Dique Holandês de Salvador | |
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| Planta da Restituição da Bahia (Albernaz, 1631). | |
| Construção | (1624-1625) |
| Conservação | desaparecido |
| Aberto ao público | |

Dique Holandês de Salvador (também referido como Dique Pequeno e Dique Velho) foi uma fortificação construída pelo Império Colonial Holandês no contexto da Captura da Bahia e localizada no limite norte da Cidade Alta, em Salvador, no estado da Bahia, no Brasil.
Foi cartografado por João Teixeira Albernaz, o velho, na "Planta da Restituição da Bahia", de 1631 e disponível na Mapoteca do Itamaraty, no Rio de Janeiro.
Pesquisas em Haia e o mapa descoberto em 2022 revelaram a autoria de Joos Coecke para o dique.
Os sistemas de diques em Salvador tiveram início com a invasão holandesa de 1624. O Dique Holandês foi justamente o primeiro deles. No contexto da primeira das Invasões holandesas do Brasil (1624-1625), soldados da Companhia das Índias Ocidentais construíram o dique a partir de projeto do engenheiro e capitão Joos Coecke baseado no represamento do Rio das Tripas no vale na altura das proximidades do Convento de São Francisco, dividindo as cumeadas dos atuais Largo do Pelourinho e Largo da Saúde. Com a finalidade de proteger o território recém-invadido em seu limite norte, executaram a maior obra hidráulica do Brasil à época. Era defendido, no seu braço superior, pelo Fortim Camarão.
Décadas depois, o Governo-Geral do Brasil ordenou a construção em Salvador de um segundo dique, também com função de defesa: o Dique do Tororó. Por comparação, este foi referido como Dique Novo e Dique Grande, enquanto o Dique Holandês ficou conhecido como Dique Velho e Dique Pequeno. Em algum momento do século XVIII o Diques Pequeno e Grande se tocavam, como mostra a planta da cidade de Salvador feita pelo brigadeiro João Massé. Apesar dos nomes comparativos, a concepção do Dique do Tororó baseada na escola holandesa de arquitetura militar fizeram algumas fontes atribuírem a construção do Dique Novo aos holandeses.
Com o desenvolvimento urbano da cidade, esse dique deixou de existir, sendo desde então as águas canalizadas pela antiga rua da Vala, atual Baixa do Sapateiro.