Curopalata (em grego: κουροπαλάτης;romaniz.: Kouropalatēs; em latim: curopalates; em latim: cura palatii; "[O único] encarregado do palácio") era um título cortesãobizantino, um dos mais altos da época do imperadorJustiniano(r.527–565) até o período Comneno no século XII. A variante feminina, ostentada pela esposa dos curopalatas, era curopalatissa (em grego: κουροπαλάτισσα;romaniz.: kouropalátissa).
História e função
Soldo de MiguelI Rangabe (r.811–813) e seu coimperador Teofilacto
O título é atestado no século V no mesmo nível dum homem espectável (vir spectabilis) e superior a um castrense do palácio (castrensis palatii), tendo como função a manutenção do palácio imperial (como o mordomo da Europa Ocidental). Quando o imperador JustinianoI fez seu sobrinho e herdeiro JustinoII um curopalata em 552, no entanto, o ofício ganhou um novo significado, e tornou-se uma das dignidades mais exaltadas, ficando próximo de césar e nobilíssimo e, como eles, era inicialmente reservado para os membros da família imperial. Ao contrário deles, contudo, não foi concedido a importantes governantes estrangeiros, principalmente do Cáucaso. Assim, desde a década de 580 à de 1060, 16 príncipes e reis georgianos adquiriram títulos honoríficos, bem como, depois de 635, várias dinastias armênias.
De acordo com o Cletorológio de Filoteu, escrito em 899, a insígnia do título era uma túnica, manto e cinto vermelhos. Sua premiação pelo imperador bizantino significou a elevação do destinatário para o ofício. Por volta dos séculos XI-XII, a dignidade havia perdido seu significado anterior: foi concedida como um título honorífico a generais fora da família imperial, e suas funções foram aos poucos sendo suplantadas pelo protovestiário, cuja função original era limitada à custódia do guarda-roupa imperial. O título sobreviveu até o período paleólogo, mas era usado raramente.
Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Curopalates», especificamente desta versão.
Bibliografia
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