Panthera atrox

Como ler uma infocaixa de taxonomiaPanthera atrox
Reconstituição do Panthera atrox
Reconstituição do Panthera atrox
Estado de conservação
Pré histórica
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Nome binomial
P. leo atrox ou
P. atrox

Leidy, 1853
Distribuição geográfica

O Panthera atrox é um felino extinto que viveu na América do Norte durante o Pleistoceno e se extinguiu há cerca de 10.000 anos. No início do Holoceno A espécie, de classificação ainda discutível (ver em baixo), é geralmente considerada como um sub-tipo do leão moderno (Panthera leo) e próxima do leão-das-cavernas que viveu na Europa durante o mesmo período.

A subespécie foi descrita com base em centenas de fósseis retirados dos Poços de betume de La Brea na Califórnia. Através destes exemplares, sabe-se que o Panthera atrox foi, ao lado do Smilodon populator, um dos maiores felinos conhecidos. Sendo aproximadamente 35% maior que os leões atuais, o Panthera atrox foi estimado em ter massa corpórea por volta dos 330 quilos, com projeções que talvez pudesse chegar aos 400 quilos alguns exemplares. Assim como nos leões atuais, nos Panthera atrox as fêmeas eram consideravelmente menores que os machos. Na cernelha mediam cerca de 1,3 metros de altura e possuíam cerca de 3,5 metros de comprimento total (incluindo cauda).

A dentição do Panthera atrox era bastante semelhante à do leão moderno, mas os caninos eram bem mais grossos que caninos de leões e tigres atuais. A sua capacidade era também por comparação mais elevada, o que leva a especular sobre uma inteligência também superior. As patas do Panthera atrox eram mais longas o que sugere que, apesar do tamanho, fossem corredores ágeis e velozes.

O Panthera atrox foi um dos predadores mais comuns do seu tempo, o que sugere que a espécie tenha sido bem sucedida, e encontrava-se no topo da cadeia alimentar. As suas presas eram provavelmente veados, mamutes filhotes, Mastodonte filhotes, Cavalos, Camelos e outras espécies pertencentes à megafauna norte-americana. Os exemplares recolhidos em La Brea representam em igual proporção machos e fêmeas, o que sugere que a caça fosse uma actividade individual ou em pares. A atividade predatória do leão actual é feita essencialmente pelas fêmeas e, se o Panthera atrox seguisse este padrão, seria de esperar predominância de exemplares femininos. Ainda há um debate se eles eram sociais ou solitários, um estudo mostrou que na maioria das vezes eles eram sociais, com base na falta de leoas adolescentes encontradas no piche durante as glaciações, indicando que elas não eram pressionadas a se dispersar de seus territórios natais a medida que amadureceram, ao contrário dos machos, dado o aumento circundante de Pastagens.

A distribuição do Panthera atrox é heterogénea na América do Norte. São conhecidos exemplares no Alasca e Yukon, Califórnia e Flórida, mas aparentemente a espécie não chegou a colonizar a costa leste do Canadá e a zona nordeste dos Estados Unidos. Os exemplares mais recentes foram recolhidos no México e América central, supostos achados no Peru e na Patagônia foram reclassificados como Panthera onca mesembrina.

O Panthera atrox evoluiu provavelmente a partir das populações de leão das cavernas que chegaram às Américas através do Estreito de Bering e ficaram isoladas da Eurásia por volta dos 35 000 anos. O desaparecimento dos Panthera atrox está provavelmente relacionado com a extinção da megafauna de herbívoros que ocorreu há 10 000 anos, no princípio do Holocénico. Foram encontrados restos desta espécie junto de acampamentos paleolíticos de índios americanos, mas é pouco provável que este animal tivesse sido caçado para alimentação.

Classificação

Este felino é geralmente considerado como um sub-espécie do leão moderno, mas após a sua descoberta, foi pensado que fosse uma espécie própria (Panthera atrox), depois como um parente do leão, mais tarde foi observado uma semelhança com a Panthera Onca e posteriormente, exames o classificaram como uma subespécie de leão, logo depois foi pensado que fosse uma subespécie de tigre, considerando semelhanças na caixa craniana. Para confundir ainda mais, foram descobertos no Alasca possíveis fósseis do Panthera tigris acutidens. No entanto, exames de DNA mostram que o Panthera atrox é uma linhagem irmã do Leão-das-cavernas, sustentando a hipótese de ser mesmo uma subespécie extinta do leão moderno.

Ver também

Referências

  1. ↑ Harington, C. R. (outubro de 1969). «Pleistocene remains of the lion-like cat ( Panthera atrox ) from the Yukon Territory and northern Alaska». Canadian Journal of Earth Sciences (em inglês). 6 (5): 1277–1288. ISSN 0008-4077. doi:10.1139/e69-127
  2. ↑ Barnett, Ross; Shapiro, Beth; Barnes, Ian; Ho, Simon Y. W.; Burger, Joachim; Yamaguchi, Nobuyuki; Higham, Thomas F. G.; Wheeler, H. Todd; Rosendahl, Wilfried (abril de 2009). «Phylogeography of lions ( Panthera leo ssp.) reveals three distinct taxa and a late Pleistocene reduction in genetic diversity». Molecular Ecology (em inglês). 18 (8): 1668–1677. doi:10.1111/j.1365-294X.2009.04134.x
  3. ↑ «Mammal Collections». La Brea Tar Pits (em inglês). Consultado em 5 de julho de 2019
  4. ↑ «(PDF) Panthera atrox: body proportions, size, sexual dimorphism, and behavior of the cursorial lion of the North American plains». ResearchGate (em inglês). Consultado em 12 de janeiro de 2026. Cópia arquivada em 24 de abril de 2025