GP2 Series | |
|---|---|
| Categoria | Fórmula |
| País ou região | |
| Temporada inaugural | 2005 |
| Temporada final | 2016 |
| Pilotos | 26 |
| Equipes | 13 |
| Construtores | |
| Fornecedor(es) dos motores | |
| Fornecedor(es) dos pneus | |
| Último piloto campeão | |
| Última equipe campeã | |
| Website oficial | www.gp2series.com |
GP2 Series foi uma categoria de fórmula de segundo nível criada em 2005, após o fim da Fórmula 3000, na temporada anterior. O formato da categoria foi concebido por Bernie Ecclestone e Flavio Briatore, enquanto Ecclestone também é detentor dos direitos ao nome GP1. A categoria foi organizada por Bruno Michel. Em 2010, a GP3 Series foi lançada, como uma categoria de apoio para a GP2 Series. Em 2017 a série foi recriada como Campeonato de Fórmula 2 da FIA.
Concebida para tornar as corridas acessíveis às equipes e para ser um melhor campo de treinamento para a vida na Fórmula 1, a GP2 era uma categoria monomarca, sendo mandatório o uso do mesmo chassis, motor e pneus para todas as equipes, também como forma de refletir a habilidade real do piloto. Maioria das etapas era disputada em conjunto com os Grandes Prêmios da Fórmula 1 para aumentar a visibilidade da categoria, proporcionar aos pilotos experiência no ambiente de um Grande Prêmio e aproveitar a infraestrutura (fiscais de pista, instalações médicas etc.) existente para um evento da principal categoria do automobilismo internacional. A GP2 disputava suas etapas majoritariamente em circuitos europeus, mas teve etapas em circuitos internacionais, como o Circuito Internacional de Sepang, na Malásia, e o Circuito Urbano de Marina Bay, em Singapura.
A GP2 Series foi criada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) com objetivo de preparar melhor os pilotos e revelar jovens talentos para a Fórmula 1. Tanto que a nova categoria tem como principal característica a similaridade do carro com o modelo utilizado na Fórmula 1. e seu sistema de pontos inovador foi criado para tentar evitar que as corridas fossem monótonas como acontecia na extinta Fórmula 3000.
A categoria sucedeu os extintos Campeonato Europeu de Fórmula Dois e Fórmula 3000 Internacional e estabeleceu-se como a principal categoria de apoio à Fórmula 1.
Em 9 de março de 2017, a entidade máxima do automobilismo mundial aprovou a alteração do nome da GP2 Series, que passou a se chamar Campeonato de Fórmula 2 da FIA.

A temporada de 2005 foi a primeira da série, sucedendo o extinto campeonato de Fórmula 3000 Internacional. A Arden International conquistou os últimos títulos da F3000, começando assim como uma das favoritas.
A temporada de 2005 começou em 23 de abril de 2005, no fim de semana do Grande Prêmio de San Marino, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Imola, Itália. Nos testes de pré-temporada para definir os números dos carros da temporada inaugural, as equipes iSport International e HiTech/Piquet Racing demonstraram uma vantagem competitiva. Esta última equipe foi financiada em grande parte pelo ex-campeão mundial de Fórmula 1, Nelson Piquet, com o objetivo de auxiliar o filho em sua trajetória rumo à principal categoria do esporte a motor.
O campeonato teve duração de 23 etapas, com duas corridas por fim de semana, com exceção de uma única corrida em Mônaco. O campeonato foi vencido pelo alemão Nico Rosberg, que posteriormente foi contratado pela equipe WilliamsF1, com Heikki Kovalainen terminando em segundo lugar. Também foi notável por ser a única temporada em que a GP2 usou pneus com sulcos, como os carros de F1, em vez de pneus slick.
A temporada de 2006 foi a segunda da categoria. Após a ida do então campeão Nico Rosberg para a equipe Williams F1 e a ida do vice-campeão Heikki Kovalainen para a equipe Renault F1, Nelson Piquet Jr., no carro da Piquet Sports, foi apontado como o favorito ao título desde o início, embora os carros da ART Grand Prix de Alexandre Prémat e Lewis Hamilton também tivessem chances, visto que a ART era a atual campeã.
Pela primeira vez, a temporada começou em um calendário separado do calendário da Fórmula 1 de 2006, com a primeira corrida no Circuito de Valência, em Valência, Espanha, no dia 8 de abril de 2006, tendo Piquet Jr. como o primeiro vencedor. Piquet assumiu a liderança logo no início, antes de Lewis Hamilton voltar à disputa. Uma corrida dominante do britânico o levou à liderança do campeonato, antes que a situação se resolvesse novamente a favor de Piquet Jr. Após uma emocionante disputa pelo campeonato que durou 20 corridas, Hamilton conquistou o título na penúltima prova, no Autódromo Nacional de Monza, em Monza, Itália, e comemorou com um segundo lugar na 21ª e última etapa.
A temporada de 2007 da GP2 Series começou em 13 de abril no Circuito Internacional do Bahrein e terminou em 30 de setembro no Circuito de Valência (que foi a única corrida que não fazia parte do calendário da F1). O eventual campeão Timo Glock foi uma força motriz ao longo de toda a temporada, mas enfrentou forte concorrência de Lucas di Grassi nas etapas finais. No entanto, com uma vitória convincente na última corrida em Valência, Glock garantiu o campeonato. Esta foi a última temporada com o chassi de primeira geração, o GP2/05.

A temporada de 2008 da GP2 Series contou com as mesmas equipes das temporadas anteriores. Esta foi também a primeira vez que o calendário contemplou todas as corridas de F1 na Europa, com um acordo de última hora para a realização da prova no Circuito de Rua de Valência. Foi a primeira temporada a apresentar um novo design de carro da Dallara, o GP2/08, o único carro não pertencente à Fórmula 1 a passar integralmente no teste de colisão da FIA de 2007. A temporada foi vencida por Giorgio Pantano, da equipe Racing Engineering, com Bruno Senna terminando em um distante segundo lugar.
A temporada de 2009 começou e terminou na Península Ibérica, com a primeira etapa no Circuito da Catalunha (9 e 10 de maio) e terminando no evento principal isolado (ou seja, sem evento de apoio da Fórmula 1) no Autódromo Internacional do Algarve, em Portugal (19 e 20 de setembro). O título foi conquistado pelo estreante alemão Nico Hülkenberg na penúltima etapa do campeonato em Monza, sendo esta a segunda vez que o campeonato foi decidido antes da última corrida.
A temporada de 2010 teve dez etapas, todas elas válidas como evento de apoio ao Campeonato Mundial de Fórmula 1. A série começou em maio na Catalunha e terminou em Abu Dhabi em novembro. Pastor Maldonado conquistou o título em sua quarta temporada na categoria. Ele venceu seis corridas consecutivas, um recorde, no meio da temporada. Sergio Pérez foi seu rival mais próximo, mas o título já estava garantido na penúltima etapa, em Monza. Esta foi a última temporada do chassi Dallara GP2/08 e da Bridgestone como fornecedora oficial de pneus da categoria.

A temporada de 2011 teve nove etapas e uma décima e última etapa sem pontos, todas elas válidas como suporte ao Campeonato Mundial de Fórmula 1. A temporada de 2011 viu a adição de duas novas equipes ao grid: Carlin e Team AirAsia. Enquanto isso, a DPR não foi selecionada para continuar na categoria. Após um ciclo de três anos, o chassi anterior do GP2 foi substituído por um carro totalmente novo, o GP2/11, construído pela fabricante italiana de carros de corrida Dallara. A categoria mudou de fornecedor de pneus, passando da Bridgestone para a Pirelli, para a temporada 2011-2013.
A temporada começou em maio em Istambul e terminou em Abu Dhabi em novembro. O campeonato foi conquistado pelo então campeão da GP2 Ásia, Romain Grosjean, na penúltima etapa da temporada.
A temporada de 2012 teve doze etapas, onze das quais integraram o Campeonato Mundial de Fórmula 1 e uma etapa independente no Bahrein. Na temporada de 2012, a equipe Lazarus substituiu a Super Nova Racing, adotando o nome "Venezuela GP Lazarus". A Lotus ART passou a se chamar "Lotus Grand Prix", refletindo o aumento da parceria com a patrocinadora principal, a Lotus Cars.
A temporada começou em 24 de março na Malásia e terminou em Singapura em 23 de setembro. Davide Valsecchi (DAMS) conquistou o título com 25 pontos de vantagem sobre Luiz Razia, da Arden, com Esteban Gutiérrez, da Lotus GP, em terceiro.
A temporada de 2013 teve onze etapas, todas válidas para o Campeonato Mundial de Fórmula 1. A série começou em 23 de março na Malásia e terminou em Abu Dhabi em 3 de novembro. Originalmente, a temporada foi planejada para ser a última com o chassi GP2/11, introduzido em 2011, mas os organizadores da série decidiram utilizá-lo por mais três temporadas para reduzir custos. Fabio Leimer conquistou o título pilotando para a Racing Engineering, com um total de 201 pontos e 3 vitórias. Sam Bird, da Russian Time, terminou em segundo lugar.
A temporada de 2014 da GP2 Series teve onze etapas, todas elas válidas como evento de apoio ao Campeonato Mundial de Fórmula 1. A temporada começou em 5 de abril no Bahrein e terminou em Abu Dhabi em 23 de novembro. Jolyon Palmer conquistou o título em Sochi pilotando para a DAMS. Stoffel Vandoorne, da ART Grand Prix, terminou em segundo lugar em Abu Dhabi.
A temporada de 2015 teve onze etapas, servindo de apoio ao Campeonato Mundial de Fórmula 1 e à etapa final do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), as 6 Horas do Bahrein. Iniciou-se no Bahrein em 18 de abril e terminou em Abu Dhabi em 29 de novembro.
Embora ainda utilize o chassi Dallara GP2/11 introduzido em 2011, esta temporada marcou a chegada do Sistema de Redução de Arrasto (DRS), o mesmo usado na Fórmula 1. A categoria utilizou os mesmos pontos de detecção e ativação em cada circuito que a Fórmula 1, e seguiu as mesmas regras de ativação, exigindo que os pilotos estivessem a menos de um segundo do carro da frente no ponto de detecção para que o DRS se tornasse disponível.
Stoffel Vandoorne conquistou o título em Sochi pilotando para a ART Grand Prix. Alexander Rossi, da Racing Engineering, terminou em segundo lugar.
A temporada de 2016 teve onze etapas, como parte do Campeonato Mundial de Fórmula 1. Começou na Espanha em 14 de maio e terminou em Abu Dhabi em 27 de novembro.
Chegou-se a propor que esta fosse a última temporada para o chassi Dallara GP2/11, que estreou em 2011, e para o motor Mecachrome V8 de 4,0 litros (244 polegadas cúbicas) naturalmente aspirado, que estreou na primeira temporada da série em 2005, antes da introdução de um chassi e motor totalmente novos para a temporada de 2017. No entanto, devido a mais um corte de custos, os organizadores da série decidiram usar o chassi e o motor atuais por mais uma temporada.
Pierre Gasly conquistou o título pilotando para a Prema Racing (equipe que venceu o campeonato em sua temporada de estreia). Antonio Giovinazzi, também da Prema, terminou em segundo lugar.
As etapas da GP2 eram estruturadas em três dias, durante o fim de semana. Na sexta-feira, era disputado uma sessão de treinos livres de 45 minutos, seguido de uma sessão de classificações, de 30 minutos, que decidia o grid para a corrida 1, no sábado.
A corrida 1, no sábado, tinha a duração de 170 km (ou 60 minutos) e cada piloto deve realizar um pit stop obrigatório e usar pelo menos um conjunto de cada especificação de pneus para pista seca.
Já a corrida 2, no domingo, é disputada em 120 km (ou 45 minutos), sem pit stops permitidos. O grid de largada para a corrida 2 é determinado pela ordem de chegada da primeira corrida, com as 8 primeiras posições invertidas.
| Corrida | 1º | 2º | 3º | 4º | 5º | 6º | 7º | 8º | Pole position | Volta mais rápida |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 10 | 8 | 6 | 5 | 4 | 3 | 2 | 1 | 2 | 2 (2005)
1 (2006 - 2011) |
| 2 | 6 | 5 | 4 | 3 | 2 | 1 | 2 | 1 |
| Corrida | 1º | 2º | 3º | 4º | 5º | 6º | 7º | 8º | 9º | 10º | Pole position | Volta mais rápida |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 25 | 18 | 15 | 12 | 10 | 8 | 6 | 4 | 2 | 1 | 4 | 2 |
| 2 | 15 | 12 | 10 | 8 | 6 | 4 | 2 | 1 | 2 |

A GP2 Series utilizou, em sua primeira geração, o chassis GP2/05, produzido pela firma italiana Dallara. O chassi é um monocoque de fibra de carbono construído de acordo com os padrões de segurança da FIA, com aerodinâmica de efeito solo e asa biplana (chegando a ter asa triplana utilizada na etapa de Monaco, em 2005). Os braços oscilantes superiores e inferiores dianteiros foram reforçados, assim como os montantes da suspensão dianteira e traseira.
O motor da temporada de 2005 é um Mecachrome V8108, 4.0L V8, gerando 588 cv, o que significa que a potência do carro da GP2 não está muito longe da de seu equivalente na Fórmula 1. O GP2/05 contava com uma transmissão Hewland, semi-automática, sequencial, de seis velocidades, sendo calçados com pneus Bridgestone. O Dallara GP2/05 foi utilizado nas três primeiras temporadas, iniciando a politica da GP2 Series de atualizar seus carros a cada três anos.

A segunda geração do carro da GP2 era o chassis GP2/08, produzido pela firma italiana Dallara. O carro apresentava um novo nariz "agressivamente baixo", juntamente com uma suspensão de quilha única e uma asa dianteira esculpida. O carro tinha sidepods redesenhados, resultado de um novo radiador e sistema de refrigeração. As placas laterais também são visivelmente diferentes, sendo muito maiores e mais esculpidas do que as do seu antecessor. A traseira também foi completamente redesenhada, com a tampa do motor contornada encaixando-se sobre o V8 fabricado pela Mecachrome de forma muito mais precisa do que antes, e enquanto a parte traseira das laterais apresentava novas chaminés de refrigeração e um design mais recente das entradas de ar em forma de "brânquias de tubarão", que apareceram brevemente em 2006.
O motor do GP2/08 é o mesmo de sua geração anterior, o Mecachrome V8108, 4.0L V8, gerando 588 cv, acoplado a uma transmissão Hewland, semi-automática, sequencial, de seis velocidades, sendo calçados com pneus Bridgestone.

A terceira geração do carro da GP2 era o chassis GP2/11, produzido pela firma italiana Dallara. O GP2/11 foi baseado na aerodinâmica da Fórmula 1 de 2009, adotando uma asa traseira mais estreita e alta, uma asa dianteira mais larga e removendo as aletas. O GP2/11 recebeu o sistema de DRS na temporada de 2015.
O motor do GP2/08 é o mesmo de suas gerações anteriores, o Mecachrome V8108, 4.0L V8, gerando 588 cv (mas os sistemas de escape foram alterados com a fusão de duas saídas na parte traseira), acoplado a uma transmissão Hewland, semi-automática, sequencial, de seis velocidades, sendo calçados com pneus italianos Pirelli.
Este carro foi utilizado, além da GP2 Series, na primeira temporada da Fórmula 2 da FIA, em 2017.
| Temporada | Piloto | Equipe | Poles | Vitórias | Pódios | Voltas mais rápidas | Pontos | Margem | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2005 | 4 | 5 | 12 | 5 | 120 | 15 | |||
| 2006 | 1 | 5 | 14 | 7 | 114 | 12 | |||
| 2007 | 4 | 5 | 10 | 4 | 88 | 11 | |||
| 2008 | 4 | 4 | 7 | 4 | 76 | 12 | |||
| 2009 | 3 | 5 | 10 | 5 | 100 | 25 | |||
| 2010 | 4 | 4 | 7 | 4 | 87 | 12 | |||
| 2011 | 1 | 5 | 10 | 6 | 89 | 35 | |||
| 2012 | 2 | 4 | 10 | 5 | 247 | 25 | |||
| 2013 | 1 | 3 | 7 | 1 | 201 | 20 | |||
| 2014 | 3 | 4 | 12 | 7 | 276 | 47 | |||
| 2015 | 4 | 7 | 16 | 7 | 341.5 | 160 | |||
| 2016 | 4 | 4 | 9 | 3 | 219 | 8 |
| Temporada | Equipe | Poles | Vitórias | Pódios | Voltas mais rápidas | Pontos | Margem | Ref |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2005 | 5 | 7 | 19 | 7 | 187 | 61 | ||
| 2006 | 1 | 6 | 22 | 9 | 180 | 12 | ||
| 2007 | 5 | 6 | 13 | 6 | 118 | 31 | ||
| 2008 | 0 | 4 | 9 | 3 | 103 | 8 | ||
| 2009 | 3 | 7 | 22 | 6 | 180 | 65 | ||
| 2010 | 5 | 4 | 9 | 5 | 115 | 5 | ||
| 2011 | 4 | 2 | 9 | 1 | 101 | 12 | ||
| 2012 | 2 | 4 | 14 | 5 | 342 | 6 | ||
| 2013 | 3 | 5 | 9 | 5 | 273 | 0 | ||
| 2014 | 4 | 5 | 14 | 7 | 349 | 57 | ||
| 2015 | 4 | 8 | 19 | 8 | 410 | 160 | ||
| 2016 | 6 | 9 | 17 | 5 | 430 | 172 |
| Circuitos | Anos |
|---|---|
| 2005–2006 | |
| 2005–2016 | |
| 2005–2016 | |
| 2005–2007, 2009, 2011, 2013 | |
| 2005–2008 | |
| 2005–2016 | |
| 2005–2006, 2008, 2010, 2012, 2014, 2016 | |
| 2005–2016 | |
| 2005–2011 | |
| 2005–2016 | |
| 2005, 2007–2016 | |
| 2005, 2007, 2012–2015 | |
| 2006–2007 | |
| 2008–2012 | |
| 2009 | |
| 2010–2011, 2013–2016 | |
| 2012–2013, 2016 | |
| 2012–2013 | |
| 2014–2016 | |
| 2014–2015 | |
| 2016 |