Estimador Chao

Estimadores da riqueza real - Chao1 e Chao2

Amostrar todas as espécies de uma localidade é uma tarefa extremamente difícil, principalmente em ambiente de alta diversidade nos quais o número de espécies raras pode ser bastante significativo. Nesses ambientes, o uso de estimativas da riqueza de espécies pode contribuir para facilitar comparações entre ambientes.

Chao1

O estimador de Chao (1984) do número absoluto de espécies em uma assembleia se baseia no número de espécies raras em uma amostra. Colwell e Coddington (1994) denominam essa medida Chao 1.

Sua Fórmula é:

onde Sobs = o número de espécies na amostra; F₁ = o número de espécies observadas representadas por um único indivíduo (singletons); e F₂ = o número de espécies observadas representadas por dois indivíduos (doubletons). A variância da estimativa também pode ser calculada (Colwell 2014).

A estimativa de riqueza de espécies produzida pelo Chao 1 é uma função da razão entre espécies com um (singletons) ou dois indivíduos (doubletons) e depende da frequência relativa de singletons. Quando todas as espécies estão representadas por pelo menos dois indivíduos o inventário pode ser considerado completo e o valor de Chao1 será igual a riqueza observada (Coddington et al., 1996).

Chao2

Quando os dados são coletados por amostras, e apenas se conhece em quantas unidades amostrais a e espécies está presente, deve ser utilizada uma variante deste método chamada de Chao2.

onde, Q 1 = número de espécies que ocorrem em uma amostra e Q2 = número de espécies que ocorrem em duas amostras.

Ver também

Bibliografia

  1. ↑ Chao, Anne (1984). «Nonparametric Estimation of the Number of Classes in a Population». Scandinavian Journal of Statistics. 11 (4): 265–270. ISSN 0303-6898
  2. ↑ Colwell, Robert K.; Elsensohn, Johanna E. (junho de 2014). «EstimateS turns 20: statistical estimation of species richness and shared species from samples, with non‐parametric extrapolation». Ecography (em inglês). 37 (6): 609–613. ISSN 0906-7590. doi:10.1111/ecog.00814
  3. ↑ Coddington, Jonathan A.; Young, Laurel H.; Coyle, Frederick A. (1996). «Estimating Spider Species Richness in a Southern Appalachian Cove Hardwood Forest». The Journal of Arachnology. 24 (2): 111–128. ISSN 0161-8202