Extrema | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | extremense |
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| Coordenadas: 22° 51′ 18″ S, 46° 19′ 04″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Toledo, Itapeva, Joanópolis (SP), Camanducaia, Vargem (SP) e Pedra Bela (SP) |
| Distância até a capital | 492 km |
| Fundação | 16 de setembro de 1901 (125 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Fabricio Bergamim (PSDB, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 243,099 km² |
| Altitude | 973 m |
| População | |
| • Total (censo IBGE/2022) | 53 482 hab. |
| Densidade | 220 hab./km² |
| Clima | Temperado oceânico (Cfb) |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 37640-000 a 37649-999 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,732 — alto |
| PIB (IBGE/2020) | R$ 11 496 520,91 mil |
| • Per capita (IBGE/2020) | R$ 311 128,82 |
| Sítio | extrema.mg.gov.br (Prefeitura) camaraextrema.mg.gov.br (Câmara) |
Extrema é um município brasileiro localizado no extremo sul do estado de Minas Gerais. Situada estrategicamente na divisa com o estado de São Paulo, a cidade encontra-se a aproximadamente 492 km da capital mineira, Belo Horizonte, e a cerca de 100 km da cidade de São Paulo. A localização confere ao município características singulares em termos demográficos e de desenvolvimento industrial no contexto da região Sudeste.
A denominação do município reflete estritamente a sua posição geográfica fronteiriça. Historicamente, o primeiro nome registrado para o assentamento foi "Santa Rita da Extrema", conjugando a padroeira local, Santa Rita de Cássia, à sua localização na "extrema" (fronteira) entre os territórios que hoje compõem os estados de Minas Gerais e São Paulo. Pela Lei Estadual n.º 663, de 18 de setembro de 1915, a vila de Santa Rita da Extrema teve seu topônimo simplificado, passando a denominar-se oficialmente apenas como "Extrema".
Nas últimas décadas do século XIX, a localidade que viria a formar o município de Extrema começou a receber fluxo migratório de origem europeia, notadamente de imigrantes italianos e portugueses, que gradualmente inseriram-se na vida social e política da região. Em um período cronológico posterior, registros documentam a instalação de imigrantes japoneses no território municipal. Administrativamente, a Freguesia de Santa Rita de Extrema foi instituída em 1871, por meio da Lei Provincial n.º 1.858, de 12 de outubro daquele ano, subordinada à época ao município de Jaguari (atual cidade de Camanducaia).
Com a denominação de Santa Rita da Extrema e subordinado ao município de Jaguari (hoje: Camanducaia), tornou-se vila pela lei estadual nº 319 de 16 de setembro de 1901. A partir de 1915, denominado Extrema, recebeu status de cidade em 1925.
Com base nos levantamentos demográficos federais contínuos, o município apresentou acentuada escalada de ocupação nas últimas décadas. Segundo os dados oficiais consolidados censo demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Extrema obteve um incremento demográfico de 87% em 12 anos, chegando a 53 482 habitantes..
Sua zona urbana é a cidade mais ao sul de Minas Gerais (embora o ponto geográfico mais ao sul do estado fique na zona rural do vizinho município de Camanducaia), ou seja, tem a latitude mais meridional de todo o estado e está também na extrema borda ocidental do maciço da Serra da Mantiqueira. É o último município mineiro para quem deixa o estado em direção a São Paulo pela rodovia Fernão Dias (BR-381), que liga as capitais São Paulo a Belo Horizonte.
Extrema apresenta um clima temperado oceânico (Cfb), com temperaturas amenas no verão e baixas no inverno e chuvas bem distribuídas durante o ano.
O município de Extrema está integralmente inserido na Unidade de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos (UPGHR) identificada como PJ1, que corresponde aos domínios da Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba e Jaguari. A rede hidrográfica no território municipal desempenha uma função de captação primária em relevos de elevação e encontra-se subdividida tecnicamente nas seguintes sub-bacias, conforme mapeamento do Plano Municipal de Recursos Hídricos (PMRH):
O Rio Jaguari figura como o corpo hídrico de maior vazão transversal do município. Relatórios técnicos de órgãos fiscalizadores indicaram que a qualidade das águas superficiais na região sofre pressões associadas ao lançamento de esgotos sanitários e aos efluentes de atividades agropecuárias, exigindo investimentos contínuos em saneamento básico e preservação de matas ciliares.
A religiosidade e o patrimônio imaterial de Extrema possuem profunda vinculação com o catolicismo, baseando-se estritamente na figura litúrgica de Santa Rita de Cássia. O Santuário de Santa Rita, templo localizado no marco zero do município (Praça Presidente Vargas), funciona como a sede dos atos litúrgicos primários. A estrutura institucional religiosa precursora na cidade atingiu a marca de 150 anos de fundação oficial em 2021. O ápice do turismo religioso no município materializa-se durante a Festa de Santa Rita, evento de recorrência anual efetuado ao longo do mês de maio. A festividade combina programações eclesiásticas geridas pelo Santuário e shows abertos ao público no Extrema Futebol Clube, catalisando considerável volume de turismo intrarregional.
A fim de ordenar e padronizar o direcionamento do fluxo de visitantes, a atividade turística e o zoneamento municipal foram normatizados através da Lei Municipal nº 4.318, de 3 de março de 2021, a qual estabeleceu os critérios para a sinalização (Macro, Meso e Micro) e delimitou a existência de rotas temáticas de visitação (como a Rota das Rosas). As infraestruturas turísticas naturais e de aventura consolidadas pelos guias oficiais incluem:
Em face do estresse ambiental nos mananciais do sudeste do país, Extrema notabilizou-se como município pioneiro na execução de processos de gestão ambiental integrada. A partir de junho de 2003, a cidade iniciou a implementação local da "Agenda 21", estruturando comissões multissetoriais. Essa articulação viabilizou o desenvolvimento de projetos ambientais cujos eixos operacionais foram direcionados a conciliar o agronegócio e a sustentabilidade hídrica, uma vez que as águas fluviais de Extrema desaguam nos complexos hidrológicos responsáveis pelo abastecimento direto de parcela significativa das metrópoles da região sudeste.
Tabela com o crescimento populacional de Extrema:
| Ano | População |
|---|---|
| 1970 | 8.910 |
| 1980 | 10.781 |
| 1991 | 14.314 |
| 2000 | 19.219 |
| 2010 | 28.599 |
| 2022 | 53.482 |
Fontes:
O município possui o maior PIB dentre todos do Sul do estado, estando, em 2020, a cerca de 11,4 bilhões de reais. Suas principais atividade econômicas são logística e manufatura. O município tem o maior PIB per capita de Minas Gerais e o sexto maior do país, a 311 128,82 reais.