| Nome | Heart of Midlothian Football Club | |||
|---|---|---|---|---|
| Alcunhas | Hearts (Corações) The Jam Tarts (As Tortas de Geleia) Jambos The Maroons (Os Grenás) The Famous (O Famoso) | |||
| Principal rival | Hibernian | |||
| Fundação | 1874 (152 anos) | |||
| Estádio | Tynecastle Park | |||
| Capacidade | 19 852 | |||
| Localização | Edimburgo, Escócia | |||
| Presidente | Calum Paterson | |||
| Treinador(a) | Wouter Vrancken | |||
| Patrocinador(a) | Stellar Omada | |||
| Material (d)esportivo | Hummel | |||
| Competição | Scottish Premiership Scottish Cup Scottish League Cup Liga Conferência | |||
| Website | ||||
O Heart of Midlothian Football Club, comumente referido como Hearts, é um clube de futebol escocês sediado em Edimburgo. A equipe compete na Scottish Premiership, a primeira divisão do sistema de ligas da Escócia. O Hearts manda seus jogos em casa no Tynecastle Park desde 1886, com capacidade atualmente para 19 852 pessoas.
Fundado em 1874, é o clube de futebol mais antigo da capital escocesa, e seu nome foi influenciado pelo romance Heart of Midlothian, de Walter Scott. O brasão do clube é baseado no mosaico do Coração de Midlothian na Royal Mile da cidade, e as cores da equipe são grená e branco. Seus rivais locais são o Hibernian, com quem disputam o dérbi de Edimburgo. O clube é de propriedade majoritária de torcedores através da Foundation of Hearts desde 2021.
O Hearts venceu quatro títulos da liga, oito títulos da Copa da Escócia, e quatro títulos da Copa da Liga Escocesa. Eles são o único clube escocês fora da Old Firm a vencer uma dobradinha, quando venceram a Liga e a Copa da Liga na temporada de 1959–60. O período de maior sucesso do clube foi sob o comando do ex-jogador e treinador Tommy Walker, do início dos anos 1950 até meados dos anos 1960, durante o qual conquistaram dois títulos da liga e cinco copas importantes, terminando entre os quatro primeiros da liga por 11 temporadas consecutivas. Na temporada de 1957–58, eles estabeleceram o recorde de número de gols marcados em uma campanha vitoriosa na primeira divisão escocesa (132) e também se tornaram o único time a terminar uma temporada na primeira divisão escocesa com um saldo de gols superior a 100 (+103). Em 1958, o Hearts se tornou o terceiro clube escocês e o quinto britânico a competir em competições da UEFA. O clube chegou às quartas de final da Copa da UEFA de 1988–89, perdendo para o Bayern de Munique por 2 a 1 no placar agregado.
O clube foi formado em 1874 por um grupo de amigos do Heart of Midlothian Quadrille Assembly Club. O nome da agremiação foi diretamente influenciado pelo romance histórico homônimo de Walter Scott, publicado em 1818, e pelo mosaico em forma de coração localizado na Royal Mile de Edimburgo, que marcava a entrada da antiga prisão de Tolbooth. O Hearts rapidamente se consolidou como uma força pioneira na Escócia, vencendo o seu primeiro Campeonato Escocês na temporada 1894–95 e conquistando a Copa da Escócia em quatro ocasiões antes da virada do século XX (1891, 1896, 1901 e 1906).
O evento de maior peso sociológico da história do clube ocorreu em novembro de 1914, durante a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Com o Hearts liderando confortavelmente o Campeonato Escocês, a diretoria e o elenco tomaram uma decisão sem precedentes: 16 jogadores profissionais do clube se alistaram voluntariamente para combater na França, tornando-se o primeiro time de futebol britânico a se alistar em massa.
Eles integraram o 16º Batalhão (de Serviço) dos Royal Scots, que ficou popularmente conhecido como o Batalhão de McCrae, comandado por Sir George McCrae. O ato inspirou o alistamento de cerca de 500 torcedores do clube e atletas de outras equipes. O batalhão sofreu perdas catastróficas, especialmente no primeiro dia da Batalha do Somme (1 de julho de 1916). Sete jogadores do time principal do Hearts perderam a vida no conflito, e vários outros retornaram com ferimentos que encerraram suas carreiras esportivas. Em 1922, o clube ergueu uma torre do relógio memorial em Haymarket, Edimburgo, para honrar esse sacrifício.
O período de maior sucesso esportivo do Hearts ocorreu sob o comando do técnico Tommy Walker (1951–1966). A equipe celebrizou-se por um futebol de alta produtividade ofensiva, capitaneado pelo chamado "Trio Terrível" de atacantes: Jimmy Wardhaugh, Willie Bauld e Alfie Conn Sr., além da presença estrutural do meio-campista Dave Mackay.
Na temporada 1957–58, o Hearts venceu a liga quebrando recordes estatísticos que permanecem imbatíveis na primeira divisão escocesa: a equipe marcou 132 gols em 34 partidas (uma média de 3,88 gols por jogo) e terminou a campanha com um impressionante saldo de gols de +103. O clube repetiria a conquista da liga em 1959–60 e arremataria quatro Copas da Liga no período, rompendo temporariamente a hegemonia da Old Firm.
Na década de 1980, sob o comando do técnico Alex MacDonald e impulsionado pelo financiamento do presidente Wallace Mercer, o clube ressurgiu como postulante ao título. A temporada 1985–86, no entanto, culminou em um dos colapsos esportivos mais dramáticos da história do futebol escocês. Na última rodada do campeonato, em 3 de maio de 1986, o Hearts liderava a tabela, estava invicto há 27 jogos e precisava apenas de um empate fora de casa contra o Dundee F.C. para ser campeão. A equipe perdeu por 2–0 (com dois gols tardios de Albert Kidd), enquanto o Celtic goleou o St Mirren por 5–0. O Celtic conquistou o troféu no saldo de gols por uma margem de apenas 3 gols. Uma semana depois, o Hearts perderia a final da Copa da Escócia para o Aberdeen, terminando a temporada sem troféus.
Em janeiro de 2005, o empresário russo-lituano Vladimir Romanov adquiriu o controle acionário da agremiação, injetando capital agressivo que resultou no vice-campeonato escocês em 2005–06 (dividindo a Old Firm) e nas conquistas da Copa da Escócia de 2006 e 2012.
Contudo, a gestão foi marcada por alta rotatividade de treinadores, interferência direta do proprietário na escalação e gastos insustentáveis. Com a falência do banco Ūkio bankas (controlado por Romanov), a dívida do clube ultrapassou as £ 30 milhões. Em 19 de junho de 2013, o Hearts foi colocado sob administração judicial, com uma dívida exigível imediata de £ 15 milhões e apenas £ 7.000 no caixa operacional, sofrendo punições de dedução de pontos e subsequente rebaixamento.
A liquidação iminente foi evitada pela intervenção da empresária Ann Budge, que aportou £ 2,5 milhões para financiar o acordo de credores (CVA) em 2014, operando em parceria com a Foundation of Hearts (FoH) – um grupo de torcedores associados que injetava fundos mensais na agremiação. O clube recuperou sua estabilidade econômica e retornou imediatamente à primeira divisão. Em agosto de 2021, Ann Budge transferiu formalmente a participação majoritária (75,1%) para a Foundation of Hearts, tornando o Heart of Midlothian o maior clube do Reino Unido a ser gerido majoritariamente por seus torcedores. Após liderar a reconstrução institucional do clube por mais de uma década, Budge anunciou sua saída oficial da presidência em dezembro de 2025. O fim de sua gestão coincidiu com a formalização de um investimento de capital de £ 9,86 milhões feito por Tony Bloom (proprietário do Brighton & Hove Albion) em troca de 29% das ações sem direito a voto, abrindo uma nova era tecnológica e de prospecção de dados para a equipe no mercado global.
O Hearts manda seus jogos em casa no Tynecastle Park desde 1886. Após o estádio ser convertido em um estádio com assentos em 1990, ele agora tem capacidade para 19 852 espectadores após a conclusão de uma arquibancada principal reconstruída em 2017. O clube possui instalações de treinamento no Oriam, o centro nacional de desempenho esportivo da Escócia, onde também administra sua academia de jovens.
O Hearts tem como seu principal adversário tradicional o Hibernian, confronto conhecido como Dérbi de Edimburgo. Trata-se de uma das rivalidades mais longevas do futebol mundial, com o primeiro encontro entre as equipes ocorrido em 25 de dezembro de 1875. Diferentemente da Old Firm de Glasgow entre Celtic e Rangers, cuja dinâmica é historicamente moldada por divisões sectárias entre católicos irlandeses e protestantes unionistas, o clássico edimburguês experimentou uma transformação significativa em suas bases sociológicas. Ao longo do século XX, o componente religioso que originalmente caracterizava o confronto foi progressivamente atenuado, dando lugar a uma rivalidade fundamentada primordialmente em identidades geográficas e comunitárias dentro da capital escocesa. Atualmente, o Hearts concentra seus fãs tradicionalmente nas regiões leste e norte de Edimburgo, particularmente na área portuária de Leith. O Hibernian, por sua vez, tem seu epicentro de apoio nos bairros de Gorgie e Dalry, situados nas zonas sul e oeste da capital escocesa.
| NACIONAIS | |||
|---|---|---|---|
| Competição | Títulos | Temporadas | |
| Liga Escocesa de Primeira Divisão | 4 | 1894–95, 1896–97, 1957–58, 1959–60 | |
| Copa da Escócia | 8 | 1890–91, 1895–96, 1900–01, 1905–06, 1955–56, 1997–98, 2005–06, 2011–12 | |
| Copa da Liga Escocesa | 4 | 1953–54, 1957–58, 1958–59, 1961–62 | |
| Liga Escocesa de Segunda Divisão | 3 | 1979–80, 2014–15, 2020–21 | |
Atualizado em 20 de julho de 2026.
| Goleiros | ||
|---|---|---|
| N.º | Jogador | |
| 1 | ||
| 25 | ||
| 28 | ||
| 30 | ||
| Defensores | ||
|---|---|---|
| N.º | Jogador | Pos. |
| 4 | Z | |
| 5 | Z | |
| 6 | Z | |
| 17 | Z | |
| 20 | Z | |
| 32 | Z | |
| 64 | Z | |
| 2 | LD | |
| 23 | LD | |
| 3 | LE | |
| 18 | LE | |
| Meio-campistas | ||
|---|---|---|
| N.º | Jogador | Pos. |
| 12 | V | |
| 7 | M | |
| 8 | M | |
| 16 | M | |
| 22 | M | |
| 27 | M | |
| 31 | M | |
| 33 | M | |
| Atacantes | ||
|---|---|---|
| N.º | Jogador | |
| 10 | ||
| 11 | ||
| 15 | ||
| 19 | ||
| 20 | ||
| 21 | ||
| 29 | ||
| 74 | ||
| 77 | ||
| 89 | ||
| Comissão técnica | |
|---|---|
| Nome | Pos. |
| T | |