Gilson Marques Vieira | |
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Gilson Marques em 2019 | |
| Deputado federal por Santa Catarina | |
| Período | 1.º de fevereiro de 2019 até a atualidade |
| Dados pessoais | |
| Nome completo | Gilson Marques Vieira |
| Nascimento | 12 de abril de 1981 (45 anos) Rio do Sul, Santa Catarina, Brasil |
| Nacionalidade | Brasileiro |
| Alma mater | FURB FGV |
| Partido | NOVO (2017–atualidade) |
| Profissão | Advogado empresário |
| Website | gilsonmarques |
Gilson Marques Vieira (Rio do Sul, 12 de abril de 1981), é um advogado, empresário e político brasileiro, filiado ao Partido Novo (NOVO). Autodeclarado libertário, foi eleito deputado federal por Santa Catarina em 2018 para a 56ª legislatura e reeleito em 2022 para a 57ª legislatura (2023–2027). É conhecido por sua atuação em defesa do livre mercado, da redução do tamanho do Estado e das liberdades individuais, e por jamais ter utilizado dinheiro público em suas campanhas eleitorais.
Nasceu em Rio do Sul, Santa Catarina, filho de Rosa e Cláudio. Graduou-se em Direito pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) em 2003. Em 2010, concluiu MBA em Direito Civil e Direito Processual Civil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Blumenau.
Em 1999, iniciou sua trajetória profissional como estagiário no Fórum da Comarca de Pomerode. No ano seguinte, passou a estagiar no escritório de advocacia Joel Fernando Vasselai, em Blumenau, tornando-se sócio em 2004, quando o escritório passou a denominar-se Vasselai Vieira Advogados Associados, com atuação nas áreas de direito tributário e direito civil. Foi também delegado e conselheiro da OAB, respectivamente em Pomerode e Blumenau.
Como empresário, fundou em 2010 a Portoaço Incorporadora e Construtora, junto com sua esposa, e em 2013 tornou-se sócio do Parque Temático Educativo Vila Encantada, em Pomerode.
Em março de 2017, indignado com a corrupção evidenciada pela Operação Lava Jato, filiou-se ao Partido Novo e foi aprovado no processo seletivo da legenda para concorrer a deputado federal.
Nas eleições de 7 de outubro de 2018, foi eleito deputado federal por Santa Catarina com 27.433 votos, sem utilizar recursos do fundo eleitoral público. Tomou posse em 1.º de fevereiro de 2019.
Durante a 56ª legislatura, atuou nas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), de Defesa do Consumidor (CDC), de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), além de integrar a CPI do BNDES. Na CCJC, ficou conhecido por rejeitar sistematicamente projetos de lei considerados de má qualidade — cerca de 70% de suas relatorias resultaram em parecer pela rejeição dos projetos, o que lhe valeu o apelido informal de "coveiro oficial" pelo então presidente da comissão.
Nas eleições de 2 de outubro de 2022, foi reeleito com 87.894 votos — novamente sem uso de dinheiro público —, tornando-se o 10.º deputado federal mais votado de Santa Catarina. Na 57ª legislatura, exerce o mandato como titular e atua em comissões especiais sobre temas como alteração da legislação do Imposto de Renda (PL 1087/25) e regulamentação dos trabalhadores por aplicativo (PLP 152/25).
Gilson Marques alega ser autor da emenda que proíbe a compra de itens de luxo em licitações, sancionada com veto parcial, e da emenda que limita os honorários de sucumbência ao teto constitucional. Ao longo do primeiro mandato, o deputado devolveu recursos não utilizados da cota parlamentar, acumulando uma economia estimada em mais de R$ 5,7 milhões até o fim da 56ª legislatura.
Autodeclarado libertário, Gilson Marques defende o livre mercado, a redução da intervenção estatal na economia e a ampliação das liberdades individuais. Posiciona-se contra o aumento de impostos, o corporativismo e o que denomina de "ideias coletivistas". É crítico dos penduricalhos no sistema de justiça, tendo atuado em pautas de transparência e limitação de supersalários no funcionalismo público.
Foi eleito o melhor parlamentar de Santa Catarina pelo Ranking dos Políticos no acumulado da 56ª legislatura (2019–2022), figurando também entre os dez melhores deputados federais do Brasil no mesmo período — avaliação que considera assiduidade, gastos da cota parlamentar, processos judiciais e posicionamentos nas votações.
Recebeu o Prêmio Excelência Parlamentar nos anos de 2023, 2024, 2025 e 2026, promovido pela organização Ranking dos Políticos.