Efeito colateral é qualquer efeito de um fármaco diferente daquele que motivou seu uso, o chamado efeito terapêutico principal. Pode ser indesejado ou, em algumas situações, até útil. A sonolência causada por alguns anti-histamínicos, por exemplo, é um incômodo para quem precisa dirigir, mas pode ser aproveitada à noite; a amnésia provocada por alguns sedativos é indesejada no dia a dia, mas útil antes de procedimentos médicos desagradáveis.
O termo não é sinônimo de efeito adverso, que é o efeito nocivo ou indesejado. Todo efeito adverso não intencional é um efeito colateral, mas nem todo efeito colateral é adverso. Na linguagem cotidiana e nas bulas, porém, "efeito colateral" costuma ser usado no sentido de reação indesejada.
Os efeitos colaterais surgem porque poucos fármacos são totalmente seletivos. Um fármaco pode agir sobre o mesmo alvo em tecidos diferentes do desejado, ou ligar-se também a outros alvos. Os anti-histamínicos de primeira geração, por exemplo, atravessam a barreira hematoencefálica e bloqueiam receptores da histamina no cérebro, o que causa sonolência, além de bloquearem receptores colinérgicos, o que causa boca seca.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma reação adversa a medicamento é qualquer resposta nociva e não intencional que ocorre com doses normalmente usadas no ser humano para profilaxia, diagnóstico ou tratamento. Essas reações são acompanhadas e notificadas pela farmacovigilância.
Uma classificação muito usada divide as reações adversas em dois tipos principais: