| Frigga | |
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| Outro(s) nome(s) |
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| Reino | Asgaard |
| Clã | Asynjor |
| Genealogia | |
| Cônjuge(s) | Odin |
| Irmão(s) | Fulla |
| Filho(s) | |
Frigga (nórdico antigo: Frigg) é a deusa-mãe dos Aesir na mitologia nórdica. É rainha de Asgard como esposa de Odin, madrasta de Thor, Meili, Váli e Vidar e mãe de Bragi, Baldur, Hoder e Hermod, e em algumas versões também é mãe de Týr e Heimdall. Ela é a deusa da fertilidade, do amor e da união. É também a protetora da família, das mães e das donas-de-casa, e símbolo da doçura. Além disso, é a única deusa além de Odin que pode sentar-se no trono "Hlidskjalf" e observar o universo.

Na mitologia nórdica, Frigg (em nórdico antigo: Frigg) é a rainha dos Æsir, esposa de Odin e uma das mais importantes deusas do panteão nórdico. É associada ao matrimônio, à maternidade, à família, ao lar, à tecelagem e à proteção da casa. Nas Eddas, também é descrita como possuidora do dom da profecia: conhece o destino de todos os seres, mas raramente revela aquilo que sabe.
Frigg ocupa uma posição singular entre as divindades, sendo, além de Odin, a única autorizada a sentar-se no trono Hlidskjálf, de onde é possível contemplar todos os Nove Mundos. Em algumas tradições posteriores, também aparece ligada à Caçada Selvagem, embora essa associação seja mais comum nas lendas germânicas medievais do que nas fontes nórdicas mais antigas.
Seu papel ultrapassa o de esposa de Odin. Ela representa a ordem familiar, a continuidade da linhagem, a maternidade e a prosperidade do lar. Suas servas Fulla, Hlín e Gná auxiliam-na em funções relacionadas à proteção, abundância e comunicação entre os mundos, e algumas interpretações sugerem que elas possam representar aspectos da própria deusa.
Segundo o poema Lokasenna , Frigg é filha de Fjörgyn. O nome Fjörgyn deriva da raiz proto-germânica fergunjō, relacionada à "terra", "montanha" ou "solo elevado". Por essa razão, diversos estudiosos, entre eles Rudolf Simek, John Lindow e Hilda Ellis Davidson, consideram que Frigg preserva traços de uma antiga deusa ligada à terra fértil, à fecundidade e à abundância. Embora as fontes medievais não a descrevam explicitamente como uma deusa da agricultura, sua associação com a maternidade, a fertilidade e sua descendência de uma divindade da terra sugerem uma estreita ligação com a fertilidade do solo e com a renovação da vida. Em interpretações da mitologia comparada, Odin e Frigg representam a soberania divina e a ordem do cosmos, formando o casal régio do panteão nórdico. Em contraste, a união entre Odin e Jörð, a personificação da Terra, simboliza o encontro entre o Céu e a Terra, do qual nasce Thor, divindade associada às tempestades, à fertilidade e à proteção da humanidade.
Seu nome deriva do proto-germânico Frijjō, relacionado ao amor, à afeição e à liberdade, origem da palavra inglesa Friday ("sexta-feira"), assim como do alemão Freitag. Ao longo da história, Frigg foi frequentemente confundida com Freyja, pois ambas compartilham atributos ligados ao amor e à fertilidade. Entretanto, as fontes da tradição nórdica as apresentam como deusas distintas, pertencentes a clãs diferentes: Frigg aos Æsir e Freyja aos Vanir.