Drapetomania foi uma proposta de transtorno mental que, em 1851, o médico estadunidense Samuel A. Cartwright hipotetizou como a causa da fuga de escravizados do cativeiro.:41 Essa hipótese baseava-se na crença de que a escravatura representava uma melhoria tão grande na vida dos escravos que apenas aqueles que sofriam de algum tipo de doença mental desejariam escapar.
Cartwright citou especificamente a tendência dos escravos de fugirem das plantações que os mantinham. Como os que estavam satisfeitos com sua condição não desejavam partir, ele inferiu que essas pessoas deviam estar doentes, insensíveis à ordem natural das coisas. Ele publicou um artigo sobre doenças e idiossincrasias de escravos negros na De Bow's Review. Reproduzido contemporaneamente no Sul, o artigo de Cartwright foi amplamente ridicularizado e satirizado no norte dos Estados Unidos. O conceito foi posteriormente classificado como pseudociência:2 e parte do campo de estudos do racismo científico.
O termo deriva do grego δραπέτης (drapetēs, 'um [escravo] fugitivo') e μανία (mania, 'loucura, frenesi'). Ainda em 1914, a terceira edição do Dicionário Médico Prático de Thomas Lathrop Stedman incluía uma entrada para drapetomania, definida como "vagabundagem, dromomania; um impulso incontrolável ou insano de vagar".