Fazenda do Pinhal | |
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| Tipo | quinta, edifício histórico |
| Inauguração | 1830 (196 anos) |
| Administração | |
| Proprietário(a) | , Antônio Carlos de Arruda Botelho, Anna Carolina de Mello Oliveira, Fernão Bracher, Candido Bracher |
| Geografia | |
| Coordenadas | |
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| Localização | São Carlos - Brasil |
| Patrimônio | bem tombado pelo CONDEPHAAT, bem tombado pelo IPHAN, bem tombado pela FPMSC |
A Fazenda Conde do Pinhal é um patrimônio histórico localizado na então Vila de São Carlos do Pinhal, no interior do estado de São Paulo. Erguida em 1831 por Carlos José Botelho, a fazenda está diretamente ligada à fundação da cidade e destaca o desenvolvimento do café na região. É tombada como Patrimônio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).
A história da Fazenda do Pinhal remete à década de 1780, quando Carlos Bartholomeu de Arruda e seu filho, Manoel Joaquim Pinto de Arruda, adquiriram terras através das Sesmarias da região de Araraquara. A ocupação das terras da Fazenda, por sua vez, ocorreu com outro filho e herdeiro de Carlos Bartholomeu. Antônio Carlos de Arruda Botelho deu início à construção da Casa de Morada e às atividades econômicas na Fazenda nas primeiras décadas do século XIX. Na metade do mesmo século, houve também o surgimento da Vila de São Carlos do Pinhal, nascida de doações de terras que pertenceram à sesmaria do Pinhal.
Em 1850, as plantações de café começaram a se intensificar, de forma a sobressair-se diante das outras atividades empregadas, como a plantação de cana-de-açúcar e a criação de gado. Diante desse crescimento, houve a necessidade de um aumento na quantidade de mão-de-obra escravizada, que era proveniente do interior da Bahia, lugar de abundância de escravizados devido ao declínio do ciclo da cana de açúcar. Além disso, em relação à mão-de-obra escravizada que era utilizada por ele e pelos demais produtores de café no Brasil,
| “ | (...) O Rio de Janeiro era o principal destino dos escravocratas, entre eles, o Conde do Pinhal, para a realização desses negócios, pois, o tráfico interprovincial tornou-se a alternativa mais viável para se manter a escravidão com a proibição do tráfico negreiro. Recorrer a essa prática era de extrema importância para os escravocratas na manutenção dessa mão-de-obra que era à base do trabalho e do desenvolvimento das fazendas de São Carlos.
(...) os escravos se faziam muito necessários e eram o principal recurso de mão-de-obra. Moravam nas senzalas, que eram típicos salões sem divisórias e sem janelas, e costumavam ser divididos por gêneros, ou seja, separavam-se os homens das mulheres e das crianças. A alimentação, como já mencionado se dava principalmente por meio do feijão e do angu. Recorrer ao tráfico interprovincial tendo o Rio de Janeiro como escoamento dessa mercadoria permitiu a manutenção e o abastecimento da região de São Carlos por algum tempo. |
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O auge do desenvolvimento cafeeiro atingiu a região dos Campos de Araraquara no último quartel do século XIX e, com a aprovação de leis como a Lei do Ventre Livre (1871), Lei do Sexagenário (1885) e a Lei Áurea (1889), houve a necessidade de substituir a mão-de-obra escravizada pela mão-de-obra assalariada barata. Atraindo, assim, a vinda de muitos imigrantes - principalmente italianos. Antônio Carlos acabou abrindo várias outras fazendas no Oeste Paulista, mas manteve a Fazenda do Pinhal como a morada de sua família.
Após a morte de Antônio, em 1901, e de sua esposa Anna Carolina de Oliveira (filha dos futuros Visconde e Viscondessa do Rio Claro), em 1945, a Fazenda permaneceu em mãos dos descendentes da Família Arruda Botelho, que mantém viva e preservada a memória e o patrimônio de seus ancestrais. Na década de 1980, o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).
Em 2009 foi adquirida pelo banqueiro Fernão Bracher, que fechou o hotel fazenda localizado próximo à casa sede para priorizar o museu e a parte histórica da fazenda.

A edificação de que trata este verbete consta na lista da Fundação Pró-Memória de São Carlos (FPMSC), órgão municipal de preservação do patrimônio, como "Edifício tombado" (categoria 1). O que significa que é "proibida a demolição e permitidas ou não reformas, desde que seguidas as orientações específicas dos órgãos competentes".

Na Fazenda do Pinhal estão conservados o antigo terreiro de café e ao lado, as antigas senzalas de escravizados, que depois foram readequadas para servir de moradia aos imigrantes italianos e atualmente foi adaptada para manter o acervo histórico.
Na casa grande encontram-se os objetos da época do Conde do Pinhal, como o altar à Nossa

Senhora das Dores e a imagem de São Carlos Borromeo, que vieram da Itália, cristaleiras entre outros mobiliários. Entre outras peças, estão os lustres, espelhos, móveis e vários quadros da família. Entre os quadros, tem uma pintura da Fazenda do Pinhal feita pelo pintor Benedito Calixto.
Os quartos do casal e dos filhos, a sala de música, a sala de reuniões e a cozinha, ainda conservam o estilo da época da escravidão.
A casa é envolta por jardins de inspiração europeia, principalmente dos jardins franceses, além de pomares e alamedas.

A Fazenda do Pinhal também possui uma biblioteca, em posse da família do Conde do Pinhal por várias gerações.
Provavelmente foi iniciada em torno de 1840, com algumas obras.
Tem um acervo em torno de três mil obras, algumas inclusive raras.
Entre os livros está uma coleção completa de Eça de Queiroz, alguns livros de Gilberto Freyre, outros de Pedro Calmon, além de outros escritores.
Há também muitos livros relacionados a história do café.
Para visitar a Fazenda é necessário entrar em contato por telefone ou e-mail com a mesma. As visitas deverão ser agendadas previamente pelo telefone (16) 3377-9191 ou pelos seguintes endereços de e-mail: agendamento@casadopinhal.com.br ou educador@casadopinhal.com.br