Efeito colateral

Efeito colateral é qualquer efeito de um fármaco diferente daquele que motivou seu uso, o chamado efeito terapêutico principal. Pode ser indesejado ou, em algumas situações, até útil. A sonolência causada por alguns anti-histamínicos, por exemplo, é um incômodo para quem precisa dirigir, mas pode ser aproveitada à noite; a amnésia provocada por alguns sedativos é indesejada no dia a dia, mas útil antes de procedimentos médicos desagradáveis.

O termo não é sinônimo de efeito adverso, que é o efeito nocivo ou indesejado. Todo efeito adverso não intencional é um efeito colateral, mas nem todo efeito colateral é adverso. Na linguagem cotidiana e nas bulas, porém, "efeito colateral" costuma ser usado no sentido de reação indesejada.

Causas

Os efeitos colaterais surgem porque poucos fármacos são totalmente seletivos. Um fármaco pode agir sobre o mesmo alvo em tecidos diferentes do desejado, ou ligar-se também a outros alvos. Os anti-histamínicos de primeira geração, por exemplo, atravessam a barreira hematoencefálica e bloqueiam receptores da histamina no cérebro, o que causa sonolência, além de bloquearem receptores colinérgicos, o que causa boca seca.

Reação adversa

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma reação adversa a medicamento é qualquer resposta nociva e não intencional que ocorre com doses normalmente usadas no ser humano para profilaxia, diagnóstico ou tratamento. Essas reações são acompanhadas e notificadas pela farmacovigilância.

Uma classificação muito usada divide as reações adversas em dois tipos principais:

Ver também

Referências

  1. 1 2 Ritter, James M.; Rod J. Flower; Graeme Henderson; Humphrey P. Rang (2020). Rang & Dale's Pharmacology (em inglês) 9 ed. [S.l.]: Elsevier. ISBN 978-0-7020-7448-6
  2. ↑ Laurence L. Brunton; Randa Hilal-Dandan; Björn C. Knollmann, eds. (2018). Goodman & Gilman's The Pharmacological Basis of Therapeutics (em inglês) 13 ed. [S.l.]: McGraw-Hill. ISBN 978-1-259-58473-2
  3. 1 2 3 Edwards, I. Ralph; Aronson, Jeffrey K. (2000). «Adverse drug reactions: definitions, diagnosis, and management». The Lancet (em inglês). 356 (9237): 1255–1259. doi:10.1016/S0140-6736(00)02799-9
  4. ↑ World Health Organization (1972). International drug monitoring: the role of national centres. Col: Technical Report Series, 498 (em inglês). Genebra: WHO