G.R.F. Ciranda Flor Matizada | |
|---|---|
| Fundação | 1980 |
| Cores | |
| Símbolo | Beija-Flor |
| Bairro | Centro |
| Presidente | Alexandre Ferreira de Queiroz |
O Grêmio Recreativo Folclórico Ciranda Flor Matizada ou simplesmente Flor Matizada é uma agremiação cultural da cidade de Manacapuru, no estado do Amazonas. Participa anualmente do Festival de Cirandas de Manacapuru, sendo atualmente a segunda maior campeã deste. Fundada em 1980, a "Flor" é a mais antiga das três grandes cirandas da cidade, sendo responsável por moldar boa parte das características da festa atual.
O berço da Flor Matizada é a Escola Nossa Senhora de Nazaré, no Centro da cidade de Manacapuru e seu nome é o próprio significado do nome da cidade, este originado da língua nativa nheengatu onde Manacá significa Flor e Puru significa matizada. Sua torcida organizada é a Família Matizada, ou FAMA.
E então a roda começou a girar, mas não se sabe quando nem onde. O certo é que, vinda de Portugal, ela alcançou as praias pernambucanas na época colonial e bem no auge das altas cotações da péla de borracha na Amazônia no mercado internacional, ao final do século XIX, migra diretamente para a cidade de Tefé no Amazonas trazida na bagagem cultural da massa nordestina, onde foi montada pelo pernambucano Antônio Felício, mantendo sua prática por longo tempo, até ser levada pelas mãos do Professor José Silvestre a Manaus e, daí, para Manacapuru em 1980, onde encontra seu solo mais fértil e a magia viria a esculpir o seu primeiro formato na versão como o conhecemos hoje em nossa cidade.
Em 1980, sob coordenação da Professora Perpétuo Socorro, e com a colaboração do Professor José Silvestre é montada na Escola Nossa Senhora de Nazaré a primeira ciranda. Em 1985 na Escola Estadual José Seffair no bairro da Terra Preta, por iniciativa da Professora Terezinha Fernandes, surge a segunda ciranda e, em 1991, na escola José Mota no bairro da Liberdade é criada, pela Professora Vanderléia Nogueira e Sra. Alcelina Guimarães Caescaes, a terceira ciranda de Manacapuru. Até 1996 a Ciranda era praticada sob o patrocínio das escolas públicas de Manacapuru. Em 1997 elas saem do âmbito das escolas e caem nos domínios das comunidades locais ganhando personalidade jurídica e um festival próprio.
Assim, da Escola N. Sra. de Nazaré surge a Ciranda Flor Matizada localizada no centro da cidade.
O 1º Festival de Cirandas de Manacapuru teve lugar ainda no antigo Campo do Riachuelo em 1997. No ano seguinte a Ciranda é agraciada com um palco próprio e definitivo, o Parque do Ingá, um anfiteatro para 25 mil pessoas. Em 2005 cada Ciranda recebeu do Governo Estadual um Galpão apropriado para os ensaios, confecção de alegorias e realização de eventos.
Daí em diante a emoção que a Ciranda concentra só tende a ganhar o coração do Brasil, pois ainda há muito a ser conquistado no campo da simpatia popular na exata proporção em que se torna mais conhecida. A força de seu carisma que se apodera do manacapuruense e dos mais de 60 mil visitantes anuais tenderá num futuro próximo a emplacar para muito além dos limites da cidade, que faz questão de dividir essa paixão com o mundo. O maior indicador dessa tendência tem na impressão do próprio visitante sua maior expressão, pois invariavelmente sai maravilhado com a magia da Ciranda, uma manifestação folclórica pitoresca, eletrizante e iluminada pelo pendor criativo do interior amazônico.
O Festival de Cirandas de Manacapuru acontece sempre no último fim de semana de agosto. Cada ciranda dispõe de uma noite para a defesa de um tema em 14 itens de julgamento e nada se compara à emoção e ao envolvimento marcante de quem presencia o espetáculo, o que faz a Princesinha do Solimões tornar-se cada vez mais conhecida como a Terra da Ciranda.
Seu tema em 2006 foi "Hévea Brasiliensis: Um Conto Amazônico". No ano de 2009, apresentou o enredo "Da infância à melhor idade, a Flor Matizada celebra a humanidade", desenvolvido por Gaspar Duarte.
| Ano | Tema | Criação | Classificação |
|---|---|---|---|
| 1997 | Campeã | ||
| 1998 | Campeã | ||
| 1999 | Vice-Campeã | ||
| 2000 | Raízes de Um Povo Milenar | Vice-Campeã | |
| 2001 | Uma História de Ciranda | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2002 | Uma Expressão Cabocla | Conselho de Artes | Campeã |
| 2003 | Uma Ciranda de Fibra | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2004 | Amazônia, Magia e Sedução | Conselho de Artes | 3ª Colocada |
| 2005 | Ciranda Brasil: 25 Anos de Folclore | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2006 | Hévea Brasiliensis: Um Conto Amazônico | Conselho de Artes | Campeã |
| 2007 | Mamirauá: A Estação da Vida | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2008 | Uma Amazônia Inventada | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2009 | Da Infância à Melhor Idade: A Matizada Celebra a Humanidade | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2010 | Flor Matizada no Festival: Um Aquecimento Global | Conselho de Artes | Campeã |
| 2011 | Manacapuru, Uma Princesa Cirandeira | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2012 | Elo do Rio Negro e os Encantos de Um Novo El Dorado | Conselho de Artes | Campeã |
| 2013 | Um Canto do Coração da África na Amazônia | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2014 | Rio Amazonas: O Roteiro da Vida Silvestre | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2015 | Ordem e Desordem: A Metáfora da Existência | Conselho de Artes | Campeã |
| 2016 | Raiz, Arte e Paixão do Império da Magia Cirandeira | Conselho de Artes | Campeã |
| 2017 | Luz | Conselho de Artes | Campeã |
| 2018 | Poranduba | Conselho de Artes | Campeã |
| 2019 | Hecatombe | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2020-2021 | Não Houve Disputa (Pandemia Covid-19) | ||
| 2022 | Bendito Ser | Conselho de Artes | Não Houve Disputa |
| 2023 | Muricariuas | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2024 | O Alvorecer Matizado: Um Voo Pela Vida | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2025 | Amazônia, Sonho e Luta Cirandeira | Conselho de Artes | Vice-Campeã |
| 2026 | Witoriro: O Futuro Ancestral | Conselho de Artes | Hours-Concurs |
| 2027 | Conselho de Artes | ||