Vital de Oliveira | |
|---|---|
| Bispo da Igreja Católica | |
| Bispo de Olinda | |
| Fotografia de Dom Vital em abril de 1879, por Militão Augusto de Azevedo | |
Título |
Servo de Deus |
| Atividade eclesiástica | |
| Ordem | Ordem dos Frades Menores Capuchinhos |
| Diocese | Arquidiocese de Olinda e Recife |
| Eleição | 21 de maio de 1871 |
| Nomeação | 2 de novembro de 1871 |
| Predecessor | Francisco Cardoso Ayres |
| Sucessor | José Pereira da Silva Barros |
| Mandato | 1871 - 1878 |
| Ordenação e nomeação | |
| Ordenação presbiteral | 2 de agosto de 1868 |
| Nomeação episcopal | 2 de novembro de 1871 |
| Ordenação episcopal | 17 de março de 1872 por Pedro Maria de Lacerda |
| Lema episcopal | Iter para tutum |
| Brasão episcopal | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | 27 de novembro de 1844 |
| Morte | 4 de julho de 1878 (33 anos) |
| Nome religioso | Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira |
| Nome nascimento | Antônio Gonçalves de Oliveira Júnior |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Progenitores | Mãe: Antônia Albina de Albuquerque Pai: Antônio Gonçalves de Oliveira |
| Sepultado | Basílica da Penha |
| dados em catholic-hierarchy.org Bispos Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Vital Maria Gonçalves de Oliveira, O.F.M. Cap. (Pedras de Fogo, 27 de novembro de 1844 – Paris, 4 de julho de 1878) foi um frade capuchinho e bispo católico. Foi o 20.º bispo de Olinda. Está em processo de beatificação, sendo considerado Servo de Deus.
Escreveu uma pastoral sobre "A Maçonaria e os Jesuítas".
De nome de batismo Antônio Gonçalves de Oliveira Júnior, nascido no Sítio Jaqueira do Engenho Aurora, na época território do estado de Pernambuco, primeiros dos seis filhos de Antônio Gonçalves de Oliveira e Antônia Albina de Albuquerque.
Estudou em Itambá e Recife, nos seminários de Olinda e Saint-Sulpice, em Paris. Em 16 de julho de 1863, ingressou na Ordem dos Capuchinhos em Versalhes e, em 15 de agosto seguinte, recebeu o hábito e o nome Frei Vital María de Pernambuco. Continuou seus estudos e fez sua profissão temporária em 19 de outubro de 1864.
Recebeu a ordenação presbiteral no dia 2 de agosto de 1868, aos 23 anos, na Igreja da Imaculada Conceição de Matabieau, pelo arcebispo Desprez, de Tolosa. Depois retornou ao Brasil. Frei Vital Maria foi professor de filosofia no Seminário de São Paulo, até ser designado por Dom Pedro II, Imperador do Brasil, para ser bispo de Olinda, no dia 21 de maio de 1871, sendo preconizado pelo papa Pio IX a 22 de dezembro daquele mesmo ano.
Recebeu a sagração episcopal no dia 17 de março de 1872, pelas mãos de Dom Pedro Maria de Lacerda, na catedral de São Paulo. Foi o primeiro bispo capuchinho do Brasil. Sua entrada solene ocorreu em 24 de maio.

Foi protagonista, junto a Dom Antônio de Macedo Costa, na Questão Religiosa, conflito que aconteceu no Brasil de março de 1872 a setembro de 1875, entre a Igreja Católica e a Maçonaria, devido à sua oposição à influência maçônica em sua diocese. Chegou a ser preso em 2 de janeiro de 1874, em seu palácio, por ordens do Visconde do Rio Branco, maçom e presidente do conselho de ministros à época.
Recolhido ao Arsenal da Marinha do Recife, foi conduzido para o Rio de Janeiro, onde ficou preso no Arsenal da Marinha. Após julgado, foi condenado em 21 de fevereiro de 1874 a quatro anos de prisão e trabalhos forçados, que dias depois o imperador comutou em prisão simples na Fortaleza de São José, também no Rio de Janeiro.
Em 1874, foi defendido, na condição de advogados de defesa no Supremo Tribunal de Justiça, por Zacarias de Góis e Vasconcelos e Cândido Mendes de Almeida.
Após vários protestos, inclusive do papa, o imperador teve que aceitar e, em 17 de setembro de 1875, decreta a anistia para D. Vital e outros presos. Logo em outubro, D. Vital viaja para Europa, passando por igrejas e conventos na França e Itália, e chegando a Roma, onde foi recebido por Pio IX. Durante a viagem, já estava doente.
Regressou à Diocese em 6 de outubro de 1876, voltando às atividades pastorais. No entanto, agravou-se seu estado de saúde e embarcou para a Europa, em busca de tratamento. Escreveu ao Papa, com sua renúncia à diocese, sem resultado.
Dom Vital morreu em Paris, a 4 de julho de 1878. Ao receber o viático, disse: “Perdoo de coração aos meus inimigos e ofereço a Deus o sacrifício da minha vida”. Monsenhor de Ségur, na oração fúnebre, por ocasião das exéquias, afirmou que Dom Vital morreu envenenado. Em 1881, seu corpo foi exumado e repatriado, sendo sepultados na Basílica da Penha.
O processo de beatificação de Dom Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira foi aberto na Arquidiocese de Olinda e Recife, por Dom Antônio de Almeida Morais Júnior. Após anos parado, os trabalhos foram reabertos em 1992, por Dom José Cardoso Sobrinho, OCarm.
O nihil obstat foi dado em 3 de novembro de 1994. Os trabalhos foram intensificados e concluídos em 4 de julho de 2001 e a documentação foi remetida à Santa Sé, que validou o inquérito diocesano em 21 de fevereiro de 2003. No ano de 2012, o arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido, OSB, entregou a condução do Processo aos frades capuchinhos, irmãos de hábito do Servo de Deus. O postulador é o Frei Carlo Calloni (Postulador Geral dos Capuchinhos) e o vice-postulador é Frei Jociel Gomes.
A sessão de consultores históricos do Dicastério para as Causas dos Santos ocorreu em 31 de maio de 2024, mesmo ano em que a Positio foi publicada. O congresso de consultores teológicos se reuniu em 26 de março de 2026; a próxima etapa do processo de beatificação é a sessão de cardeais e bispos do Dicastério, que poderá resultar na futura aprovação do papa, tornando Dom Vital venerável.
| “ | Peçam-nos o sacrifício de nossos cômodos; peçam-nos o sacrifício de nossas faculdades, peçam-nos o sacrifício de nossa saúde; peçam-nos o sangue de nossas veias… Mas pelo santo amor de Deus não nos peçam o sacrifício de nossa consciência, porque nunca o faremos. Sic nos Deus adjuvet. Nunca! | ” |
| “ | Nenhum lutador mais impetuoso, mais tenaz e mais capaz que D. Vital, bispo de Olinda, e a impressão que este me deixou foi extraordinária | ” |
Iter para tutum.
| Precedido por Francisco Cardoso Aires, I.C. |
Bispo de Olinda 1872 - 1878 |
Sucedido por José Pereira da Silva Barros |