
Flag football (futebol de bandeira) é um jogo semelhante ao futebol americano. No flag football, é usado um cinto de flag (uma espécie de fita). Caso o jogador do time da defesa tire este cinto, o time de ataque acaba sua descida (down) e começa uma nova descida daquele ponto.
No jogo, semelhante ao futebol americano, o time de ataque tem quatro chances para chegar ao meio, saindo da linha de 5 jardas, e mais 4 chances para o touchdown. Após um touchdown o time de ataque pode escolher fazer uma conversão de 1 ou 2 pontos, saindo da linha de 5 ou 10 jardas, respectivamente. A partida é dividida em dois tempos de 20 minutos.
No flag, não existem chutes nem punts: caso o ataque não chegue ao meio ao touchdown, o ataque do outro time entra em campo, no seu campo de defesa e sai da linha de 5 jardas.
Os melhores registros disponíveis até o momento apontam para o início da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, como o ponto de partida do esporte. O jogo começou como um esporte recreativo criado para que os militares americanos se mantivessem em forma, mas foi projetado de forma a evitar lesões em tempos de guerra. Na época, era chamado de "Touch and Tail football", nome que se tornou "flag football" após o fim da guerra.
O primeiro registro histórico conhecido do flag football remonta a Fort Meade, Maryland, Estados Unidos, local hoje geralmente aceito como o berço do esporte. A primeira organização nacional de flag football, a National Touch Football League (NTFL), foi formada na década de 1960 em St. Louis, Missouri. Desde 1971, a liga realiza um jogo de campeonato nacional.
Em um marco histórico, o Flag Football foi adicionado ao programa dos Jogos Olímpicos de 2028, que serão realizados em Los Angeles, EUA. A inclusão do esporte representa um reconhecimento global da sua popularidade crescente e do seu apelo como uma versão acessível e segura do futebol americano. A estreia olímpica do Flag Football abrirá portas para atletas de todo o mundo, ampliando ainda mais a visibilidade do esporte e consolidando sua posição no cenário esportivo internacional.
A Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) é a entidade oficial responsável por organizar, regulamentar e promover o desenvolvimento do futebol americano no Brasil. Atuando como órgão máximo do esporte no país, a CBFA coordena competições nacionais (campeonato nacional de tackle e flag football), apoia torneios estaduais/regionais e gerencia as seleções brasileiras em diferentes categorias.
No Brasil, o Flag Football ganhou força no final dos anos 90, impulsionado pela popularização do futebol americano nas transmissões de TV. A modalidade foi trazida por entusiastas do futebol americano e introduzida de forma pioneira nas praias do Rio de Janeiro e por educadores como os professores Cláudio Telesca e Paulo Arcuri – também responsáveis pela primeira seleção brasileira masculina, em 2001 - para centenas de crianças da rede pública de ensino de São Paulo.
As modalidades mais praticadas são o Flag Football 5×5, na qual o contato físico entre os atletas deve ser sempre evitado, e o 8×8, com jogadores de linha e alguns contatos e bloqueios permitidos (atualmente praticado apenas no Estado de São Paulo). O Circuito Nacional de Flag Football foi criado em 2013; passou a se chamar Copa do Brasil de Flag Football a partir de 2019 e desde 2025 se chama Brasileirão de Flag Football.
O Brasil tem marcado presença nas competições internacionais de Flag Football desde 2012, quando a Seleção Brasileira Feminina começou a participar dos torneios oficiais da IFAF. Em 2021, o país também passou a ser representado pela Seleção Brasileira Masculina. O melhor resultado brasileiro em mundiais foi alcançado pela Seleção Feminina, que conquistou o 4º lugar no Mundial de Israel em 2021, um marco importante para o esporte no país.
Desde 2026, a CBFA oficializou a nova estrutura do Brasileirão, estabelecendo três divisões nacionais: Série A (Superfinal), Série B (Taça Brasil) e Série C. A medida cria um modelo mais organizado para a modalidade e aumenta o peso dos campeonatos regionais na definição das equipes que disputarão os títulos nacionais.
A principal novidade é a nomenclatura oficial das competições nacionais. A elite passa a ser denominada “Série A – Superfinal”, reunindo as melhores equipes do país. Logo abaixo aparece a “Série B – Taça Brasil”, enquanto a “Série C” passa a representar a terceira divisão nacional do flag football brasileiro. Todas as divisões terão 12 participantes nos torneios masculinos e femininos.
Com o novo formato, os campeonatos regionais ganham papel decisivo. Os primeiros colocados de cada região asseguram vaga direta para as fases nacionais, transformando as disputas regionais em verdadeiras classificatórias para os principais eventos do calendário nacional. As vagas adicionais são distribuídas conforme critérios técnicos definidos pela CBFA, levando em consideração o desempenho de temporadas anteriores e o número de equipes participantes em cada região.
A Série A (Superfinal) será o ponto culminante da temporada, reunindo os principais representantes de cada região em busca do título brasileiro. Já a Taça Brasil servirá como uma importante vitrine para equipes em ascensão, enquanto a Série C amplia as oportunidades de participação nacional e fortalece o desenvolvimento da modalidade em todas as regiões do país.
Somando masculino e feminino, Rio de Janeiro lidera com sete títulos, seguido por Mato Grosso do Sul com seis e São Paulo com cinco conquistas. Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Santa Catarina completam a lista com um título cada.
| Estado | Títulos | Feminino | Masculino |
|---|---|---|---|
| Rio de Janeiro | 7 | 5 | 2 |
| Mato Grosso do Sul | 6 | 4 | 2 |
| São Paulo | 5 | 2 | 3 |
| Amazonas | 1 | 1 | 0 |
| Goiás | 1 | 0 | 1 |
| Mato Grosso | 1 | 0 | 1 |
| Rio Grande do Norte | 1 | 0 | 1 |
| Santa Catarina | 1 | 0 | 1 |
No feminino, os títulos estão divididos entre quatro estados. Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro lideram com quatro conquistas cada, seguidos por São Paulo (2) e Amazonas (1).
No masculino, o troféu passou pelas mãos de nove equipes diferentes em dez edições. São Paulo lidera com três conquistas:
Principalmente porque não há organização sancionadora dominante para o esporte, o jogo sofreu várias variações: 9, 8, 7, 6, 5 e 4 jogadores de cada lado; Misto ou sexo único; Sem chute e punção; Com conversões após o ponto (incluindo algumas com tentativas de 1, 2 e 3 pontos) ou sem; Tamanhos de campo que variam do tamanho total da Canadian Football League (CFL), do National Football League (NFL) (120 metros de comprimento por 53 ⅓ de largura), ou até mesmo com um campo de 1/3 do tamanho oficial.
Uma distinção importante é se Lineman está autorizado a pegar passes ("Lineman Elegíveis") ou, como na NFL / CFL, não está autorizado a fazê-lo ("Linel Inelegible"). A bandeira (e toque) futebol também pode ser dividida em "contato" ou "não contato", dependendo de se bloqueio é permitido; se permitido, o bloqueio geralmente é restrito ao peito.