevam-se e segregam novas plataformas basais (dissepimentos), abandonando as câmaras inferiores do coralito; este processo contínuo de deposição e estratificação mineral resulta na edificação massiva dos recifes de coral, os ecossistemas marinhos biologicamente mais diversos e produtivos do planeta Terra.

Referências

  1. ↑ Chadda-Harmer, Dayana; Byrne, Maria; Foley, Matthew; Barrington-Smith, Georgia; Camp, Emma F.; Foo, Shawna A. (fevereiro de 2026). «Skeletal structure and adaptive mechanisms of corals inhabiting a mangrove environment». Coral Reefs (em inglês). 45 (1): 273–290. ISSN 0722-4028. doi:10.1007/s00338-025-02727-5
  2. ↑ Dimitrijević, Danijela; Raja, Nussaïbah B.; Kiessling, Wolfgang (fevereiro de 2024). «Corallite sizes of reef corals: decoupling of evolutionary and ecological trends». Paleobiology (em inglês). 50 (1): 43–53. ISSN 0094-8373. doi:10.1017/pab.2023.28
  3. ↑ Tambutté, E.; Venn, A. A.; Holcomb, M.; Segonds, N.; Techer, N.; Zoccola, D.; Allemand, D.; Tambutté, S. (12 de junho de 2015). «Morphological plasticity of the coral skeleton under CO2-driven seawater acidification». Nature Communications (em inglês). 6 (1). ISSN 2041-1723. PMC 4490415Acessível livremente. PMID 26067341. doi:10.1038/ncomms8368
  4. ↑ Todd, P.A.; Ladle, R.J.; Lewin-Koh, N.J.I.; Chou, L.M. (agosto de 2004). «Flesh or bone? Quantifying small-scale coral morphology using with-tissue and without-tissue techniques». Marine Biology (em inglês). 145 (2). ISSN 0025-3162. doi:10.1007/s00227-004-1324-8
  5. ↑ Veron, J. E. N. (John Edward Norwood) (1995). Corals in space and time : the biogeography and evolution of the Scleractinia. Internet Archive. [S.l.]: Ithaca : Comstock/Cornell. ISBN 978-0-8014-8263-2. Consultado em 16 de agosto de 2026
  6. ↑ «Coral structure and growth»