Hurade (em árabe: حراض; romaniz.: Ḥurāḍ) era um vale de Nacla, situado em Nacla Axamia, na rota entre Meca e o Iraque. Na Arábia pré-islâmica, abrigava um importante santuário de Aluzá, posteriormente destruído por Calide ibne Alualide após a conquista de Meca.
Hurade (em árabe: حراض; romaniz.: Ḥurāḍ) era um vale situado em Nacla Axamia, na região de Nacla, na rota que partia de Meca em direção ao Iraque. O vale tornou-se conhecido sobretudo por abrigar um dos principais santuários de Aluzá, divindade cultuada por diferentes grupos árabes antes do Islã. Segundo a tradição preservada por Ibne Alcalbi, os coraixitas haviam estabelecido em Hurade uma área sagrada denominada Sucame, cuja inviolabilidade era comparada à do harame da Caaba. Dentro desse recinto havia três acácias associadas ao culto de Aluzá. Próximo delas situava-se um templo chamado Busse, cuja construção era atribuída a Zalime ibne Açade, dos gatafanitas. O culto compreendia peregrinações, oferendas e sacrifícios, e o santuário recebia visitantes de diferentes grupos tribais.
A custódia do culto também aparece associada a diferentes tribos nas tradições preservadas. Os soleimitas encontravam-se entre os grupos relacionados ao culto de Aluzá, enquanto Lecker registra que o último guardião de um ídolo da deusa situado no vale de Hurade pertencia aos abecitas, grupo dos gatafanitas. Após a conquista de Meca em 630, Maomé enviou Calide ibne Alualide a Nacla para destruir o santuário de Aluzá. Segundo as tradições transmitidas por Ibne Alcalbi, Calide dirigiu-se ao recinto e cortou as três acácias associadas à divindade. O episódio marcou o fim do culto organizado de Aluzá no vale de Hurade no contexto da supressão dos principais santuários politeístas da região de Meca.