O contra-exemplo de uma álgebra associativa em que existem divisores de zero à esquerda que não são divisores de zero à direita pode ser construído assim:
Seja S = o espaço vetorial das sequências infinitas de números reais
A álgebra L(S, S) dos operadores lineares de S é um anel, com a operação de soma sendo a soma dos operadores lineares, e a multiplicação sendo a composição de funções.
Neste anel, destacam-se três operadores:
O movimento para a direita R(a1, a2, a3,...) = (0, a1, a2,...)
O movimento para a esquerda L(a1, a2, a3,... ) = (a2, a3,...)
A projeção na primeira coordenada T(a1, a2, a3,... ) = (a1, 0, 0, ... ).
Nenhum deles é zero, e, como LT = TR = 0, vemos que L é um divisor de zero à esquerda, R é um divisor de zero à direita e T é um divisor de zero.
Como LR = 1 (o operador identidade), vemos que nem R pode ser um divisor de zero à esquerda, nem L pode ser um divisor de zero à direita: por exemplo, se XL = 0, então XLR = 0 logo X = 0.
Estes operadores podem ser interpretados como matrizes infinitas. A matriz
representa L, enquanto que sua transposta B = AT representa R. É fácil ver que AB é a matriz identidade.
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