| Emptyset | |
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| Informações gerais | |
| Origem | Bristol, Inglaterra |
| Gêneros | Música eletrónica, música experimental, techno |
| Ocupação | Duo de produção musical |
| Período em atividade | 2005–presente |
| Gravadoras | Caravan, Subtext, Raster-Noton, Thrill Jockey [en] |
| Integrantes | James Ginzburg Paul Purgas |
| Página oficial | emptyset |
Emptyset é um duo britânico de música eletrónica experimental, formado em Bristol em 2005 por James Ginzburg e Paul Purgas. O projeto explora as possibilidades sonoras da música eletroacústica e computacional, da arquitetura e da performance, em discos, atuações ao vivo e instalações. Vários dos seus trabalhos usam espaços arquitetónicos como processadores de sinal.
Ginzburg e Purgas formaram o Emptyset em 2005 para explorar um interesse comum pela música rítmica e pelos graves. Ginzburg, nascido nos Estados Unidos, dirigia o Multiverse, um complexo de estúdios e coletivo de editoras discográficas da cidade, e produzia música de clube com o nome Ginz. Purgas, que vivia em Londres, teve formação de arquiteto e vinha da curadoria de arte e de arte sonora e do techno.
Depois de uma série de discos de 12 polegadas de techno minimal, o álbum de estreia, Emptyset (Caravan, 2009), voltou-se para graves mais pesados e para a distorção. O segundo álbum, Demiurge, saiu em 2011 pela Subtext, no mesmo ano do single Altogether Lost, com um monólogo de Cornelius Harris, dos Underground Resistance [en]. O EP Medium (2012) foi gravado na Woodchester Mansion [en], uma mansão gótica vitoriana inacabada no Gloucestershire, com um sistema de som e conjuntos de microfones. No final de 2012 estrearam-se na Raster-Noton com o 12 polegadas Collapsed, de quatro faixas.
Em dezembro de 2012, por encomenda da Architecture Foundation [en], apresentaram durante uma noite uma instalação da série Sounding Space no Ambika P3, um antigo pavilhão de betão da Universidade de Westminster usado para testar componentes de autoestradas e do túnel da Mancha. Para a Tate Britain gravaram na Central nuclear de Trawsfynydd [en], desativada, no norte do País de Gales, num filme estreado na Tate. Estas gravações e uma terceira, feita numa mina em Chislehurst, no Kent, deram origem a Material (Subtext, 2013). Ainda em 2013 lançaram Recur, o seu primeiro longa-duração pela Raster-Noton, centrado no tempo, na estrutura e na recursão. O duo atuou, entre outros, no festival Unsound [en], em 2012, e no CTM [en], em Berlim, em 2013, 2015 e 2020; recebeu também encomendas do Victoria and Albert Museum e da Deutschlandradio.
Em 2017, já com Ginzburg em Berlim, onde dirige as editoras Subtext e Arc Light Editions, e Purgas em Londres, a trabalhar como artista, escritor e curador com a Tate e as galerias Whitechapel e Serpentine, o duo editou Borders pela Thrill Jockey [en]. Para este disco, tocado inteiramente ao vivo, cada um construiu um instrumento próprio, um cordofone de seis cordas semelhante a uma cítara e um tambor, combinados com eletrónica analógica antiga. Blossoms (2019) partiu de um sistema de rede neural desenvolvido durante cerca de dezoito meses com programadores, treinado com as gravações anteriores do duo e com dez horas de improvisações com madeira, metal e peles de tambor; a reverberação final resulta de um impulso registado na central de Trawsfynydd.
Seguiram-se o EP Ash (Subtext, 2023), de seis faixas, trabalhado em Bristol no verão de 2023, e Dissever (2025), o sexto álbum, gravado ao vivo em takes únicos no estúdio de Mat Sampson, em Bristol, e apresentado pela primeira vez na Tate Modern, no âmbito da exposição Electric Dreams.
Em Medium e Material, o duo tratou edifícios e outros locais como processadores de sinal, «tocando» espaços como minas ou centrais elétricas. Em Material, cada gravação foi obtida fazendo passar ruído em volume elevado pela estrutura do local. No Ambika P3, o plano passava por captar o carácter acústico da sala com conjuntos de microfones, realimentação, ondas sinusoidais e ruído branco.