| Salviniales | |||||||||||||
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| Sinónimos | |||||||||||||
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Salviniales (antes denominada Hydropteridales e incluindo a antiga Marsileales) é uma ordem de pteridófitas aquáticas da classe Polypodiopsida que inclui duas famílias extantes de fetos heterospóricos aquáticos, Salviniaceae e Marsileaceae.
Os membros da ordem Salviniales são todos plantas aquáticas e diferem de todos os outros fetos por serem heterospóricas, o que significa que produzem dois tipos diferentes de esporos (megásporos e micrósporos) que se desenvolvem em dois tipos diferentes de gametófitos (gametófitos femininos e masculinos, respetivamente), e pelo facto de os seus gametófitos serem endospóricas, o que significa que nunca crescem fora da parede do esporo e não podem tornar-se maiores do que os esporos que os produziram. Cada um dos megasporângios produz um único megásporo. Por serem heterosporos com gametófitos endosporados, são mais semelhantes às plantas com sementes do que oa restantes pteridófitas.
A forma destas plantas varia radicalmente de espécie para espécie e são morfologicamente muito diferentes dos restantes fetos. As frondes férteis e estéreis são dimórficas, assumindo forma muito diferente, apresentando venação anastomosante. O aerênquima está frequentemente presente nas raízes, nos rebentos e nos pecíolos (caules das frondes).
As espécies da família Salviniaceae são natantes (flutuantes), enquanto as da família Marsileaceae se fixam ao susbtrato por meio de raízes. No entanto, as espécies natantes podem crescer temporariamente na lama húmida durante períodos de águas baixas, e as Marsileaceae podem crescer como espécies emergentes, dependendo da espécie e da localização.
O grupo tem também os genomas mais pequenos conhecidos de todos os pteridófitos. Um género, Azolla, é uma das plantas de crescimento mais rápido na Terra e causou um arrefecimento do clima global, originando, há cerca de 50 milhões de anos, uma mudança climática conhecida por evento Azolla.
Conhece-se do registo fóssil um membro fóssil das Marsileales, †Hydropteris (em incertae sedis).
Na classificação filogenética molecular de Smith et al. (2006), as Salviniales foram colocados entre os fetos leptosporangiados, classe Polypodiopsida. Foram reconhecida duas famílias, as Marsileaceae e as Salviniaceae, A sequência linear de Christenhusz et al. (2011), destinada à compatibilidade com a classificação de Chase e Reveal (2009) que foram colocadas entre as plantas terrestres em Equisetopsida. O agrupamento foi reclassificado por Alan R. Smith e colaboradores em Polypodiopsida, como a subclasse Polypodiidae, sendo as Salviniales ali incluídas.
A circunscrição taxonómica da ordem e de suas famílias não foi alterada, e essa circunscrição e colocação em Polypodiidae foi subsequentemente seguida nas classificações de Christenhusz e Chase (2014) e no sistema PPG I (2016). Com esta circunscrição, a ordem inclui as seguintes famíolias extantes:
As prováveis relações filogenéticas entre as duas famílias e os cinco géneros de Salviniales são apresentadas no cladograma seguinte:
| Salviniales |
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De acordo com o PPG I (2016) o grupo insere-se entre os pteridófitos de acordo com o seguinte cladograma: :
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