| Drawn & Quarterly | |
|---|---|
| Fundação | 1990 |
| Fundador(es) | Chris Oliveros |
| País de origem | Canadá |
| Sede | Montreal, Quebec |
| Distribuição | Macmillan (Estados Unidos) Raincoast Books (Canadá) Publishers Group UK (Reino Unido) |
| Tipos de publicação | Livros, revistas em quadrinhos |
| Website oficial | drawnandquarterly.com |
Drawn & Quarterly (D+Q) é uma editora sediada em Montreal, Quebec, no Canadá, especializada em histórias em quadrinhos. Publica principalmente revistas em quadrinhos, romances gráficos e coletâneas de tiras de quadrinhos. Seus livros têm conteúdo artístico e atenção à qualidade da impressão e do design. O nome da empresa faz um trocadilho entre as palavras inglesas drawing ("desenho"), quarterly ("trimestral") e a expressão hanging, drawing and quartering, referente à pena de enforcamento, arrastamento e esquartejamento.
A editora dedicou-se inicialmente aos quadrinhos underground e aos quadrinhos alternativos, depois ampliou seu catálogo para reedições de clássicos e traduções de obras estrangeiras. Drawn & Quarterly foi a principal antologia trimestral da empresa durante a década de 1990.
A Drawn & Quarterly é a editora de quadrinhos de maior sucesso e projeção no Canadá e publica trabalhos de autores como Lynda Barry, Kate Beaton, Marc Bell, Chester Brown, Daniel Clowes, Michael DeForge, Guy Delisle, Julie Doucet, Mary Fleener, Joe Matt, Shigeru Mizuki, Rutu Modan, Joe Sacco, Seth, Elise Gravel, Yoshihiro Tatsumi, Adrian Tomine e Chris Ware. Em 2006, começou a publicar em livro as tiras de Mumin da escritora e artista finlandesa Tove Jansson, na série Moomin: The Complete Tove Jansson Comic Strip. A Drawn & Quarterly tem boa reputação no meio dos quadrinhos. Suas antologias receberam prêmios Harvey.
A Drawn & Quarterly passou a ter peso no mercado de quadrinhos alternativos, ao lado da Fantagraphics Books, de Seattle, Washington. O cuidado editorial abrange o conteúdo, o papel, a encadernação e o design dos livros. O fundador, Chris Oliveros, dava ampla autonomia aos artistas que publicava.
A Drawn & Quarterly foi fundada em 1990 pelo montrealense Chris Oliveros, então com 23 anos.
Oliveros inspirou-se em Raw, de Art Spiegelman e Françoise Mouly, para publicar um periódico dedicado a quadrinhos de arte. Ele tomou US$ 2.000 emprestados do pai para publicar a primeira edição da revista-antologia Drawn & Quarterly, lançada em abril de 1990. A intenção era publicá-la quatro vezes por ano, com quadrinhos curtos de caráter artístico. Oliveros logo percebeu que algumas obras eram longas demais para caber na revista e começou a publicar revistas em quadrinhos avulsas e romances gráficos, começando pela revista Dirty Plotte, de Julie Doucet. Seth, Joe Matt e Chester Brown, cartunistas de Toronto, logo passaram a trabalhar com a editora. No começo da década de 2000, Brown teve um sucesso de vendas inesperado com Louis Riel. Em 2003, foi publicado A Drawn & Quarterly Manifesto, voltado a livreiros e com orientações sobre como manter e vender romances gráficos.
Com a popularização dos romances gráficos, Oliveros percebeu que a empresa precisava de uma assessora de imprensa. Perguntou a Peggy Burns, que exercia esse tipo de função na DC Comics, se conhecia alguém para o cargo. Burns se ofereceu e mudou-se de Nova Iorque para Montreal. Ela foi a terceira funcionária da empresa e logo negociou um acordo de distribuição com a Farrar, Straus and Giroux, que ampliou bastante a exposição da editora e lhe deu um perfil mais literário. A Drawn & Quarterly reduziu o número de títulos seriados e concentrou-se em quadrinhos publicados em formato de livro, como coletâneas e romances gráficos. Em 2012, a empresa tinha 16 funcionários.
Depois de publicar sobretudo artistas canadenses e norte-americanos em seus primeiros anos, a editora ampliou o catálogo na década de 2000 com artistas europeus como Philippe Dupuy e Charles Berbérian, Lewis Trondheim e Guy Delisle. Também passou a explorar o movimento japonês gekiga e publicou pela primeira vez em inglês obras de Shigeru Mizuki, Susumu Katsumata, Yoshihiro Tatsumi, Oji Suzuki e Seiichi Hayashi.
Em 2015, a editora lançou a coletânea Drawn & Quarterly: Twenty-Five Years of Contemporary Cartooning, Comics and Graphic Novels, reunindo trabalhos fora de catálogo, lembranças e ensaios de escritores como Margaret Atwood. No mesmo ano, Oliveros deixou a direção da editora para se dedicar aos próprios quadrinhos e planejava publicar por conta própria o romance gráfico The Envelope Manufacturer. Burns assumiu a direção da empresa, enquanto Tom Devlin, então diretor de criação, tornou-se editor executivo. Em meados de 2023, foi anunciado que Oliveros havia vendido a Drawn & Quarterly a Burns, Devlin, à vice-presidente editorial Tracy Hurren e à vice-presidente de marketing e vendas Julia Pohl-Miranda.
Em novembro de 2023, os funcionários da Drawn & Quarterly organizaram um sindicato ligado à Fédération du Commerce, da Confédération des Syndicats Nationaux, com certificação do Tribunal Administrativo do Trabalho de Quebec.

Em 2007, a Drawn & Quarterly abriu uma livraria em língua inglesa na Bernard Street, em Mile End, Montreal, vendendo romances gráficos, literatura em prosa, não ficção, poesia e livros de arte. Em 2017, a loja foi ampliada e abriu a La Petite Librairie Drawn & Quarterly, que funciona como livraria infantil durante o dia e espaço para eventos à noite.

Com o passar dos anos, a Librairie D+Q tornou-se uma das principais livrarias do Canadá e da América do Norte. A loja recebeu eventos com cartunistas publicados pela editora, entre eles Lynda Barry, Adrian Tomine, Chris Ware, Leanne Shapton, Seth e Chester Brown, além de autores e outros convidados como Margaret Atwood, Neil Gaiman, Junot Díaz, Paul Auster, Sheila Heti, Miranda July, David Byrne, Gloria Steinem, Roxane Gay, Carrie Brownstein e Alison Bechdel.
Entre 2003 e 2008, a Drawn & Quarterly publicou Showcase, uma revista-antologia criada para dar maior visibilidade a autores menos conhecidos. A publicação chegou a cinco volumes e apresentava até três autores em cada edição.
Em 2004, a Drawn & Quarterly criou o selo Petit Livre para livros de arte que não eram de quadrinhos. A editora também mantém o selo infantil Enfant, pelo qual publicou obras de Mumin, de Tove Jansson, quadrinhos de Píppi Meialonga, de Astrid Lindgren e Ingrid Vang Nyman, além de livros infantis de Elise Gravel, Leanne Shapton e Anouk Ricard.