Fernando Lyra | |
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Fernando Lyra | |
| Ministro da Justiça | |
| Período | 15 de março de 1985 a 14 de fevereiro de 1986 |
| Antecessor(a) | Ibrahim Abi-Ackel |
| Sucessor(a) | Paulo Brossard |
| Deputado federal por Pernambuco | |
| Período | 1 de fevereiro de 1971 a 31 de janeiro de 1991 1 de janeiro de 1993 a 31 de janeiro de 1999 (seis mandatos) |
| Deputado estadual de Pernambuco | |
| Período | 1 de fevereiro de 1967 a 31 de janeiro de 1971 |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Fernando Soares Lyra |
| Nascimento | 8 de outubro de 1938 Recife, PE |
| Morte | 14 de fevereiro de 2013 (74 anos) São Paulo, SP |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Partido | MDB (1966–1979) PMDB (1980–1987) PDT (1987–1993) PSB (1993–2013) |
| Profissão | Advogado Político |
Fernando Soares Lyra (Recife, 8 de outubro de 1938 – São Paulo, 14 de fevereiro de 2013) foi um advogado e político brasileiro. Exerceu seis mandatos como deputado federal por Pernambuco e foi Ministro da Justiça entre 1985 e 1986, durante o governo de José Sarney.
Fernando Lyra formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Caruaru em 1964 e iniciou a carreira como advogado.
Ingressou na vida pública pelo MDB, sendo eleito deputado estadual em 1966 e deputado federal em 1970, 1974 e 1978. Durante esse período, integrou o grupo dos "autênticos do MDB", que se opunha à ditadura militar, aproximando-se posteriormente da ala moderada do partido, alinhando-se com Tancredo Neves.
Em 1980, filiou-se ao PMDB e foi reeleito deputado federal em 1982. Em 1985, afastou-se do cargo para assumir o Ministério da Justiça, indicado por Tancredo Neves.
Após o mandato ministerial, filiou-se ao PDT e candidatou-se a vice-presidente na chapa de Leonel Brizola nas eleições de 1989. Em 1990, foi eleito suplente de deputado federal, assumindo em 1993 já filiado ao PSB, exercendo seu último mandato até 1998.
Entre 2003 e 2011, presidiu a Fundação Joaquim Nabuco. Também participou de campanhas políticas em Pernambuco, incluindo as vitórias de Eduardo Campos.
Fernando Lyra foi internado em 5 de janeiro de 2013 com insuficiência cardíaca congestiva grave, associada a infecção sistêmica e insuficiência renal aguda. Transferido para o Instituto do Coração em São Paulo, faleceu em 14 de fevereiro de 2013, aos 74 anos.
Em 2009, lançou o livro Daquilo que eu sei – Tancredo e a transição democrática, relatando sua atuação durante a redemocratização do Brasil, incluindo o movimento das Diretas Já e a eleição de Tancredo Neves. O livro reúne memórias pessoais, bastidores políticos e fotografias do acervo do autor.
| Precedido por Ibrahim Abi-Ackel |
Ministro da Justiça do Brasil 1985 — 1986 |
Sucedido por Paulo Brossard |