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Diretório Central dos Estudantes (DCE), ou simplesmente diretório estudantil, é uma entidade estudantil que representa todos os estudantes (corpo discente) de uma instituição de ensino superior, sejam elas universidades, faculdades ou centros universitários. Tem o papel de organizar suas pautas.
A eleição de seus membros é definida pelo movimento estudantil da instituição no qual está inserido e costuma se dar de forma direta. A composição da diretoria (ou coordenação) pode ser na forma majoritária ou na forma proporcional.
Assim como os mecanismos eleitorais, a atuação da entidade é definida pelo conjunto do movimento estudantil da instituição, sendo que suas áreas de atuação mais comuns dizem respeito aos interesses dos estudantes perante à administração da instituição superior, às questões de política educacional e mesmo de pautas da conjuntura política nacional. Além disso, o DCE pode manter relações com outras entidades representativas dos estudantes como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Estadual dos Estudantes (UEEs), além de outras entidades estudantis existentes no Brasil. A existência de uma relação entre os DCEs e outras entidades (nacionais, de maior abrangência) é opcional e a opção fica a cargo das dirigências dos diretórios, fundamentados por assembleias gerais estudantis que devem discutir os prós e contras da existência da relação em questão.
A Sociedade de Alumni do Williams College, fundada em 5 de setembro de 1821, afirma ser "a organização estudantil de faculdade ou universidade mais antiga do mundo em atividade".
O primeiro diretório estudantil fundado no Brasil foi o Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE-UFRJ), entidade dos discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Surgido no ano de 1930, no âmbito do fervor político ocasionado pelo Golpe de Estado de 1930 que derrubou o regime da República Velha, é anterior até mesmo à União Nacional dos Estudantes (fundada em 1937).
Utilizando como marco o DCE-UFRJ, as entidades que se seguiram tiveram relevante atuação nas lutas por acesso universal à educação, por direitos estudantil, nas campanhas de redemocratização após o Estado Novo, na campanha "O Petróleo é Nosso" e no endosso às reformas de base de Jango.
Durante a ditadura militar brasileira, o movimento estudantil brasileiro representou um foco de oposição muito combativo, sendo, por conta disso, perseguido pelo governo. Em 1985, com a redemocratização do Brasil, foi promulgada a Lei 7.395/1985, que reconhece os DCEs como representantes dos estudantes de cada instituição de ensino superior, que devem ser regulamentados pelos seus estatutos, aprovados em congresso da entidade.
Dispõe sobre os órgãos de representação dos estudantes de nível superior e dá outras providências.