| Hal Lindsey | |
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| Nascimento | Harold Lee Lindsey 23 de novembro de 1929 Houston |
| Morte | 25 de novembro de 2024 (95 anos) Tulsa |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Alma mater |
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| Ocupação | pregador, teólogo, escritor |
| Página oficial | |
| http://hallindsey.org/ | |
Harold Lee Lindsey (23 de novembro de 1929 – 25 de novembro de 2024) foi um escritor evangélico e apresentador de televisão estadunidense. Ele escreveu uma série de livros apocalípticos populares – começando com The Late Great Planet Earth, 1970 ("A Agonia do Grande Planeta Terra") – afirmando que o Apocalipse ou o fim dos tempos (incluindo o arrebatamento) era iminente porque os eventos atuais estavam cumprindo as profecias bíblicas. Ele era um sionista cristão e dispensacionalista.
Lindsey nasceu em Houston em 23 de novembro de 1929. Matriculou-se na Universidade de Houston e serviu na Guarda Costeira dos Estados Unidos durante a Guerra da Coreia. Formou-se no Seminário Teológico de Dallas em 1962 com um mestrado em Teologia, com especialização em Novo Testamento e literatura grega antiga.
Com sua segunda esposa, Jan, ele trabalhou com a Cruzada Estudantil para Cristo e continuou com eles até 1969. Depois, ajudou numa missão no sul da Califórnia, que durou até 1976. Ele também era um palestrante frequente e professor da Escola Dominical no Centro Cristão Melodyland em Anaheim, Califórnia. Em 1969, escreveu seu primeiro e mais conhecido livro, "A Agonia do Grande Planeta Terra". Publicado em 1970 pela Zondervan, este livro tornou-se um best-seller. Surgindo logo após a Guerra dos Seis Dias, o livro impulsionou a popularidade do dispensacionalismo e seu apoio aos judeus étnicos como o "povo escolhido de Deus". Muitos dos escritos posteriores de Lindsey são sequências, revisões ou extensões de seu primeiro livro. Em 1994, ele obteve seu doutorado em Teologia pela Escola de Pós-Graduação em Teologia da Califórnia.
Lindsey apresentava o programa International Intelligence Briefing na Trinity Broadcasting Network e fazia parte do conselho executivo da Christian Voice. O International Intelligence Briefing foi retirado da programação da TBN durante todo o mês de dezembro de 2005. Lindsey alegou que isso ocorreu porque "alguns na emissora aparentemente acham que [sua] mensagem é muito pró-Israel e muito anti-muçulmana". O proprietário da TBN, Paul Crouch, no entanto, afirmou que "a TBN nunca foi e não é agora contra Israel e o povo judeu". Crouch disse que o programa de Lindsey foi substituído por programação natalina.
Lindsey deixou a TBN em 1º de janeiro de 2006 e indicou que se dedicaria a outro ministério televisivo. Seu programa seguinte, The Hal Lindsey Report, enfatizava profecias bíblicas e eventos da atualidade, e era transmitido pelas redes Angel One e DayStar. Em janeiro de 2007, Lindsey anunciou seu retorno à rede TBN.
Lindsey casou-se quatro vezes e teve três filhos de seu segundo casamento. Sua segunda esposa foi Jan Houghton, e sua quarta esposa, com quem era casado na época de sua morte, chamava-se JoLyn. Ele morava em Tulsa, Oklahoma, e faleceu em casa no dia 25 de novembro de 2024, dois dias após seu 95º aniversário.
As afirmações de Lindsey baseavam-se numa interpretação dispensacionalista do Antigo e do Novo Testamento. Lindsey alegava, com base na Bíblia, que Jesus Cristo retornará do céu à terra um dia e estabelecerá paz e harmonia eternas entre todos os povos.
Lindsey afirmou que a Bíblia contém inúmeras profecias que predizem certas condições e eventos que ocorrerão no mundo antes do retorno de Cristo e que, à medida que essas coisas acontecem, elas servem como sinais e lembretes de que estamos na era que a Bíblia chama de tempos finais ou últimos dias. Lindsey acreditava que um evento profético que marcaria oficialmente o início do fim dos tempos seria o reagrupamento do povo judeu em sua antiga pátria para formar uma nação independente após um longo período de dispersão mundial. Ele afirmava que a criação do Estado de Israel em maio de 1948 seria o cumprimento dessa grande profecia.
Assim como outros membros da direita cristã estadunidense, como Pat Robertson, Lindsey estava preocupado com a teoria conspiratória da Nova Ordem Mundial (NOM), percebida como "animada por um pequeno número de filosofias sobrepostas, incluindo, por exemplo, socialismo, feminismo e ambientalismo", todas sob o rótulo de globalismo usado pela direita cristã. Acredita-se que a NOM seja criada por globalistas em organizações como a Organização Mundial do Comércio (OMC), a União Europeia (UE) e as Nações Unidas (ONU), e que esteja em desacordo com o cristianismo.
Em "A Agonia do Grande Planeta Terra", Lindsey escreveu que os profetas bíblicos identificaram certas nações que se aliariam a outros países para formar "quatro grandes esferas de poder político" durante a mesma era em que Israel seria restabelecido como nação. Lindsey escreveu que essas nações e seus aliados podem ser identificados como: (1) a Rússia com seus aliados, (2) a China com outras nações do Oriente, (3) o Egito com outros países do Oriente Médio e (4) uma aliança de nações da Europa Ocidental.
Segundo Lindsey, a aliança das nações da Europa Ocidental é uma forma revivida do antigo Império Romano, previsto simbolicamente nos livros de Daniel e Apocalipse como dez chifres e dez reis. Em "A Agonia do Grande Planeta Terra", Lindsey cita um artigo da revista Time de 1969 que afirmava que o objetivo da Comunidade Econômica Europeia, que precedeu a União Europeia, era estabelecer uma comunidade econômica composta por dez nações. Com base nessa e em outras fontes, Lindsey conclui que essa aliança contribuirá para o cumprimento dessa profecia e que, em última instância, seria governada pelo Anticristo.
Lindsey observou que os profetas não se referiram aos Estados Unidos direta ou indiretamente. Ele concluiu que isso indica que os EUA não serão mais uma grande potência geopolítica quando chegar a Tribulação dos últimos tempos.
Em um livro posterior, intitulado The 1980s: Countdown to Armageddon, ele indicou que acreditava ser possível que a batalha do Armagedom ocorresse em um futuro não muito distante, afirmando: "a década de 1980 pode muito bem ser a última década da história como a conhecemos". Ele observou novamente que não há menção aos EUA nas profecias bíblicas. Listou alguns cenários que lhe pareceram plausíveis na época: (1) uma tomada de poder pelos comunistas, (2) destruição por um ataque nuclear soviético surpresa ou (3) tornar-se dependente da comunidade europeia de 10 nações. O livro figurou na lista de best-sellers do The New York Times por 20 semanas.
Seu livro de 1994, Planet Earth 2000 A.D.: Will Mankind Survive?, embora ainda enfatizasse a União Europeia, mudou o foco de sua preocupação para a ONU. Lindsey acreditava que a ONU usava sua enorme influência para promover o paganismo, a idolatria, o globalismo e um governo mundial único. Seu livro de 1998, Planet Earth: The Final Chapter, no entanto, descreve o poder da ONU como estando em declínio.
Em The Dominance of Evangelical Millennialism, 1970–2000 ("A Dominância do Milenarismo Evangélico, 1970–2000"), o historiador da religião Crawford Gribben afirma que Lindsey e "A Agonia do Grande Planeta Terra" tiveram um impacto significativo na administração do presidente estadunidense Ronald Reagan:
| “ | O livro "A Agonia do Grande Planeta Terra" exerceu enorme influência dentro da Casa Branca de Reagan, e vários membros do gabinete, incluindo o Procurador-Geral Ed Meese, o Secretário de Defesa Caspar Weinberger e o Secretário do Interior James G. Watt, compartilhavam das visões dispensacionalistas do presidente. Significativamente, foi em um discurso para a Associação Nacional de Evangélicos (1983) que Reagan fez sua referência apocalíptica ao "império do mal" da URSS. E o livro "A Agonia do Grande Planeta Terra" era central para essa plataforma político-teológica emergente. Lindsey parece ter apresentado informações a funcionários do Pentágono, bem como a comitês de inteligência militar e a funcionários do Departamento de Estado e da Escola de Guerra Aérea Americana, e há indícios de que alguns membros da elite militar se interessaram por suas análises. | ” |