Um homúnculo (do Latim homunculus, "homenzinho", plural homunculi) é um pequeno ser humano ou humanoide. O conceito tem raízes no Preformismo tanto como outras tradições da Alquimia e folclore anterior, como os Golens.
Popularizado na alquimia do século 16 e ficção do século 19, o termo tem historicamente se referido à criação de um ser humano ou humanoide por meio da alquimia, mas também pode se referir a um ser de natureza similar presente nas células germinativas, no contexto do Preformismo.
O termo dá seu nome ao Homúnculo cortical, uma imagem de uma pessoa com o tamanho de seus membros do corpo distorcidos para representar quanta área do córtex cerebral é dedicada a eles.

O conceito do homúnculo foi usado pela primeira vez pelo alquimista Paracelso para designar uma criatura que tinha cerca de 12 polegadas de altura, que poderia ser criada por meio de sêmen humano posto em uma retorta hermeticamente fechada, formando assim um embrião. O alquimista Johanned Konrad Dippel, também tentou criar um homúnculo. [carece de fontes]
No entanto, também é possível que o homúnculo seja uma alegoria, uma interpretação muito literal das imagens alegóricas alquímicas respeitantes à criação, pela arte, de novas entidades minerais, sejam elas objetivos finais ou intermédios. Essas imagens comportam, muitas vezes, a representação de um ser emblemático, humano, animal ou quimérico, numa retorta.[carece de fontes]

Em 1677 Leeuwenhoek e Luiz Hamm viram pela primeira vez um espermatozoide, e teorizaram que continha uma miniatura de um humano dentro (homúnculo), que se desenvolvia quando depositado nos órgãos sexuais femininos: o espermatozoide seria a semente, e o óvulo o terreno de plantação.[carece de fontes]
Na verdade, Leeuwenhoek e Hamm viram as organelas do espermatozoide, como se o acromossomo fosse a cabeça e o corpo o núcleo, semelhante ao humano.[carece de fontes].
O padre italiano Lazzaro Spallanzani provou em 1775 que eram necessários um espermatozoide e um óvulo para haver reprodução humana, na qual o esperma era o fator fecundante, desprovando as teorias dos animalculistas.[carece de fontes]

Na psicologia o homúnculo é a representação diagramática proporcional do corpo animal em relação às partes destes, representadas no córtex somestésico e motor.[carece de fontes]
Nesta representação, a área neural correspondente a cada porção corpórea. Assim como a face tem uma maior quantidade de nervos e consequentemente de corpos de neurônios, o desenho terá uma imensa face, com um tronco pequeno, braços grandes com mãos enormes, pernas pequenas com pés médios.[carece de fontes]
Homúnculo sensitivo: área somestésica, localizada no giro pós-central.[carece de fontes]
Homúnculo motor: área motora, localizada no giro pré-central.[carece de fontes]