| Diogo Pinheiro | |
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| Nascimento | 1437 Barcelos |
| Morte | 1526 Tomar |
| Cidadania | Reino de Portugal |
| Progenitores |
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| Ocupação | Prelado |
| Cargo(s) | bispo diocesano (desde 1514) |
| Título | Dom |
| Religião | Igreja Católica |
Diogo Pinheiro ou Diogo Pinheiro Lobo, como também é referido em alguns documentos (Barcelos, c. 1437 — Tomar, julho de 1526) foi um prelado português, 1.º bispo do Funchal.
Era filho do Dr. Pedro Esteves (c. 1410 - antes de 10 de agosto de 1463), fidalgo do Conselho e ouvidor do duque de Bragança e de sua mulher (casaram c. 1430) Isabel Pinheiro (c. 1410 - 1463), filha de Martim Gomes Lobo com Mor Esteves Pinheiro.
Sendo assim cunhado de Pedro de Sousa, 1.º senhor do Prado e tio avô de Martim Afonso de Sousa e de D. António de Ataíde, 1.º conde da Castanheira.
Foi Doutor in utroque jure, Desembargador do Paço e Petições, Dom Prior da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira de Guimarães de 6 de Janeiro de 1503 a 1513, Vigário-Geral da Ordem de Cristo, em Tomar, etc.
Tirou ordens de Epístola em Braga, já tardiamente, a 17 de Outubro de 1480, com cerca de 38 anos, sendo aí referido como "Doutor Diogo Pinheiro, filho do Doutor Pedro Esteves e sua mulher Isabel Pinheiro".
Foi comendatário de Carvoeiro, São Simão da Junqueira e Castro de Avelãs, capelão e fidalgo da Casa do 4.° Duque de Bragança D. Jaime I e depois de D. Manuel I e seu conselheiro.
Foi advogado do 3.° Duque de Bragança D. Fernando II, quando D. João II o condenou à morte (1483), tendo escrito então um manifesto em que pretendia mostrar a inocência do duque. Protestou energicamente contra as alegadas iniquidades do processo, o que fez com que perdesse as boas graças de D. João II.
D. Diogo Pinheiro culminou a sua carreira eclesiástica como 1.º Bispo do Funchal e, como tal, foi também Primaz das Índias, de 1514 a 1526.
Está sepultado em túmulo com as armas dos Pinheiro, na capela-mor da igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar.
Teve duas filhas e um filho sacrílegos:
| Precedido por (Diocese erecta em 1514) |
Bispo do Funchal 1514 — 1526 |
Sucedido por Martinho de Portugal, Arcebispo do Funchal |