| Eek-A-Mouse | |
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Eek-A-Mouse, cantando em 2006. | |
| Informações gerais | |
| Nascimento | 19 de novembro de 1957 (68 anos) |
| Origem | Kingston |
| País | Jamaica |
| Gêneros | Reggae, Dancehall |
| Período em atividade | 1979-atualidade |
| Página oficial | www.eeksperience.com |

Eek-A-Mouse (nascido Ripton Joseph Hylton; Kingston, 19 de novembro de 1957) é um cantor, compositor e músico jamaicano de reggae. Ele é reconhecido como um dos pioneiros do subgênero singjaying, uma técnica que combina o canto melódico com o estilo falado do toasting (característico dos DJs de dancehall). Tornou-se uma das maiores figuras da música jamaicana na década de 1980 devido ao seu timbre vocal anasalado, suas improvisações rítmicas repletas de onomatopeias e suas apresentações teatrais.
Ripton Hylton nasceu e cresceu em Trenchtown, um bairro periférico de Kingston conhecido historicamente como o berço de grandes nomes do reggae. Desde a adolescência demonstrava interesse pela música, influenciado por gêneros nativos e pelo soul norte-americano.
A origem de seu nome artístico peculiar, "Eek-A-Mouse", provém de um cavalo de corrida no qual Hylton costumava apostar frequentemente. Após o animal vencer uma corrida justamente no primeiro dia em que o cantor decidiu não apostar nele, seus amigos passaram a chamá-lo pelo nome do cavalo, apelido que ele adotou definitivamente para sua carreira artística.
Hylton iniciou suas gravações profissionais em meados da década de 1970, ainda estudante. Suas primeiras faixas, como "My Name Is A-Mouse" (produzida por sementes locais) e "Creation", foram lançadas sob seu nome real ou variações simples. Nesse período, trabalhou brevemente com seletores de som proeminentes e refinou seu estilo nos sound systems locais. Em 1979, adotou formalmente o pseudônimo Eek-A-Mouse e lançou o single "Not Ready Makes Jack Sprat Bad", produzido por Douglas Boothe.
A virada em sua carreira ocorreu quando começou a colaborar com o influente produtor Henry "Junjo" Lawes e a banda de apoio Roots Radics. Em 1980, lançou uma sequência de sucessos na Jamaica, incluindo "Wah Do Dem" e "Noah's Ark". Em 1981, sua performance no festival Reggae Sunsplash foi amplamente aclamada, catapultando sua relevância para o público internacional.
No mesmo ano, lançou o álbum Wa Do Dem, seguido por Skidip! (1982) e The Mouse and the Man (1983). Suas letras transitavam entre o humor nonsense — com bordões silábicos marcantes como "biddy biddy bang bang" — e críticas sociais contundentes sobre a pobreza, a política e a violência urbana na Jamaica, exemplificadas na canção "Ganja Smuggling".
Em meados dos anos 1980, Eek-A-Mouse assinou com a gravadora americana Island Records, buscando expandir seu mercado para além do público tradicional de reggae. O álbum Assassinator (1985) consolidou sua recepção nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Durante os anos 1990, o artista passou a residir nos Estados Unidos e incorporou elementos de hip-hop, rock e vertentes digitais do dancehall à sua sonoridade. Álbuns como U-Neek (1991) — que incluiu uma parceria com a banda de rock funk Fishbone — e Black Cowboy (1996) refletem essa fase de experimentação transcultural.
O impacto de Eek-A-Mouse na música popular jamaicana reside na originalidade de sua entrega vocal. Ao lado de artistas como Tenor Saw e Barrington Levy, ele estabeleceu o modelo do singjay, demonstrando que o vocalista de dancehall poderia flutuar livremente entre a melodia e a percussão verbal. Visualmente, destacou-se por figurinos extravagantes em seus concertos, frequentemente vestindo-se como gladiador romano, cavaleiro medieval, oficial militar ou cowboy, transformando o show de reggae em uma experiência cênica. Ele também participou como ator no filme de ação americano New Jack City (1991), interpretando o personagem Fat Smitty.
Em 2021, Eek-A-Mouse morava na Suécia com seu parceiro desde 2017. Ele tem oito filhos: cinco moram nos EUA e três moram na Jamaica.