Furrundum

Furrundu
Foto de Furrundum, 2.jpg
Foto do doce Furrundu, fotografada em Cuiabá.
Nome(s)
alternativo(s)
Furrundum, Furrundú
CategoriaDoce (sobremesa)
PaísBrasil
RegiãoCentro-Oeste
Receitas: Furrundu   Multimédia: Furrundu

Furrundu ou furrundum é um doce típico da culinária mato-grossense, feito a partir do mamão verde ralado com rapadura, e frequentemente se acrescenta o pau de canela, o cravo, o coco ralado ou até mesmo o gengibre, sendo assim, um importante doce para a identidade da baixada cuiabana e do pantanal mato-grossense.

Seu sabor emblemático serviu de inspiração local para outros alimentos, como em cervejas (a exemplo da Louvada Benedita) e sorvetes. O Furrudu guarda esta memória identitária da região, marcada principalmente pela influência da produção e consumo da rapadura. É recordado por alguns ícones da baixada, como Moisés Martins e Benedito Donizete de Morais, conhecido como Pescuma, na música Furrundú.

O doce também já foi tradicionalmente preparado a partir do tronco do mamoeiro, conhecido como "pau de mamão", ao invés da fruta. A cidra ralada, doce típico da culinária caipira paulistana como no Vale do Paraíba , também já foi citada com o mesmo nome "furrundu" . Além disso, no livro O dialeto caipira de Amadeu Amaral e na obra Dicionário do Folclore Brasileiro de Câmara Cascudo, além de se referir ao doce, Furrundú ou Furrundum pode significar barulho, confusão.

Modo de Preparo

No final, um doce com uma textura macia e ralada, com cores e aroma que recordam o melaço da rapadura e seu marrom caramelizado.

Para preparar o Furrudu, é necessário ralar fino o mamão verde, lavando-o até que retire todo "leite" (um látex leitoroso) que a fruta contém. Pique a rapatura em pedaços menores e após isso, leve o mamão ralado e rapadura picada à uma panela junto com os demais temperos a gosto (canela, cravo, coco ou gengibre). A rapadura tornará um melaço e cozinhará junto ao mamão, formando um doce com um caldo ao fundo.

Ligações externas

Referências

  1. 1 2 3 CALDEIRA DA SILVA, Regiane; MANCUSO, Maria Inês Rauter (27 de Julho de 2019). «MARCADORES IDENTITÁRIOS MATO-GROSSENSES: A comida nos rasqueados.». Revista Inter-Legere. 2 (25) – via Periódicos da UFRN
  2. ↑ RODRIGUES, Luciene da Costa; NEVES, Ronaldo José; CARNIELLO, Maria Antonia; VILA DA SILVA, João dos Santos (2015). «CARACTERIZAÇÃO SOCIOCULTURAL DA REGIÃO DO TAQUARAL: COMUNIDADE NOSSA SENHORA DA GUIA, CÁCERES/MT, BRASIL» (PDF). Revista de Geografia (UFPE). 32 (3). 96 páginas – via Academia
  3. ↑ ARAUJO, Camila (25 de julho de 2023). «Cururu, siriri e furrundu: a vida em uma comunidade tradicional no interior de Mato Grosso». Fundo Ecos. Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
  4. ↑ «Sabores exóticos e de frutas regionais são opções em MT no Dia do Sorvete». G1: Mato Grosso. 23 de setembro de 2022. Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
  5. ↑ DE DAVID, Margô; PASA, Maria Corette (14 de Setembro de 2017). «Saccharum officinarum L. E A ETNOBOTÂNICA: DA RAPADURA AO CACAU CUIABANO, MT, BRASIL». Revista Biodiversidade. 16 (2). Cópia arquivada em 9 de junho de 2026 – via Periódicos Científicos UFMT
  6. 1 2 «Em tempos de guerra, tronco de mamoeiro vira doce caseiro: furrundu». PrimeiraPagina. 7 de abril de 2022. Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
  7. ↑ Martins, Moisés. «Furrundu». Consultado em 8 de junho de 2026. Cópia arquivada em 9 de junho de 2026
  8. ↑ «Pratos com o gosto do Vale do Paraíba». ValeParaibano. 16 de Agosto de 2002 [ligação inativa]
  9. ↑ Eugenio Marcondes de Moura, Carlos (1999). Vida cotidiana em São Paulo no século XIX. São Paulo: Ateliê Editorial. p. 179. ISBN 8585851678
  10. 1 2 AMARAL, Amadeu (1920). O Dialeto Caipira. São Paulo, SP: Casa Editora O Livro. p. 145
  11. ↑ CASCUDO, Luís da Câmara (2012). Dicionário do Folclore Brasileiro. 12. [S.l.]: Grupo Editora Global. ISBN 978-85-260-1507-4
  12. ↑ «Doce típico da culinária cuiabana leva 5 ingredientes; aprenda». G1. 5 de abril de 2018. Consultado em 29 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 9 de abril de 2025
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