
Um guarda-sol (chapéu-de-sol ou sombrinha) é um objecto, semelhante a um guarda-chuva de maiores dimensões, constituído por uma armação de varetas retrácteis (a que se chamam «baquetas»), revestida de pano, e assente numa haste central que serve de cabo ou empunhadura.
Os guarda-sóis tanto se podem espetar no chão, como encaixar em suportes fixos. Podendo inclusive estacar-se nas areias das praias, os guarda-sóis servem para se obter sombra e uma maior proteção da luz do sol. Há, também, guarda-sóis portáteis ou manuais, que se empunham, à guisa de guarda-chuvas.
Por se tratar de um objeto projetado para uso fixo, os raios que sustentam o tecido protetor geralmente posicionam-se mais abaixo do que os dos guarda-chuvas. As telas destas sombrinhas são geralmente muito finas e a grande maioria delas deixa os raios UV trespassá-las.
Os romanos já conheciam o guarda-sol, sendo que há relatos de Juvenal e Marcial, a respeito do seu uso em Roma.
Durante o período dos Descobrimentos, aquando da chegada dos portugueses à Índia e à China, o cronista João de Barros referiu-se aos guarda-sóis empunhados pelos indianos como «pálios de uma só mão» e às sombrinhas usadas na China como «sombreiros de pé», o que levou o lexicógrafo português, Rafael Bluteau, no séc. XVIII, a especular que os portugueses do séc. XVI não estariam ainda bem familiarizados com este tipo de objecto.