| Adolf Engler | |
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Адольф Генрих Густав Энглер | |
| Nascimento | 25 de março de 1844 Żagań |
| Morte | 10 de outubro de 1930 (86 anos) Berlim (Alemanha) |
| Residência | Alemanha |
| Sepultamento | Jardim Botânico de Berlim |
| Cidadania | República de Weimar |
| Alma mater |
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| Ocupação | botânico, professor universitário, colecionador de plantas, taxonomista, curador, scientific collector, editor |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade de Quiel, Jardim Botânico de Berlim, Universidade Humboldt de Berlim, Universidade de Breslávia, Universidade Técnica de Munique |
| Cargo(s) | professor member of the Sejm of the Polish People's Republic |
| Orientador(a)(es/s) | Heinrich Göppert |
| Obras destacadas | Sistema de Engler |
Heinrich Gustav Adolf Engler (25 de março de 1844 – 10 de outubro de 1930) foi um botânico alemão. Trabalhou com taxonomia vegetal e fitogeografia, como em Die natürlichen Pflanzenfamilien (As Famílias Naturais de Plantas), editada com Karl A. E. von Prantl. Seu sistema de classificação de plantas, o Sistema Engler, ainda é usado por muitos herbários e é seguido por autores de muitos manuais e floras. Ainda é o único sistema que trata todas as "plantas" (no sentido mais amplo, algas às angiospermas) com tal profundidade.
Engler publicou um número prodigioso de obras taxonômicas. Ele usou vários artistas para ilustrar seus livros, notavelmente Joseph Pohl (1864–1939), um ilustrador que havia servido como aprendiz de xilogravador. A habilidade de Pohl chamou a atenção de Engler, iniciando uma colaboração de cerca de 40 anos. Pohl produziu mais de 33 000 desenhos em 6 000 pranchas para Die naturlichen Pflanzenfamilien. Ele também ilustrou Das Pflanzenreich (1900–1953), Die Pflanzenwelt Afrikas (1908–1910), Monographien afrikanischer Pflanzenfamilien (1898–1904) e as revistas Engler's botanische Jahrbücher.

Adolf Engler nasceu em 25 de março de 1844, em Sagan, Silésia, atual Żagań, no oeste da Polônia, como Heinrich Gustav Adolf Engler, e morreu em Berlim, Alemanha, em 10 de outubro de 1930.
Estudou e obteve um doutorado pela Universidade de Breslau (atual Wrocław, Polônia) em 1866. Após alguns anos lecionando, tornou-se, em 1871, curador das coleções botânicas do Botanisches Institut der Ludwig-Maximilians-Universität München (Instituto Botânico de Munique), permanecendo lá até 1878, quando aceitou um cargo de professor na Universidade de Kiel, onde ficou até 1884, ensinando botânica sistemática. Também em 1878, Engler foi eleito para a Academia Leopoldina, Academia Alemã de História Natural. Voltou a Breslau em 1884, como diretor do Jardim Botânico, sucedendo Goeppert, e foi nomeado professor de botânica na Universidade de Breslau. De 1889 a 1921, Engler foi professor na Universidade Friedrich Wilhelm de Berlim, e diretor do Jardim Botânico de Berlim-Dahlem, transformando-o em um dos maiores jardins botânicos do mundo.
Visitou várias regiões do mundo, ampliando o conhecimento da distribuição florística, especialmente da África.

Além de seu importante trabalho em taxonomia vegetal geral, ele também foi um especialista em alguns táxons, como Saxifraga, Araceae, Burseraceae, e outros. Engler editou a exsicata Araceae exsiccatae et illustratae.
Adolf Engler colaborou com vários outros grandes botânicos, incluindo Alphonse de Candolle na Monographiae Phanerogamarum (Monografias de Plantas com Flores), e C.F.P. von Martius na monumental obra Flora Brasiliensis (Flora do Brasil).
Fundou a revista Botanische Jahrbücher für Systematik, Pflanzengeschichte und Pflanzengeographie (Anuário Botânico de Sistemática, Filogenia Vegetal e Fitogeografia, ISSN 0006-8152), publicada em Leipzig, Alemanha, que continuou em publicação de 1881 até o presente. Em 2010, essa publicação mudou seu nome para Plant Diversity and Evolution: Phylogeny, Biogeography, Structure and Function, ISSN 1869-6155.
Ele foi um dos pioneiros nesse campo da ciência, destacando a importância de fatores como a geologia na biodiversidade, e definiu regiões biogeográficas em 1879.
Recebeu a Medalha Linneana em 1913. A Associação Internacional de Taxonomia Vegetal estabeleceu a Medalha Engler em sua homenagem em 1986, a ser concedida por contribuições excepcionais à taxonomia vegetal.
Engler foi eleito Membro Internacional da Sociedade Filosófica Americana em 1906. Foi eleito membro estrangeiro da Academia Real Neerlandesa de Artes e Ciências em 1920. Em 1925, foi eleito Membro Internacional da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A revista Englera (ISSN 0170-4818) publicada pelo Jardim Botânico de Berlim-Dahlem, Alemanha, também recebeu seu nome. Muitos gêneros (em vários grupos de 'plantas') receberam seu nome em sua homenagem, como Englerarum, Englerastrum (agora um sinônimo de Coleus), Englerella (agora um sinônimo de Pouteria Aubl.), Engleria, Englerina, Englerocharis, Englerodaphne, Englerodendron e Englerophytum. Ele também é homenageado com Engleromyces, e Englerodothis (2 gêneros de fungos).
Engler é comemorado no epíteto específico adolphi.