| Eric Gill | |
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| Nascimento | 22 de fevereiro de 1882 Brighton |
| Morte | 17 de novembro de 1940 (58 anos) Uxbridge |
| Sepultamento | Abadia de Bisham |
| Cidadania | Reino Unido, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda |
| Progenitores |
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| Cônjuge | Ethel Foster Moore |
| Filho(a)(s) | Elizabeth Moore Gill, Petra Moore Gill, Joanna Moore Gill |
| Irmão(ã)(s) | MacDonald Gill |
| Alma mater |
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| Ocupação | criador tipográfico, escultor, designer gráfico, ilustrador, designer de selos postais, impressor, artista, ex-librista, escritor, pintor, desenhista, canteiro, tipógrafo, entalhador, artista gráfico, calígrafo, tipógrafo |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Central School of Art & Design |
| Movimento estético | Arts & Crafts |
| Causa da morte | câncer de pulmão |
Arthur Eric Rowton Gill (Brighton, 22 de fevereiro de 1882 — Hillingdon, 17 de novembro de 1940) foi um dos mais importantes tipógrafos do século XX, além de ter se dedicado a escultura, ilustração e a gravura. Uma das suas principais contribuições ao design gráfico foi a criação da tipografia Gill Sans, que teve grande influência na história da tipografia britânica.
Gill nasceu em Brighton, Sussex. Em 1902 ele estudou lettering com o renomado tipografo Edward Johnson no Central School of Arts and Crafts em Londres. Johnson foi responsável pelo retorno do uso do lettering formal na Inglaterra. Enquanto Johnson valorizava a caligrafia, Gill usou o que tinha aprendido para desenvolver o desenho de letras em pedra.
Gill não se considerava um artista, mas um artesão, conceito compatível com a tradição do medievalismo britânico do Movimento das Artes e Ofícios, que teve um papel crucial no desenvolvimento do design moderno.
Em 1913 abandonou a Igreja Anglicana e se converteu ao catolicismo, ao longo da vida, escreveu vários ensaios sobre a relação entre religião e arte. Em 1925, Gill foi convidado pelo célebre tipógrafo Stanley Morison a ser consultor da Monotype, onde criou a tipografia Perpetua, com um belo desenho clássico, seguindo a tradição da Caslon e Baskerville (duas importantes famílias tipográficas britânicas). Em 1927 Gill criou a Gill sans, também para a Monotype, uma adaptação da fonte sem serifa do metrô de Johnson. Gill Sans se tornou a fonte sem serifa mais popular na Inglaterra, na primeira metade do século XX.
Gill se associou ao movimento das private presses inglesas, em especial o Golden Cockerel Press onde trabalhou no notável The Four Gostels (1931). Nesse livro podemos perceber a união perfeita de tipografia e imagem. Através da técnica da xilogravura, Gill cria célebres ilustrações em que figuras alongadas interagem com letras desenhadas à mão, fazendo referência às iluminuras medievais. Gill também é conhecido como um mestre do desenho erótico.
O excêntrico Eric Gill, que costumava usar uma bata de padre, mas ficando nu por baixo. Na biografia escrita por Fiona MacCarthy, ela relata as contradições de Gill, pois em sua vida privada ele teria realizado adultério, incesto e abuso sexual de menores e, em seu diário, há famosas passagens em que descreve suas relações com seu cachorro. Ele era um católico fervoroso com uma sexualidade complicada.
Eric Gill foi uma das figuras mais importantes da moderna tipografia britânica. Destaques desse movimento são Stanley Morison, Edward Johnson, Beatrice Warde, entre outros.
Fontes:

Gill publicou numerosos ensaios sobre a relação entre arte e religião, e uma série de gravuras eróticas.
Os escritos publicados por Gill incluem:

Gill forneceu xilogravuras e ilustrações para vários livros, incluindo: