Campanha | |
|---|---|
| Hino | |
| Gentílico | campanhense |
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| Coordenadas: 21° 50′ 20″ S, 45° 23′ 29″ O | |
| País | Brasil |
| Unidade federativa | Minas Gerais |
| Municípios limítrofes | Cambuquira, Monsenhor Paulo, São Gonçalo do Sapucaí, Lambari e Três Corações |
| Distância até a capital | 316 km |
| Fundação | 2 de outubro de 1737 (289 anos) |
| Governo | |
| • Prefeito(a) | Lázaro Roberto da Silva (PT, 2025–2028) |
| Área | |
| • Total | 335,587 km² |
| Altitude | 840 m |
| População | |
| • Total (Censo IBGE/2022) | 15 935 hab. |
| • Estimativa (estimativa IBGE/2025) | 16 372 hab. |
| Densidade | 47,5 hab./km² |
| Clima | Tropical |
| Fuso horário | Hora de Brasília (UTC−3) |
| CEP | 37400-000 a 37404-999 |
| IDH (PNUD/2010) | 0,709 — alto |
| PIB (IBGE/2023) | R$ 561 947 mil |
| • Per capita (IBGE/2023) | R$ 35 264,92 |
| Sítio | campanha.mg.gov.br (Prefeitura) camaracampanha.mg.gov.br (Câmara) |
Campanha é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2022, sua população naquele ano era de 15 935 habitantes. Tem como seu padroeiro Santo Antônio.
Campanha é o município mais antigo do sul de Minas Gerais, tendo sido elevada à categoria de vila em 1798 e dela tendo se originado a maioria dos municípios da região.
As primeiras expedições a percorrerem o território da Campanha foram as dos bandeirantes, no início do século XVIII, que descobriram o ouro na região. As jazidas foram exploradas clandestinamente pelos paulistas e seus descendentes, mas só ganhariam fama décadas mais tarde.
Em 23 de setembro de 1737, o ouvidor de São João del-Rei, Cipriano José da Rocha, deixou aquela cidade para uma expedição militar com o objetivo de desbravar os vales dos rios Verde e Sapucaí, tomando posse formal das terras em nome da Coroa Portuguesa. Em 2 de outubro daquele ano, Cipriano chegou a um local com solos férteis e riquezas minerais, dentre elas o ouro, fundando, naquele dia, o arraial de São Cipriano, que dará origem à cidade da Campanha.
A povoação logo prosperou com a mineração de ouro e, em 1739, devido à importância social e religiosa da localidade, foi elevada à categoria de paróquia, com o nome de Santo Antônio do Vale da Campanha do Rio Verde e, em 1752, como freguesia.
Diferente de outros núcleos auríferos mineiros que entraram em declínio com o esgotamento das lavras, Campanha manteve sua relevância econômica ao se posicionar como ponto estratégico nas rotas comerciais entre as províncias de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, com o esgotamento das jazidas, Campanha recebeu muitos migrantes vindos de decadentes núcleos mineradores, como Vila Rica, Mariana e Sabará.
Em 1795, a população campanhense enviou um ofício à Coroa Portuguesa para a elevação da povoação e freguesia de Santo Antônio do Vale da Campanha do Rio Verde à categoria de freguesia, devido à sua expressiva população e à distância da sede da vila de São João del-Rei, à qual Campanha pertencia. Apesar dos protestos são-joanenses, em 20 de outubro de 1798, a Rainha Maria I de Portugal elevou a freguesia à categoria de vila, com o nome de Campanha da Princesa, em homenagem à sua neta, Princesa da Beira, primogênita do futuro rei Dom João VI. Com isso, foi conferida autonomia à vila, que passou a contar com Câmara Municipal e jurisdição própria para a arrecadação de tributos e execução de obras públicas.
Durante o século XIX, a estrutura social de Campanha era marcada por uma sólida economia que realizou a transição da mineração para a agropecuária e o comércio. Registros paroquiais e judiciais do período indicam que a vila detinha uma das maiores populações de escravizados do Sul de Minas, sustentada por uma elite burocrática e proprietária de terras.
A vila foi elevada à categoria de cidade, tendo seu topônimo simplificado para Campanha, pela Lei Provincial nº 163, de 9 de março de 1840.
No decorrer do período imperial, Campanha consolidou-se como um polo intelectual e educacional na província. A riqueza acumulada pela elite regional permitiu o financiamento de instituições de ensino de prestígio, o que atraía estudantes de diversas localidades. Foi neste contexto que nasceu, em 1865, o cientista Vital Brazil, renomado internacionalmente por suas pesquisas biomédicas e a fundação do Instituto Butantan.
Em 1907, a criação da Diocese de Campanha consolidou a cidade como o principal centro de influência religiosa e política da região, preservando sua alcunha de "cidade mãe" do Sul de Minas.
Na década de 1950, foi fundado na cidade o Coral Campanhense, ainda em funcionamento e reconhecido como patrimônio imaterial do município no ano de 2012.
O município da Campanha está localizado no sul de Minas Gerais, possuindo uma área de 335,587 km².
Campanha está localizada entre colinas circundadas por extensas campinas, daí seu nome.
Entre as atrações, está o Museu Regional do Sul de Minas. Entretanto, o local é alvo de furtos. Em 1994, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, em madeira e vulto quadrangular representando Nossa Senhora e o Cristo mortos, foi furtada juntamente com outras 27 peças, como imagens, oratórios e alfaias.
Também se destaca pelo artesanato, com grande variedades de objetos, principalmente em artigos de decoração, como tapetes e imagens religiosas talhadas em madeira.
Possui grandes belezas naturais como cachoeiras e pousadas no campo. Seu turismo religioso é muito forte. Na cidade se encontra uma das mais antigas catedrais do estado de Minas Gerais, a Catedral de Santo Antônio, tendo sua pedra fundamental colocada em 1787.
Euclides da Cunha escreveu os primeiros capítulos de seu famoso livro "Os Sertões" em Campanha, onde nasceu um de seus filhos. Em algumas ruas, ainda se preservaram casarões antigos onde muitos desses importantes nomes passaram, nasceram ou residiram. No prédio hoje ocupado pelo Museu Regional do Sul de Minas e pela Biblioteca Municipal da cidade, no ano de 1868, hospedou-se a Princesa Isabel e seu consorte, o Conde d'Eu.
A FLIC – Feira do Livro da Campanha é um evento realizado anualmente na cidade desde 2001, que a cada edição procura homenagear personalidades, sobretudo do município, que de alguma forma registraram contribuições para a educação e cultura, de um modo geral.
A ONG Sebo Cultural é uma Associação Civil sem fins lucrativos que iniciou suas atividades em 17 de fevereiro de 2001 no município da Campanha. Reconhecida como de Utilidade Pública Municipal, Lei nº 2670, de 16 de julho de 2008 e de Utilidade Pública Estadual, Lei nº 19.309, de 22 de dezembro de 2010. A FLIC fez parte do Calendário 2012 do Circuito Nacional de Feiras de Livros, MinC/FBN/CBL.