Os apicomplexa são um grupo de parasitas intracelulares que têm um ciclo de vida complexo e que ocorre ao longo de estágios, os quais evoluíram de modo a lhes permitir sobreviver nos mais diversos ambientes a que estão expostos. Em cada estágio no ciclo de vida o parasita apresenta uma forma celular característica, com morfologia e bioquímica distintas. Nem todos os apicomplexa desenvolvem todas as variedades celulares e métodos de divisão seguintes; este artigo assume um organismo apicomplexo genérico.
Os apicomplexa replicam-se através de processos de fissão múltipla (também denominada esquizogonia). Nestes processos inclui-se a gametogonia, esporogonia e a merogonia.
A merogonia é um processo de reprodução assexuada característico dos apicomplexa. Depois de infectar a célula do hospedeiro, um trofozoíta aumenta de tamanho ao mesmo tempo que continuamente replica o seu núcleo celular e outras organelas. Durante este processo, o organismo é denominado meronte ou esquizonte. Em seguida, a citocinese subdivide o esquizonte polinuclear em várias células idênticas chamadas merozoítos, os quais são libertados para a corrente sanguínea quando a célula hospedeira é rompida.
Entre os organismos cujo ciclo de vida depende deste processo estão a Theileria, Babesia, e o parasita da malária, Plasmodium.
A esporogenia é um tipo de reprodução sexuada e assexuada. Envolve cariogamia, a formação de um zigoto sucedida de meiose e fissão múltipla, e resulta na produção de esporozoítos.
As restantes formas de replicação incluem a endodiogenia e endopoligenia. A endodiogenia é um processo de reprodução assexuada presente em parasitas como o Toxoplasma gondii. Envolve um processo invulgar no qual são produzidas duas células-filha no interior da célula-mãe, a qual é então consumida pelas descendentes antes de se separarem dela. E endopoligenia é a divisão em vários organismos em simultâneo através de gemulação interna.

Um esporozoíto é a forma celular que infecta novos hospedeiros. Por exemplo, no Plasmodium os esporozoítos são células que se desenvolvem nas glândulas salivares do mosquito, que durante a picada penetram no sangue no hospedeiro, alojando-se nas células hepáticas, onde se multiplicam. As células infetadas com esporozoítos a determinado ponto rompem-se, libertando merozoítos para a corrente sanguínea.
Um merozoíto é o resultado da merogenia que ocorre no interior de uma célula do hospedeiro. Durante a coccidiose, os merozoítos correspondem à primeira fase do ciclo de vida interno dos coccídeos. No caso do Plasmodium, os merozoítos infectam os glóbulos vermelhos, reproduzindo-se em seguida rapidamente. O glóbulo vermelho do hospedeiro é destruído por este processo, o qual liberta novos merozoítos que procuram novas células sanguíneas que possam infectar.
Gametócito é o nome dado às células do parasita capazes de formar gâmetas. Os gametócitos macho dividem-se para dar origem a vários microgâmetas, enquanto que os gametócitos fêmea se diferenciam num macrogâmeta.
Um oocineto é um zigoto fertilizado capaz de se mover de forma espontânea. Penetra nas células epiteliais do intestino médio de mosquitos de modo a formar no seu revestimento externo uma estrutura de paredes densas denominada oocito.
Um trofozoíto corresponde ao estágio ativado de alimentação intracelular do ciclo de vida apicomplexo. Depois de se alimentar no hospedeiro, o trofozoíto sofre esquizogonia e evolui para um esquizonte, o qual mais tarde liberta merozoítos.
Um bradizoíto é uma forma séssil de microorganismos zoonóticos, como a Toxoplasma gondii. Na toxoplasmose crónica, os bradozoítos apresentam-se ao microscópio na forma de conjuntos envoltos por uma parede em forma de crescente (um pseudocisto), nos músculos e tecidos cerebrais infetados.
Um taquizoíto, ao contrário de um bradizoíto, é uma forma na qual é característico o rápido crescimento e replicação. Os taquizoítos são formas móveis de coccídeos que formam cistos nos tecidos, como por exemplo o Toxoplasma e o Sarcocystis. Geralmente infetam vacúolos celulares e dividem-se por endodiogenia e endopoligenia.
Um oocisto é um esporo duro e de parede espessa capaz de sobreviver durante um longo período de tempo fora de um hospedeiro. O zigoto desenvolve-se no interior do esporo, o qual funciona como proteção durante a transferência para novos hospedeiros. Entre os organismos que produzem oocistos estão o Plasmodium, Cryptosporidium e Toxoplasma.