Hormisda VI

 Nota: Para outras pessoas de mesmo nome, veja Hormisda.
Hormisda VI
Efígie de Hormisda num dracma de seu reinado
xá do Império Sassânida
Reinado630-632
Antecessor(a)Sapor V
Sucessor(a)Isdigerdes III
Dados pessoais
Morte632
Dinastiasassânida
ReligiãoZoroastrismo

Hormisda VI (em persa médio: 𐭠𐭥𐭧𐭥𐭬𐭦𐭣 foi um príncipe sassânida do século VII que ascendeu o trono do Império Sassânida durante as convulsões dos anos 630.

Nome

O teônimo Hormisda é a versão latina do persa médio Hormisde (𐭠𐭥𐭧𐭥𐭬𐭦𐭣; Hormizd), Ormasde (Ōhrmazd), Hormosde / Ormosde ((H)ormozd), Ormusde (Ormuzd) ou Oramasde (Ohramazd), o nome da divindade suprema no zoroastrismo, cujo nome avéstico era Aúra-Masda (𐬀𐬵𐬎𐬭𐬀 𐬨𐬀𐬰𐬛𐬁, Ahura-Mazdāh). Foi registrado em persa antigo como Auramasda (Auramazdā), em grego como Hormisdas (Ορμίσδας, Ormísdas), Hormisdes (Ορμίσδης, Ormísdēs), Horomazes (Ωρομάζης, Ōromázēs) e Hormisdates (Ορμισδάτης, Ormisdátēs), em armênio como Oramasde (Օրամազդ, Oramazd) e Ormisde (Որմիզդ, Ormizd), em georgiano como Urmisde (ურმიზდი, Urmizd), em árabe como Hormuz (هرمز) e Hurmusde (هرمزد, Hurmuzd), em túrquico antigo como Ormiste (Ormizt), em siríaco como Hurmisde (ܗܘܪܡܝܙܕ, hwrmyzd [Hūrmizd]) e em copta como Gormessade (Ⲅⲟⲣⲙⲏⲥⲁⲇ / Ⲅⲱⲣⲙⲏⲥⲁⲇ, Gormēsad / Gōrmēsad).

Vida

Hormisda foi proclamado rei em Nísibis pelas tropas do proeminente general sassânida e usurpador Sarbaro depois que seu filho, Sapor V, foi deposto por outro poderoso magnata, Farruque Hormisda, que elevou a princesa sassânida Azarmiducte ao trono em Ctesifonte. Hormisda foi um dos muitos pretendentes que se levantaram durante a guerra civil que se seguiu à derrubada e execução de seu avô Cosroes II (r. 590–628) em 628. Se manteve cerca de dois anos em Nísibis até ser derrubado pelas mesmas tropas que o haviam apoiado anteriormente. Isdigerdes III, outro neto de Cosroes, com o apoio dos nobres, conseguiu se tornar o único governo do império.


Referências

  1. ↑ Lukonin 1967, p. 217.
  2. ↑ Kellens 2009, p. 292; 295.
  3. ↑ Aḥsan 1992, p. 312.
  4. ↑ Murray 1985, p. 35.
  5. ↑ Shayegan 2004, p. 462-464.
  6. ↑ Vevaina 2018, p. 1110.
  7. ↑ Justi 1895, p. 7-10.
  8. ↑ Schmitt 1986, p. 445–465.
  9. ↑ Rapp 2014, p. 341-343.
  10. ↑ Weber 2022, p. 4, nota 5.
  11. ↑ Shahbazi 2004, p. 467–469.

Bibliografia