| Gustavo Chamati | |
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| Nome completo | Gustavo Dornellas Tabbal Chamati |
| Conhecido(a) por | Cofundador do Mercado Bitcoin e do grupo 2TM |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | Empresário |
Gustavo Dornellas Tabbal Chamati, mais conhecido como Gustavo Chamati, é um empresário brasileiro. Ficou conhecido por integrar o grupo de sócios que assumiu e profissionalizou o Mercado Bitcoin em 2013, corretora que se tornou a maior do país em criptoativos e o primeiro unicórnio brasileiro do setor, e por atuar como sócio e conselheiro do grupo 2TM, holding que controla a plataforma.
O endereço mercadobitcoin.com.br esteve no ar desde 2011, operado inicialmente por Leandro Marciano César, então ligado a um fundo de investimento em bitcoin depois questionado na Justiça. Em 2013, após problemas na administração do site, um grupo de empreendedores adquiriu a plataforma por cerca de 300 mil reais e a reorganizou como empresa formal. A Exame identifica esse grupo comprador como André Oda, Gustavo Chamati, Maurício Chamati e Rodrigo Batista, que aportaram recursos próprios; a pessoa jurídica Mercado Bitcoin Serviços Digitais Ltda. foi constituída em maio de 2013.
A atribuição da fundação da empresa é objeto de divergência pública. Parte da imprensa credita a criação a Rodrigo Batista ao lado dos irmãos Chamati, enquanto Batista permaneceu como principal executivo e presidente do conselho até deixar a empresa ao vender sua participação, em 2019. A comunicação institucional posterior do grupo passou a apresentar Gustavo e Maurício Chamati como fundadores de 2013 — versão contestada abertamente por Batista em 2024, que afirmou que seu nome fora omitido e que o irmão de Gustavo teria ingressado no negócio somente mais tarde.
A demanda por bitcoin cresceu de forma acentuada a partir de 2017, quando a plataforma tinha menos de dez funcionários, o que forçou a empresa a montar um conselho consultivo, ampliar a equipe e reestruturar a gestão. Em entrevistas, Gustavo Chamati descreveu o período inicial como a criação de um mercado sem concorrente ou modelo local a seguir, marcado por tentativa e erro. Em 2021, com o marketplace já organizado sob a holding 2TM, a empresa recebeu aportes que a levaram ao patamar de unicórnio e à condição de maior exchange de criptomoedas do Brasil, com participação relevante no mercado nacional.
O passado do site de 2011 voltou a repercutir em 2023, quando o Mercado Bitcoin foi condenado em primeira instância a restituir mais de dois mil bitcoins a clientes de um fundo administrado por seu criador original, em processo que discutia a responsabilidade da corretora pela origem da plataforma.