Fitomelanina

Morfoanatomia do fruto de Bidens gardneri (AB) e Bidens pilosa (CD). Os asteriscos indicam que a camada representada a brando é fitomelanina.

Fitomelanina é a designação utilizada em botânica para designar a camada dura, resistente, de coloração acastanhada a negra, que recobre o pericarpo das cipselas das plantas pertencentes às tribos Eupatorieae e Heliantheae da família Asteraceae e as bagas da espécies pertencentes à subfamília Asparagoideae da família Asparagaceae.

Descrição

A fitomelanina é uma massa orgânica, acelular, formada após a fecundação através do depósito de uma substância peculiar no espaço esquizógeno entre a zona da hipoderme a camada de fibras que forma a parede dos frutos em desenvolvimento.

A substância apresenta uma excepcional resistência aos ácidos concentrados e aos álcalis, é insolúvel em água e em solventes orgânicos. Para além disso, é muito resistente à decomposição bacteriana, bem como à destruição por insectos.

A natureza química da fitomelanina continua sem ser completamente conhecida, tendo sido descrita indistintamente como carbonácea, resinosa, taninífera e amorfa. Alguns estudos recentes indicam que se trata de um álcool polivinílico, em lugar de um poliacetileno como se supunha previamente.

Embora o termo «fitomelanina» se utilize também para designar o exsudado de coloração negra presente nas sementes de algumas plantas fora da família das asteráceas (por exemplo, muitos membros da ordem Asparagales), a sua natureza e similitude com a camada de fitomelanina das asteráceas não está clara.

Notas

  1. 1 2 3 Pandey, A. K., Wilcox, L. W., Sack, F. D. and Stuessy, F., Am. J. Bot., 1989, 76, 739–746.
  2. ↑ Pandey, A. K. and Singh, A., Proc. Natl. Acad. Sci. India, 1994,64BI, 115–126.
  3. ↑ Pandey, A. K., J. Indian Bot. Soc., 1998, 77, 35–38.
  4. ↑ Kiewnick, L., Pflanzenkrankh. Pflanzenschutz, 1964, 71, 294–301.
  5. ↑ Putt, E. D., Sci. Agric., 1944, 25, 185–188.
  6. ↑ De Vries, Over de vorming van phytomelan bij Tagetes patula L. en enige andere Composieten, D. H. Buurman, Leiden, 1948.
  7. ↑ Hegnauer, R., in The Biology and Chemistry of the Compositae (eds Haywood, V. H., Harborne, J. B. and Turner, B. L.), Academic Press, London, 1977, pp. 285–335.
  8. ↑ Tremolieres, M. and Carbiener, R., Rev. Ecol. Terre vie, 1985, 40, 435–450.
  9. ↑ Wittich, P. E. and Graven, P., Protoplasma, 1998, 201, 221–230.

Bibliografia